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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

40

Foto: Pinterest
Ontem dei entrada nos "entas". Agora, só saio desta se chegar aos 100 :D!

A avaliar pelo dia 1, os 40 vão ser fabulosos! Vão ser uma espécie de segunda rodada, mas em muito melhor! <3

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Culpa (sempre ela)


Já levo mais de 8 anos de maternidade e não há meio de aprender a lidar e livrar-me da maldita culpa. Ela persegue-me pelos mais variados motivos: ou porque às vezes sinto que não tenho a paciência que devia de ter com eles; ou porque gostava de brincar mais com eles mas não consigo; ou porque não me apetece mesmo brincar; ou porque em algumas situações fico com receio de não ser a mãe que os meus filhos precisam...

Mesmo nas circunstâncias em que não posso fazer nada, por exemplo, se tenho o jantar para fazer, a roupa para tratar, etc, é normal que não tenha como conseguir brincar com eles, mesmo assim, sinto culpa.

No nosso dia-a-dia somos nós os três. Ou seja, em teoria passamos muito tempo juntos. Mas só mesmo em teoria, já que durante a semana eles estão na escola e eu no trabalho e, ao final do dia, não dá para nada. O tempo é pouco para os banhos, fazer jantar, dar-lhes jantar, fazer os trabalhos de casa (quando há), ler a história e deitá-los ainda a uma hora decente (esforço-me para eles já estarem a dormir às 21h30).

No meio desta lufa-lufa, a história é o "nosso momento".  O nosso pedaço de céu.

Depois, ao fim-de-semana, há tanta coisa para fazer que, mesmo havendo tempo para momentos de qualidade, porque há, nunca parecem ser suficientes. Não dão para me saciar dos mimos que lhes quero (e preciso) dar.

Isto para dizer que apesar de estar todos os dias com eles, estou numa fase em que sinto saudades deles o tempo todo. Faz-vos sentido?

No trabalho dou por mim a desejar ir buscá-los rapidamente, para os abraçar, dar-lhes beijos, enchê-los de mimos... mas depois, mal os vou buscar, começam logo a fazer birras e disparates, e fico com vontade de os levar de volta para a escola. E lá vem a culpa outra vez!

Preciso muito de tempo de qualidade com os meus filhos. Sem stresses, sem afazeres domésticos à minha espera, sem nada que me preocupe na cabeça.

Até lá, tento viver ao máximo todos os pedacinhos com eles e agarro-me (e amparo-me) na certeza de que estou a dar o meu melhor.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Só para dizer...

... que os meus filhos ontem já estavam com um comportamento normal. Não me fizeram músicas, não limparam a casa, nem estavam feitos anjinhos.

Antes assim, se não ainda ficava preocupada!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Domingos especiais


Sol quentinho, um livro delicioso, uma boa companhia, uma conversa rica de conteúdo e interesse, risos, um passeio sereno...

O meu domingo teve todos estes ingredientes e não podia ter sido mais simples. No entanto, foi o suficiente para me fazer sentir leve e feliz. Para ter sido perfeito, faltaram os meus filhos.

Decididamente - e apesar de gostar, apreciar e precisr de alguns momentos só meus de vez em quando - à medida que os anos passam tenho mais a certeza de que sou uma pessoa de relações humanas e de afetos. (Não que alguma vez tenha tido dúvidas sobre isso!). E, neste ponto, o Gonçalo sai tanto a mim!

Este domingo não foi um domingo qualquer. Há pessoas, lugares e situações que nos ajudam a ver e viver alguns momentos menos bons de uma forma mais pacífica. Que nos dão força, energia positiva e, muito importante, a certeza de que há um mundo cheio de coisas boas à nossa espera. Ao longo da minha vida, o destino, ou Deus, (como eu acredito) tem-no feito sempre E se há coisa que não me posso queixar é disso! 🙏

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Tanto amor!

Lembram-se de há uns tempos vos ter falado no facto do Gonçalo adorar dar abraços ao irmão, mas que este, mais para o arreliar do que outra coisa, está sempre a dar-lhe para trás?

