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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Tão novo e tão sábio

Ontem, depois de os ter ido buscar, fui com eles às compras. O Gonçalo vai dormir hoje na escola (estava doido de excitação!) e fui comprar umas bolachinhas para ele e para os amigos. Para petiscarem à noite. Contudo, também queria comprar qualquer coisa para os monitores. Estava a pensar nuns aperitivos, mas estava na dúvida e partilhei-a com o Gonçalo:

"Também queria comprar alguma coisa para os monitores, mas não sei o quê!" - disse-lhe

"Então" - diz-me ele prontamente - "Podes comprar-lhes vinho!"


Durante alguns segundos não soube o que dizer. É que, convenhamos, o meu filho revelou ser muito sábio com esta resposta - é que aturar tantas crianças juntas seria mais fácil com a ajuda de um vinho - mas bem... não podia dizer-lhe isso, nem tão pouco comprar o néctar dos deuses.

Enfim... Sei que não é a mesma coisa, mas fiquei-me pelas bolachinhas salgadas!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Anda uma mãe a criar um filho para isto!

Estava na casa de banho quando o Francisco entrou.

"O que estás a fazer, mamã?" - perguntou-me.

"Estou a pôr creme na cara." - respondi.

"Para quê?"

"Para ficar mais bonita."

Entretanto, lá acabei de pôr o creme, arrumei-o, mas percebi que ele continuava a olhar para mim fixamente, até que disse.

"Continua!"


(não se aguenta!!! 🤦‍♀️)


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Quando o tempo voa com doçura


Se pensavam que eu tinha desistido do blog, estavam enganados :) Ando só mais desaparecida, só isso! (o que, volto a dizer, não é por falta de assunto. Aliás, nunca como agora tive tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo na minha vida... mas bem, tendo em conta este blog em concreto, e aquillo que é o seu objetivo, umas coisas são partilháveis, mas a maior parte nem por isso :))

Mas continuando...

Este fim-de-semana dei-me conta que o Gonçalo está prestes a acabar a escola... o que significa que está a um pé de entrar no 4º ano!!! 4º ano!!!

O meu bebé, que ainda ontem me cabia todo no colo, está grande que se farta e, na semana passada, chateou-me a cabeça porque queria um telemóvel, com o argumento de que "todos os amigos tinham um menos ele". E eu, que odiava quando os meus meus pais me davam a resposta "não sou mãe/ pai dos teus amigos, por isso não quero saber", dei por mim a dizer exatamente a mesma coisa! lolol

O meu menino crescido, que ainda ontem me cabia todo no colo, não é por estar mais crescido que deixou de me dar abraços ternos, que deixou de me dizer com frequência que gosta muito de mim e que deixou de se derreter quando eu lhe faço mimos, como se fossem a melhor coisa do mundo para ele <3

E é esta a beleza da vida. É o tempo passar assim, de forma doce!

terça-feira, 14 de maio de 2019

Que coisa boa

Fui dar com esta relíquia! O Gonçalo devia de ter uns 4 anos quando me "traçou" este perfil (a mesma idade que tem o Francisco agora).

Que saudades! E como o tempo passa rápido! Mas uma coisa é certa: por mais que o tempo passe, o amor continua a não caber dentro do peito <3 <3






terça-feira, 7 de maio de 2019

Quando as coisas simples têm muito valor




Este post ainda vem no rescaldo do Dia da Mãe. Estas foram as prendas dos meus pequenitos. O mais velho fez-me um postal personalizado, com um poema que me deixou de lágrimas nos olhos. Já o mais pequenote ofereceu-me um jogo do galo (ele disse que era da galinha 😂) para jogarmos em família; coisa que nos apressámos a fazer mal o recebemos.

Este ano teve a particularidade das prendas deles me terem feito emocionar e rir. O Gonçalo porque no poema dele tranquilizou-me em relação a uma dúvida/ medo que me assola várias vezes; disse que eu era a mãe que ele queria ter e a melhor mãe com quem ele poderia viver, e o Francisco porque me disse que aquele desenho que fez sou eu, ele e o mano a ir para o mar tomar banho 😂 (como é que eu não percebi logo?! É falta de sensibilidade artística da minha parte 😄) ❤

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Necessidades dos tempos modernos

"Sabes mamã" - começou o Francisco - "o meu amigo disse que o homem-aianha (ele não diz os erres) devia têi um bolso no fato."

