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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Por momentos assustei-me

Faço anos amanhã e o Francisco, no auge da sua inocência, pediu-me:

"Mamã, podes compái uma coisa pâia eu te dái?"

"Ohhh, que querido! Não precisas, meu amor. Só quero muitos abraços e beijinhos." - disse-lhe eu.

"Tá bem." - respondeu-me -"Isso, mas também pecisas de vinho!"

(Por momentos assustei-me e pensei que raio de imagem é que o meu filho tinha de mim, mas depois ele continuou e eu percebi. Há duas semanas o meu pai fez anos e oferecemos-lhe uma garrafa de vinho e um livro... ele achou que me devia oferecer o mesmo. Ufaaa!)

domingo, 17 de fevereiro de 2019

A (ternurenta) literalidade das crianças

O Francisco está adoentado e tem estado com febre e vocês sabem como é nestas situações: põe-se a mão ou os lábios na testa para ver se está quente, põe-se o termómetro, dá-se xarope se for caso disso e repete-se o "ritual", numa ânsia de que a febre desapareça de vez.

Estava eu no meio destas andanças, e passado uns minutos de lhe ter dado ben-u-ron, quando o Francisco me diz:

"Mamã, vê lá se a "febe" está a "baixái"!"

E à medida que o diz, começa a levantar a camisola.

"O que é que estás a fazer amor? Assim ficas com frio e ficas pior." - disse-lhe.

"É "pa veies" se a "febe" já tá na barriga!"

(Demorei uns segundos a perceber, mas cheguei lá 😂)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Aiiii que não estou a gostar nada disto

Já disse que sou feminista - não confundam com fundamentalista - mas sim, defendo a igualdade de géneros e tento passar este respeito pela pessoa, seja ela homem ou mulher, aos meus filhos. Contudo, às vezes tenho a sensação que não estou a conseguir passar a mensagem.

Ontem à noite estavam os dois muito empenhados em que eu lhes arranjasse uma prenda para darem às respetivas namoradas no dia de S. Valentim (torci o nariz com a ideia e não escaparam a um "vocês são muito pequeninos para isso", mas lá lhes fiz a vontade). Arranjei um anel para cada um levar.

"Mas eu tenho tês!" - explicou o Francisco.

"Três?! Mas só podes ter uma!" - respondi-lhe.

"Tá beeeeem. Então fico só com a M. e a G." - disse-me algo contrariado.

"Não Francisco. Só uma."

Ele pensou dois segundos e começou:

"Um-dó-li-tá..."

:O

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

E o prémio de melhor irmão vai para....

O Gonçalo está sempre a chatear o irmão. É um verdadeiro pica miolos. Mas, em contrapartida, é de uma doçura sem igual para o Francisco.

Há dias fui dar com uns apontamentos dele sobre a derme, epiderme, pele...

"Ó Gonçalo, não sabia que já estavas a dar isto na escola. Pensava que isto era uma coisa que era dada mais para a frente." - disse-lhe.

"Não estou a dar isso, mãe. Vi isso num livro e resolvi fazer apontamentos para os dar ao Francisco. Assim, quando ele for para a escola já vai saber essa matéria." - respondeu-me.

Derreti!!!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Culpa (sempre ela)


Já levo mais de 8 anos de maternidade e não há meio de aprender a lidar e livrar-me da maldita culpa. Ela persegue-me pelos mais variados motivos: ou porque às vezes sinto que não tenho a paciência que devia de ter com eles; ou porque gostava de brincar mais com eles mas não consigo; ou porque não me apetece mesmo brincar; ou porque em algumas situações fico com receio de não ser a mãe que os meus filhos precisam...

Mesmo nas circunstâncias em que não posso fazer nada, por exemplo, se tenho o jantar para fazer, a roupa para tratar, etc, é normal que não tenha como conseguir brincar com eles, mesmo assim, sinto culpa.

No nosso dia-a-dia somos nós os três. Ou seja, em teoria passamos muito tempo juntos. Mas só mesmo em teoria, já que durante a semana eles estão na escola e eu no trabalho e, ao final do dia, não dá para nada. O tempo é pouco para os banhos, fazer jantar, dar-lhes jantar, fazer os trabalhos de casa (quando há), ler a história e deitá-los ainda a uma hora decente (esforço-me para eles já estarem a dormir às 21h30).

No meio desta lufa-lufa, a história é o "nosso momento".  O nosso pedaço de céu.

Depois, ao fim-de-semana, há tanta coisa para fazer que, mesmo havendo tempo para momentos de qualidade, porque há, nunca parecem ser suficientes. Não dão para me saciar dos mimos que lhes quero (e preciso) dar.