Ontem eles os dois não se viram à noite. Fui buscar o Francisco à escola e fui direta com ele para o Hospital (isto dará um post para outras núpcias; preciso de ter a cabeça mais descansada para o fazer) e quando chegámos a casa já o Gonçalo dormia.

Não vos sei dizer quantas vezes é que o Francisco perguntou pelo irmão, mas foram muitas.

Hoje, acordámos os três na mesma cama e o Francisco, que não gosta nada que o irmão vá para ao pé dele, mal abriu os olhos e viu o irmão, deu-lhe o abraço mais sentido que eu já vi. É que aquele abraço tinha quilos de amor!

Nunca tive dúvidas, mas são estas pequenas situações que reforçam a minha convicção de que as coisas só fazem realmente snetido quando estamos os três. Juntos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

O Tempo


Encontrei esta foto há dias. Aqui, o Gonçalo era mais novo que o irmão...

Não pensem que gostava que o tempo andasse para trás, nada disso, mas às vezes gostava que ele não passasse tão rápido!

Se for a ver bem, esta fotografia não foi tirada há assim tanto tempo, mas já aconteceram tantas coisas e a minha vida mudou tanto desde então, que parece que foi há uma eternidade!

A felicidade e o conforto de ver os meus filhos crescerem bem, com saúde, compensa, de longe, qualquer saudosismo que surja, mas que me dá umas saudades gigantes dele assim, isso dá :) >3

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sem "mas" ou reticências

Foto: Pinterest

Um dia, já lá vão um par de anos, estava a "discutir" com uma amiga o conceito de amizade. Falávamos da dificuldade em encontrar pessoas com quem tenhamos realmente empatia.

Ela é uma pessoa toda boa onda e bem-disposta, toda dada ao esoterismo, e, a dada altura, disse-me que para além da empatia, do respeito, da "tolerância" face às diferenças das duas pessoas e das coisas que têm em comum, uma das coisas que mais valorizava num amigo, e também num  namorado, era a forma como essa pessoa a fazia sentir. Que não precisava de estar sempre com essa pessoa, mas quando estava era importante para ela sentir que era vista como um ser de "luz", porque se assim não fosse era uma forma de não ser valorizada e de não a verem  como ela realmente merecia ser vista.

Esta semana lembrei-me desta conversa e creio que só agora é que consegui perceber realmente o que ela quis dizer.

De facto, uma amizade pode ter reticências e "mas". As pessoas são diferentes e é normal que assim seja. Mas o limite para esses "mas" e reticências existem. Existem, exatamente, na forma como nos veem.

Moral da história: costuma-se dizer que a idade nos traz sabedoria. Esta minha amiga é mais sábia que eu lololol

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Agora sim!


E eis que no domingo voltou tudo a ser como deve. O Gonçalo regressou das férias com os avós e, apesar disso significar o regresso da canseira, trouxe consigo uma enorme sensação de conforto. Como se as peças tivessem voltado ao seu lugar. Porque no fundo é disso que se trata; o nosso lugar é juntos, os três.


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Pronto, já chega!


Como já partilhei convosco, tenho estado sozinha com o Francisco. O Gonçalo está nos avós.

O Gonçalo é a definição pura de "furacão" e, por isso, estes últimos dias têm sido uma calmaria absoluta. De tal modo que o irmão anda apagado, triste, coisa que ele não é, ao ponto de me terem ligado da escola a perguntar se andava tudo bem! (a sério!).

Não vou negar que estes dias me têm sabido bem. O Francisco é uma criança muito fácil e eu precisava muito de me restabelecer das nossas férias, já que eles foram bastante... como dizer... insuportáveis!

Mas agora já chega! Eu só sou eu, só me sinto completa, com eles os dois, juntos, perto de mim. Mesmo que fique esgotada, não interessa. Enquanto eles forem pequenos, até quererem seguir o rumo deles, nós os três somos um e é assim que faz sentido.

Que saudades que eu tenho do meu furacão!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Pelo menos avisou-me!