"Ai, sim?! Mas então porquê Francisco?", perguntei curiosa.

"Ele disse que sem bolsoo homem-aianha não consegue guadái o telemóvel!"

🤣

terça-feira, 23 de abril de 2019

"Fazer" memórias (na Aldeia-Museu José Franco)


As férias da Páscoa já lá vão, mas estou em crer que elas proporcionaram aos três memórias muito boas, que irão perdurar no tempo. Pelo menos assim o espero.

Para contrariar um pouco aquele ritmo parvo e desgastante do dia-a-dia, tirei uns dias para estar com eles sem correrias. Não foram muitos, mas foram os suficientes para conhecermos três sítios muito giros para ir em família e sobre os quais vos vou falar aqui no blog.

Começo pela Aldeia-Museu José Franco, em Mafra, já que foi a nossa primeira paragem das férias.

Trata-se de uma Aldeia Saloia à escala dos mais pequenos, construída e idealizada pelo oleiro José Franco; já falecido.

Nesta Aldeia, com entrada gratuita, as crianças podem ver uma carpintaria, um moinho de vento, uma capela, uma escola primária antiga, uma adega, uma mercearia... enfim, como o próprio nome indica, tem tudo aquilo que existe numa aldeia.

Os baloiços old school que lá estavam fizeram as delícias dos meus filhos e até eu fiquei nostálgica quando os vi andar neles :)

Depois de uma tarde muito bem passada, e antes da despedida, rendemo-nos todos ao pão com chouriço quentinho que se vende e produz dentro da Aldeia e que também é considerado um ex libris :)











terça-feira, 9 de abril de 2019

O meu menino já lê livros de pré-adolescente!


O Gonçalo adora ler e escrever e há que dizê-lo que neste campo sai tanto à mãe como ao pai.

Apesar da sua escrita ainda ter muito por limar (mas também ainda só está no terceito ano!),tento incentivá-lo ao máximo a fazer tanto uma coisa como outra.

Este fim-de-semana fui à Fnac e vi este livro. Na verdade já tinha olhado para ele várias vezes, por saber que é um sucesso entre os jovens, mas acabava sempre por não o comprar por achar que talvez fosse avançado demais. Tem muitas páginas, poucas ilustrações, ele gosta de ler mas é preguiçoso... Mas bem, desta vez resolvi pegar nele, abri-lo e ler algumas páginas. Percebi que a escrita era leve, a personagem principal escreve na primeira pessoa, não estivéssemos nós perante um diário, e tem muito humor (bem ao estilo do Gonçalo). E as ilustrações, apesar de serem em menor número face ao que ele está habituado, são bem giras.

Arrisquei e comprei-o. Dei-lho no domingo à noite e ontem ele levou-o para a escola para o ler durante o dia, já que está de férias. 

Deviam de ver o entusiasmo dele quando o fui buscar! 

Porque "tinha adorado o livro", porque "gostou tanto que já ia na página 170 e tal", e "ó mãe vá lá, podes comprar-me o volume 2?"... Estava doido!!

Eu fiquei super feliz! Primeiro, por ver a felicidade dele, mas também por ter percebido que ele reforçou dentro dele aquilo que já sabia: que ler era divertido e, muito provavelmente, uma das melhores coisas do mundo. Além disso, constatei que ele está a ficar um crescido. 

Ao ver o entusiasmo dele também sorri ao lembrar-me do que os meus pais me dizem tantas vezes.  Que me compravam livros e que eu ia para o quarto devorá-los e que muitas vezes só descansava quando os acabava de ler.

Os livros não são apenas um estímulo intelectual. São muito mais do que isso. Os livros são um escape. Ajudam-nos a sonhar, a viajar e podem ser verdadeiras terapias. Assim como a escrita.

Já lhe comprei o volume 2 e ele já dedicou uma prateleira do quarto só para esta coleção!

Que a aventura pela leitura de livros dos "crescidos" comece... e que nunca acabe!

terça-feira, 19 de março de 2019

A isto chama-se lata

O Gonçalo começou a usar óculos. Fomos buscá-los este fim-de-semana.

Na loja, depois de os experimentar, a senhora disse ao Gonçalo:

"Uau. Ficas um verdadeiro borracho!"