Isto para dizer que apesar de estar todos os dias com eles, estou numa fase em que sinto saudades deles o tempo todo. Faz-vos sentido?

No trabalho dou por mim a desejar ir buscá-los rapidamente, para os abraçar, dar-lhes beijos, enchê-los de mimos... mas depois, mal os vou buscar, começam logo a fazer birras e disparates, e fico com vontade de os levar de volta para a escola. E lá vem a culpa outra vez!

Preciso muito de tempo de qualidade com os meus filhos. Sem stresses, sem afazeres domésticos à minha espera, sem nada que me preocupe na cabeça.

Até lá, tento viver ao máximo todos os pedacinhos com eles e agarro-me (e amparo-me) na certeza de que estou a dar o meu melhor.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Eu sei com quem é que ele tem de falar!

No outro dia o Gonçalo  veio ter comigo super entusiasmado e disse-me que já sabia em que é que ia gastar o dinheiro que anda a poupar.

"Ah, sim? Então e o que é que vais comprar?" - perguntei curiosa.

"Estive a pensar e vou comprar um submarino! Depois só tens de me dizer onde se compram e como é que se conduzem."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Realmente é complicado

O Francisco hoje quis levar duas máscaras do Batman para a escola. No caminho, pediu-me para lhe dizer o que estava escrito no interior de uma delas.

"Diz que foi feita na China." - disse-lhe.

"E aqui, o que diz?" - voltou a perguntar, agarrando na outra máscara.

Como eu não conseguia ler, porque estava a fazer outra coisa, disse-lhe que dizia o mesmo.

"Também foi feita na China?! "Puquê"?!" - interrogou surpreendido.

"Porque lá fazem muita coisa."- respondi para ver se arrumava o assunto.

Ele ficou pensativo e questionou:

"Ahh. E a nossa casa? A nossa casa também foi feita na China, mamã?"

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Toma, que é para aprenderes!

Não gosto, nem costumo, "abebazar" a forma como falo com os meus filhos. Sou meiguinha para eles, chamo-lhes "amor", "docinho", uso alguns diminutivos, mas aquela coisa do "gugu-dada" não é o meu estilo. No entanto, no outro dia, escapei à regra.

Vinha com o Francisco no carro quando ele me começa a pedir para ver a mão dele pelo espelho retrovisor.

"A mãe não pode, môr. O que foi?" - perguntei.

"Não vês? Tenho aqui ito." - insistiu ele.

Eu não vi nada, mas calculei o que era e respondi:

"Ohhh, tadinho! É um dói-doi, não é?"

"Não." - respondeu muito meiguinho e naturalmente. - "é uma feída (ferida)!"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Somítico não é (pelo menos para já!)

Um dia desta semana, quando fui levar o Francisco à escola, diz-me a educadora dele:

"Ainda bem que a encontro."

E contou-me que o Francisco tinha andado a distribuir moedas pelos amiguinhos da sala. Que mal reparou recolheu as moedas, ainda eram algumas, mas não estava certa de ter recolhido tudo.

Rimo-nos as duas e escusado será dizer que eu não sabia de nada!

É verdade que o dinheiro era dele e que a atitude até revela generosidade e gosto pela partilha, mas eu só conseguia pensar numa coisa: "ainda bem que o mealheiro não tinha notas!"


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os meus docinhos!

Não sei o que é que aconteceu ontem aos meus filhos, mas estavam tão queridos comigo que até desconfiei.

Mal chegaram a casa foram-me fazer desenhos, o Gonçalo fez-me uma música cuja letra dizia coisas como "és a melhor mãe do mundo / és a mãe mais fofa que conheci, etc", (escusado será dizer que logo a seguir o Francisco fez o mesmo) e até limparam a casa para me ajudar!

Não sei se foi da lua, do que é que foi, mas eu gostei tanto dos miminhos que me deram! São tão fofinhos 😍

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Isto promete!

Ontem, no carro, diz-me o Gonçalo (vou usar nomes inventados):

"Sabes mãe, o José, da minha sala, namora com a Maria, mas o Artur disse à Maria que tinha visto o José a sair com outras meninas e a Maria ficou muito chateada. Fez um desenho de um diabo e foi dá-lo ao José e disse-lhe que agora aquele é que era a namorada dele. O José ficou chateado com o Artur e passaram o intervalo todo à luta!"

E foi isto! Ao que parece, a vida das crianças do terceiro ano passou a ser uma novela mexicana! 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Como é que eles aprendem isto?