Como já tinha partilhado convosco, o Francisco tem mostrado uma enorme resistência em ir para a escola. Diz que não quer ir e que não gosta de lá estar porque fica com saudades minhas. Chorou na semana passada, esta segunda-feira também, e eu fico de rastos e ele percebe isso.

Ontem, mal acordou, a conversa foi a mesma dos dias anteriores. Perguntou-me se ia à escola e, quando eu disse que sim, começou a "lenga lenga" do "não quero", "não gosto da escola", etc. Até que rematou muito sério, com olhar de "gato das botas": "e olha, quando chegái à escola, foi ficái a choái (chorar)!"

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Não vivem um sem o outro


Os meus filhos estão naquela fase em que é mais o tempo que passam a zangarem-se um com o outro, que outra coisa. Um com 3 e outro com 7, é normal, mas não deixa de ser muitíssimo cansativo!

No entanto, apesar de andarem sempre às turras, amam-se de paixão. E se eu não tinha dúvidas disso, agora tenho ainda mais certezas.

O Gonçalo foi ontem de manhã para os avós, onde vai ficar toda a semana, mas o Francisco ficou cá, comigo.

O Francisco é, na sua essência, uma criança alegre e bem disposta. E se é verdade que isso não mudou, desde ontem que o sinto meio desnorteado. A sensação que tenho é a de que parece que lhe falta um bocado.

Ontem à noite e hoje de manhã, perdi a conta ao número de vezes que ele me disse que estava com saudades do mano e ontem, quando finalmente falou com ele ao telefone, os olhos dele até brilharam. E não estou mesmo a exagerar! Todo ele ficou feliz!!!

O amor destes dois é, mesmo, um dos meus maiores tesouros!


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Vai custar sempre!

Já se sabe que depois das férias os miúdos podem demonstrar alguma resistência em voltar à escola (se nós sentimos resistência em voltar ao trabalho... :)).

Na segunda-feira, quando deixei o Francisco na escola, notei que ele ficou sentido comigo. Como se eu o estivesse a abandonar.

Já conheço o meu filho, as expressões dele, a forma como ele morde o lábio para controlar as emoções e abracei-o com força. Disse-lhe que tinha de ser. Pedi-lhe para não ficar triste comigo. Expliquei-lhe que também tinha que ir trabalhar e que iria ter imensas saudades dele. Que o dia ia passar rápido, que ele iria divertir-se com os amigos...

Mas se na segunda me custou, hoje foi muito pior. Ainda em casa, ele não controlou o choro. Veio ter comigo, abraçou-me e disse-me baixinho ao ouvido que não queria ir para a escola. E depois chorou e eu fiquei com o coração do tamanho de uma formiga e pouco faltou para chorar também.

Sempre achei que, com o passar dos anos, iria aprender a gerir melhor estes momentos. Que me iriam custar, sim, mas não tão intensamente.

Estava enganada.

Hoje concluí que vai custar sempre, e muito. E que os anos não suavizam em nada a impotência e a dor de os ver assim.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Fases

Foto: Pinterest
Há dias perguntaram-me porque é que andava a escrever menos aqui no blog. Porque é que andava mais ausente.

Na verdade não é de agora mas, ultimamente, talvez se note mais, ainda que os motivos tenham vindo a variar ao longo dos tempos.

Comecei a ser menos regular por aqui quando a minha vida começou numa espiral de acontecimentos que me sugaram completamente a força, a energia e a vontade. A pouca que sentia canalizava-a no meu trabalho e, essencialmente, nos meus filhos. Além disso, e como cheguei a confidenciar-vos, havia muita coisa que não podia, nem queria, partilhar e isso levava-me, inevitavelmente, ao silêncio e à tal "ausência blogosférica". Não era que me faltassem temas para escrever, acreditem!

Mas dizem que o tempo cura e resolve tudo e assim é.

Fazendo uma analogia, é como quando há uma tempestade. Ela destrói tudo à volta e, no final, há que limpar, arrumar e reorganizar o que ficou... para depois começar de novo.

Ainda estou na parte do "arrumar", e sinto-me a um passo de me "reorganizar".