O Francisco, que estava ao meu colo aninhado, pôs-se em sentido, olhou para a senhora e respondeu-lhe muito seguro, com a sua vozinha doce:

"Borracho sou eu!"

segunda-feira, 4 de março de 2019

Para as crianças, tudo é simples :)


Este sábado o Francisco mascarou-se de Zorro.

"Tenho a capa, o chapéu, a espada... falta o cavalo, mamã!"

"Pois... mas acho que não vou conseguir resolver essa questão." - respondi-lhe, contento o riso.

"Então... tens de iê à fuesta (floresta)!" - disse-me muito despachado.

Faltava eu!


Pensavam que eu ia ser a única mãe de Portugal e arredores que não ia fazer um post com os meus filhos mascarados, querem ver?! 

Pois aqui está ele. Foi assim que, na sexta-feira, foram para a escola, com aquela felicidade mágica que me faz gostar um (pelo menos um) bocadinho desta quadra. É que dá gosto vê-los assim :)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Por momentos assustei-me

Faço anos amanhã e o Francisco, no auge da sua inocência, pediu-me:

"Mamã, podes compái uma coisa pâia eu te dái?"

"Ohhh, que querido! Não precisas, meu amor. Só quero muitos abraços e beijinhos." - disse-lhe eu.

"Tá bem." - respondeu-me -"Isso, mas também pecisas de vinho!"

(Por momentos assustei-me e pensei que raio de imagem é que o meu filho tinha de mim, mas depois ele continuou e eu percebi. Há duas semanas o meu pai fez anos e oferecemos-lhe uma garrafa de vinho e um livro... ele achou que me devia oferecer o mesmo. Ufaaa!)

domingo, 17 de fevereiro de 2019

A (ternurenta) literalidade das crianças

O Francisco está adoentado e tem estado com febre e vocês sabem como é nestas situações: põe-se a mão ou os lábios na testa para ver se está quente, põe-se o termómetro, dá-se xarope se for caso disso e repete-se o "ritual", numa ânsia de que a febre desapareça de vez.

Estava eu no meio destas andanças, e passado uns minutos de lhe ter dado ben-u-ron, quando o Francisco me diz:

"Mamã, vê lá se a "febe" está a "baixái"!"

E à medida que o diz, começa a levantar a camisola.

"O que é que estás a fazer amor? Assim ficas com frio e ficas pior." - disse-lhe.

"É "pa veies" se a "febe" já tá na barriga!"

(Demorei uns segundos a perceber, mas cheguei lá 😂)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Aiiii que não estou a gostar nada disto

Já disse que sou feminista - não confundam com fundamentalista - mas sim, defendo a igualdade de géneros e tento passar este respeito pela pessoa, seja ela homem ou mulher, aos meus filhos. Contudo, às vezes tenho a sensação que não estou a conseguir passar a mensagem.

Ontem à noite estavam os dois muito empenhados em que eu lhes arranjasse uma prenda para darem às respetivas namoradas no dia de S. Valentim (torci o nariz com a ideia e não escaparam a um "vocês são muito pequeninos para isso", mas lá lhes fiz a vontade). Arranjei um anel para cada um levar.

"Mas eu tenho tês!" - explicou o Francisco.

"Três?! Mas só podes ter uma!" - respondi-lhe.

"Tá beeeeem. Então fico só com a M. e a G." - disse-me algo contrariado.

"Não Francisco. Só uma."

Ele pensou dois segundos e começou:

"Um-dó-li-tá..."

:O

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

E o prémio de melhor irmão vai para....

O Gonçalo está sempre a chatear o irmão. É um verdadeiro pica miolos. Mas, em contrapartida, é de uma doçura sem igual para o Francisco.

Há dias fui dar com uns apontamentos dele sobre a derme, epiderme, pele...

"Ó Gonçalo, não sabia que já estavas a dar isto na escola. Pensava que isto era uma coisa que era dada mais para a frente." - disse-lhe.

"Não estou a dar isso, mãe. Vi isso num livro e resolvi fazer apontamentos para os dar ao Francisco. Assim, quando ele for para a escola já vai saber essa matéria." - respondeu-me.

Derreti!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Culpa (sempre ela)


Já levo mais de 8 anos de maternidade e não há meio de aprender a lidar e livrar-me da maldita culpa. Ela persegue-me pelos mais variados motivos: ou porque às vezes sinto que não tenho a paciência que devia de ter com eles; ou porque gostava de brincar mais com eles mas não consigo; ou porque não me apetece mesmo brincar; ou porque em algumas situações fico com receio de não ser a mãe que os meus filhos precisam...

Mesmo nas circunstâncias em que não posso fazer nada, por exemplo, se tenho o jantar para fazer, a roupa para tratar, etc, é normal que não tenha como conseguir brincar com eles, mesmo assim, sinto culpa.

No nosso dia-a-dia somos nós os três. Ou seja, em teoria passamos muito tempo juntos. Mas só mesmo em teoria, já que durante a semana eles estão na escola e eu no trabalho e, ao final do dia, não dá para nada. O tempo é pouco para os banhos, fazer jantar, dar-lhes jantar, fazer os trabalhos de casa (quando há), ler a história e deitá-los ainda a uma hora decente (esforço-me para eles já estarem a dormir às 21h30).

No meio desta lufa-lufa, a história é o "nosso momento".  O nosso pedaço de céu.

Depois, ao fim-de-semana, há tanta coisa para fazer que, mesmo havendo tempo para momentos de qualidade, porque há, nunca parecem ser suficientes. Não dão para me saciar dos mimos que lhes quero (e preciso) dar.

Isto para dizer que apesar de estar todos os dias com eles, estou numa fase em que sinto saudades deles o tempo todo. Faz-vos sentido?

No trabalho dou por mim a desejar ir buscá-los rapidamente, para os abraçar, dar-lhes beijos, enchê-los de mimos... mas depois, mal os vou buscar, começam logo a fazer birras e disparates, e fico com vontade de os levar de volta para a escola. E lá vem a culpa outra vez!

Preciso muito de tempo de qualidade com os meus filhos. Sem stresses, sem afazeres domésticos à minha espera, sem nada que me preocupe na cabeça.

Até lá, tento viver ao máximo todos os pedacinhos com eles e agarro-me (e amparo-me) na certeza de que estou a dar o meu melhor.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Eu sei com quem é que ele tem de falar!

No outro dia o Gonçalo  veio ter comigo super entusiasmado e disse-me que já sabia em que é que ia gastar o dinheiro que anda a poupar.

"Ah, sim? Então e o que é que vais comprar?" - perguntei curiosa.

"Estive a pensar e vou comprar um submarino! Depois só tens de me dizer onde se compram e como é que se conduzem."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Realmente é complicado

O Francisco hoje quis levar duas máscaras do Batman para a escola. No caminho, pediu-me para lhe dizer o que estava escrito no interior de uma delas.

"Diz que foi feita na China." - disse-lhe.

"E aqui, o que diz?" - voltou a perguntar, agarrando na outra máscara.

Como eu não conseguia ler, porque estava a fazer outra coisa, disse-lhe que dizia o mesmo.

"Também foi feita na China?! "Puquê"?!" - interrogou surpreendido.

"Porque lá fazem muita coisa."- respondi para ver se arrumava o assunto.

Ele ficou pensativo e questionou:

"Ahh. E a nossa casa? A nossa casa também foi feita na China, mamã?"

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Toma, que é para aprenderes!

Não gosto, nem costumo, "abebazar" a forma como falo com os meus filhos. Sou meiguinha para eles, chamo-lhes "amor", "docinho", uso alguns diminutivos, mas aquela coisa do "gugu-dada" não é o meu estilo. No entanto, no outro dia, escapei à regra.

Vinha com o Francisco no carro quando ele me começa a pedir para ver a mão dele pelo espelho retrovisor.

"A mãe não pode, môr. O que foi?" - perguntei.

"Não vês? Tenho aqui ito." - insistiu ele.

Eu não vi nada, mas calculei o que era e respondi:

"Ohhh, tadinho! É um dói-doi, não é?"

"Não." - respondeu muito meiguinho e naturalmente. - "é uma feída (ferida)!"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Somítico não é (pelo menos para já!)

Um dia desta semana, quando fui levar o Francisco à escola, diz-me a educadora dele:

"Ainda bem que a encontro."

E contou-me que o Francisco tinha andado a distribuir moedas pelos amiguinhos da sala. Que mal reparou recolheu as moedas, ainda eram algumas, mas não estava certa de ter recolhido tudo.

Rimo-nos as duas e escusado será dizer que eu não sabia de nada!

É verdade que o dinheiro era dele e que a atitude até revela generosidade e gosto pela partilha, mas eu só conseguia pensar numa coisa: "ainda bem que o mealheiro não tinha notas!"


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