Até chegar à fase do "começar de novo" acredito que o ritmo na escrita continue a ser irregular. Andará ao sabor do vento, que é como quem diz, ao sabor do que a vida me for trazendo.

Mas não pensem que escrevo estas linhas com uma carga dramática adjacente. Pelo contrário! Tenho descoberto um lado em mim que não conhecia, e do qual gosto, e sinto-me cada vez mais serena. Tenho aprendido a "aceitar" o que a vida me dá e não têm ideia da diferença que isso pode fazer (não confundam isto com resignação ou conformismo). Além do mais, tenho aprendido também a dar mais valor a certas coisas, ao mesmo tempo que aprendi a desvalorizar o que não merece a minha atenção ou energia. E tudo isto junto dá à vida uma leveza muito maior. Ainda não estou no ponto, mas tenho feito grandes progressos :)

No fundo, o segredo (nem sempre fácil de gerir) passa muito por ser paciente, dar tempo ao tempo e ter fé!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

O poder do verão

A ver se é desta que o bom tempo fica e que o cheiro a verão se faz sentir. Preciso muito disso! Porque o verão para mim é muito mais do que calor, praia e férias grandes (se fosse "só" isto já seria bom, mas não é. É muito mais.).

Para mim o verão traz consigo um estado de espírito mais leve. Torna-me até mais sensata. Deixa-me mais permeável à felicidade e resistente às coisas más. 

No verão, a maioria dos dias parecem mais calmos, mesmo que a rotina se mantenha exatamente a mesma, e o sorriso sai-me ainda mais aberto...

O verão funciona, aos meus olhos, como uma espécie de íman de energia positiva.





quinta-feira, 14 de junho de 2018

"Click"


Há uns bons meses, numa fase em que andava mesmo muito em baixo, uma colega de trabalho disse-me que às vezes tudo o que precisamos é de sentir o "click".

Não percebi logo onde ela queria chegar, e ela respondeu-me que não sabia explicar bem, mas que tinha sido exatamente isso que lhe tinha acontecido. Explicou-me que havia determinados padrões que seguia, e determinadas coisas que aceitava, que ela sabia perfeitamente que merecia e queria mais. Contudo, acabava por se manter no mesmo caminho, sem qualquer razão. Mas que um dia, não sabe explicar como nem porquê, fez-se um "click". Ela diz que tem a sensação de que foi de um dia para o outro. Diz que a partir desse momento a sua forma de estar e de "aceitar" a vida mudou. Acima de tudo, começou a respeitar-se mais a ela própria e a afastar-se do que lhe fazia mal. Por isso, a rejeição e intolerância perante  situações que não a valorizavam e não lhe faziam bem, começou a ser natural. Deixou de se esforçar e racionalizar para não o fazer. Passou a ser algo íntrinseco.

Desde esse dia, e como referi já lá vão uns bons meses, esta conversa nunca mais me saiu da cabeça. Acabei por perceber perfeitamente o que ela me estava a dizer e, de vez em quando, questionava-me se algum dia isso me iria acontecer.

Desde há uns dias que sinto que alguma coisa mudou e tenho-me lembrado ainda mais vezes desta conversa. Não sei se foi o "click" ou não, acho que é demasiado cedo para o saber, mas sinto que alguma coisa mudou.

Contudo, e se por um lado me parece que foi algo que, de facto, se deu de um dia para o outro, por outro lado dá-me ideia que, a confirmar-se o tal click, ele foi despoletado por um conjunto de situações. O click foi apenas o copo cheio que transborda apenas com mais uma gota.

Seja como for, com click ou sem click, sinto uma leveza diferente, ainda que por vezes me soe a dormência. Vamos ver...

segunda-feira, 14 de maio de 2018

As mães têm direito a cansar-se, não têm?

Na última semana tenho repetido para mim mesma, vezes sem conta, que as mães também se cansam e também se esgotam. Repito-o para diminuir a culpa que sinto pela falta de paciência que tenho tido... Mas a culpa mantém-se.

É um ciclo vicioso. Eles andam os dois mais difíceis, porque estão constantemente a embirrar um com o outro e não fazem nada do que lhes digo, e eu, como ando com menos paciência, também não os consigo acalmar nem "dar-lhes a volta" serenamente.

Na última semana foi um tormento. Senti-me várias vezes no meu limite e senti muitas vezes que não ia aguentar nem mais um dia sem me dar uma coisinha. É que isto de estar sozinha com eles até se vai fazendo (vamo-nos acostumando), mas o facto de no dia-a-dia, na rotina, não termos "pausas" ou "folgas" para nada, acaba por se fazer sentir e acaba por pesar com a soma dos dias ou naquelas fases em que andamos mais stressados com o trabalho ou mais preocupados com outras coisas.

Nestas fases, depois de os chamarmos 10 vezes para lavar os dentes, tomar banho, jantar, fazer os trabalhos de casa, vestirem-se, etc, já não há paciência para adotar a famosa parentalidade positiva. Estar dias e dias seguidos sozinha com eles neste registo, em que nada é fácil e em que tudo só é feito quando eu me passo da cabeça (e tendo como som de fundo duas crianças a discutirem uma com a outra e a choramingarem porque uma quer uma coisa e outra quer outra, e por mais mil motivos diferentes), suga completamente a energia e a força.

Confesso que nestes últimos dias desejei ardentemente ir de férias sozinha, para bem longe. 

Eles são o melhor da minha vida e são tudo para mim. A minha vida não fazia qualquer sentido sem eles e nem eu queria viver de outra forma, mas sim, desejei muito umas férias longe deles....  (o que só aumentou o meu sentimento de culpa). 

Mas depois penso... eles são crianças. Tudo o que fazem, faz parte. 

Só espero que eles compreendam que a mãe também se cansa e que nem sempre consegue levar as coisas para a frente com um sorriso e com a leveza que devia. Não que eles não mereçam que faça um esforço para que assim seja, porque merecem tudo, mas há dias em que o cansaço me ganha.

Hoje sinto-me mais calma e mais paciente. Dormi a noite toda seguida (este facto também pesa e não é pouco - mais do que o número de horas que durmo) e quero acreditar que recarreguei baterias. 

Estou desejosa de os ir buscar à escola e de estar com eles. De os abraçar para me redimir da falta de paciência que tenho tido. Para me desculpar pelas vezes que gritei. Pelas vezes que fui a mãe que eu não quero ser. Porque se há coisa que eles merecem, é uma boa mãe. Uma mãe à altura dos filhos maravilhosos que são <3

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O melhor dos "dates"!

Há que tempos que o Gonçalo me andava a pedir para passarmos um tempo só os dois. Não é fácil consegui-lo, mas ontem foi o dia. Deixei o Francisco nos meus pais e lá fomos nós ter um "date" :)

Almoçámos, num restaurante escolhido por ele (o que vale é que ainda é de gostos simples :)), fomos ao parque, demos um passeio e terminámos com uma sessão de cinema!

Não é só a ele que faz falta estar só comigo. Para mim também sabe muito bem estar um pouco a sós com um e com outro (ainda que tenha que confessar que quando estou com um deles, há uma parte de mim que fica com um certo sentimento de culpa por não estar com o outro). Mas é bom. Muito bom.

Seja como for, não há "dates" melhores que estes, em que estamos um para o outro a 100%!


terça-feira, 24 de abril de 2018

É bom para quem?

Para a semana o Gonçalo, que está no segundo ano-  repito, segundo ano - vai começar as provas de aferição. Não são testes. São provas de aferição. Um nome que coloca logo em cima uma carga que, quanto a mim, é totalmente desnecessária. E como se esta carga não bastasse, há todo um ritual que tem tudo para deixar os miúdos ainda mais nervosos.

A prova de música, por exemplo, e pelo que me foi explicado pela professora, consiste em apresentar aos miúdos, na altura da prova, uma música, dar-lhes a ler a respetiva letra e depois eles têm que a cantar para uma plateia de conhecidos e desconhecidos (se por acaso já conheciam a música, boa, se não, paciência!).

Depois, e no caso do meu filho, há provas que são feitas numa outra escola e não na dele.

A sério que não consigo perceber o que é que isto traz de positivo.

Sim, eu sei que vivemos numa sociedade cada vez mais competitiva. Mas isso é bom? É bom alimentarmos isso? É bom que miúdos de 7/ 8 anos tenham que ter este tipo de pressão? Não deviam estar mais ocupados a brincar?

Por acaso o Gonçalo não costuma ficar nervoso com os testes. Acho que por uma questão de feitio e também porque eu própria desvalorizo. Ele tem sido um ótimo aluno até ao momento, apesar de ser aluado no dia-a-dia, e não quero que ele se stresse já com este tipo de coisas. Mas, mesmo assim, percebo que ele está um bocadinho ansioso com estas provas. Agora imagino aquelas crianças que já ficam nervosas nos "testes normais".

Muitos professores defendem que estas provas são, acima de tudo, para os avaliar a eles e não às crianças.

Pode ser. Mas para os avaliarem a eles, colocam os nossos miúdos sob pressão, para que os próprios professores consigam atingir as metas a que os obrigam.

Daí a minha pergunta: isto é bom para quem?

Se já evoluímos imenso em muitas áreas, a educação é daquelas que me parece estar a anos-luz daquilo que seria desejável. E é nestas alturas que me questiono porquê que somos tão renitentes em olhar para o sucesso que fazem modelos educativos postos em prática nos países nórdicos, por exemplo.

Não percebo. Por mais que tente, a sério que não percebo.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Paz


Uma das coisas que mais me "assustava" no facto de passarmos a ser três, era como é que eu ia fazer aos fins-de-semana? Como é que íamos poder fazer programas giros, estando eu sozinha a tomar conta deles (visto que ainda são os dois crianças e requerem uma atenção gigante)?

Durante a semana a logística já está alinhavada. Faz-se quase tudo em modo automático, com tudo de mau que isto tem, mas faz-se. É certo que por estar alinhavada não quer dizer que seja fácil, porque está a anos-luz de o ser, mas é diferente. Há rotinas e isso ajuda. A eles e a nós.

No fim-de-semana as coisas mudam de figura. Quero passar tempo de qualidade com eles. Quero proporcionar-lhes momentos giros. Daqueles que eles um dia vão recordar com saudades.

Mas fazer programas sozinha com duas crianças não é tão linear como possa parecer. Primeiro de tudo, tenho que pensar se é viável em termos de segurança. Por exemplo, evito parques ou espaços muito grandes, porque às tantas um vai para um lado e outro vai para outro e eu não tenho como ver os dois. Depois, e no meu caso, e porque apesar de terem apenas 4 anos de diferença, nesta fase, isso pesa, tenho que pensar em programas que sejam giros para os dois Por fim, tenho que partir do princípio que não vai ser fácil e, por isso, tento munir-me de doses extra de paciência.

Este fim-de-semana fomos ver a exposição do Escher, que está no Museu de Arte Popular, em Lisboa.

Não é barato, por mim e pelo Gonçalo paguei 15 euros (até aos 5 anos as crianças não pagam), mas achei que valeu a pena. A exposição está muito gira e tem muitas áreas interativas.

O Gonçalo adorou. Ficámos lá mais de duas horas, e teríamos ficado mais tempo se o Francisco não tivesse começado a ficar birrento e a querer vir-se embora (lá está, acontecem estas coisas). Pelo Gonçalo tínhamos ficado lá mais uma hora, para ele poder apreciar as obras com toda a atenção do mundo e ouvir as explicações dadas pelo áudio-guia.

Se foi pacífico? Não. Mas faz parte. O que interessa é que à medida que o tempo vai passando tenho chegado a uma conclusão. É que eu consigo! Tinha medo de não conseguir, mas consigo. Pode não ser fácil, e não é, mas a dinâmica a três está cada vez mais fluída e constatar isso dá-me uma sensação de paz e conforto que não sei explicar.

É como se costuma dizer: o tempo resolve tudo!

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