Ontem ligaram-me da escola do Francisco porque ele estava com febre. Lá fui eu buscá-lo (depois do habitual mini-ataque de pânico e apneia quando olhei para o telemóvel e vi que era da escola).

Após os mimos redobrados quando o vi, perguntei-lhe o que lhe doía e se estava mal disposto.

"Dói-me a cabeça." - respondeu-me.

"Oh amor... fico preocupada. Vamos ver se ficas bom rápido, sim? Se amanhã continuares assim, não podes ir à escola." - disse-lhe.

"Pois... tou doente. Amanhã não posso ir à escola."

"Logo se vê. Mas olha que se continuares assim, não podemos ir no sábado ao espetáculo, nem à festa da Carmo."

"Amanhã tou doente, mas nos anos da "Cámo" já tou bom!"

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

É aproveitar estes mimos ao máximo

Estava a levar o Francisco para a escola quando ele me pergunta porque é que não podia ficar comigo. Expliquei-lhe que na escola ele aprendia muita coisa gira, que podia brincar com os amigos e que, além disso, eu também tinha de ir trabalhar.

Depois de ouvir a minha a explicação, respondeu-me com a voz mais doce do mundo:

"Mas mamã, depois eu fico com tantas saudades tuas!"

(E agora digam-me: como é que é possível não nos derretermos com estas declareções de amor?! <3)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Um dia com muitos sorrisos e (ainda mais) amor


É o que dá não conseguir ter uma regularidade diária no blog.O aniversário do mais pequeno foi há mais de uma semana e eu ainda não tinha tido oportunidade de escrever um post sobre o grande dia.

Como já é nossa tradição, ele foi brindado com o pequeo-almoço na cama e todos os mimos dignos de um príncipe e o irmão fez-lhe dezenas de desenhos e recortes para lhe oferecer. O Francisco não percebe, porque ainda é pequenino, mas o carinho e dedicação com que o Gonçalo preparou tudo era revelador do amor gigante que ele sente pelo irmão.

Depois de uma manhã repleta de mimos e brincadeiras, o Francisco teve a sua primiera festinha de aniversário com os amigos. E estava tão feliz!!! Ele e eu :)

É tão bom ver os nossos filhos assim. Enche o coração! <3


A festa com os amigos teve como tema os Super Wings.

O bolo do jantar foi feito por mim. Bem mais básico, como podem constatar :)


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Já?!

O Francisco vai fazer 4 aninhos no sábado (meu Deus, como o tempo passa!!!) e, pela primeira vez, vou fazer-lhe uma festa com todos os amiguinhos da escola.

Escusado será dizer que ele está super empolgado e, por isso, sempre que recebo uma confirmação de presença, informo-o.

Ontem, quando cheguei à escola, disse-lhe que a Madalena também iria à festa. Ele sorriu e disse-me:

"A Madalena é minha namoíada."

Eu, que estava a tirar o casaco dele do cabide, tive uma paragem e fiquei na dúvida se tinha ouvido bem. Pedi para ele repetir e sim, confirmava-se. Tinha ouvido bem.

"Onde ouviste essa palavra Francisco?", perguntei-lhe curiosa.

"Não sei."

"Ahhh. Então mas o que é uma namorada? É que a mãe não sabe."

"Hum... pois... isso eu também não sei!

:D

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Há coisas que só vistas, mas...

O Francisco imita o irmão em quase tudo. Se o Gonçalo diz que lhe dói a barriga, ele diz que também lhe dói a barriga, se o Gonçalo me começa a contar uma coisa que aconteceu na escola, o Francisco também começa logo a querer contar alguma coisa que fez na escola... enfim, faz parte.

Assim, e influenciado pelo irmão, ontem ao jantar o Francisco disse-me que tinha um dente a abanar (o que, obviamente, não é possível, porque ele nem quatro anos tem), mas eu alinhei na conversa:

"Ai sim? Então mostra lá à mamã!"

E é então que ele começa a abanar a cabeça feito doido e a dizer "Vês mamã, vês!!!"

:D

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Há argumentos impossíveis de rebater

Estava com o Gonçalo quando ele me diz, assim sem aviso prévio:

"Os meninos são melhores que as meninas!"

(coitado, ele ainda não tem noção que a mãe é feminista e que se estava a meter em terrenos pantanosos)

"Ai sim? Então diz lá porquê?" - perguntei eu num tom que pretendia transmitir desagrado face ao comentário.

"Os meninos jogam melhor futebol.", disse.

"Sim, talvez a maioria, mas também há cada vez mais meninas a jogar futebol, e bem. Diz lá mais coisas..."

"... Então... os meninos dão melhor puns e arrotos!"


(E também são mais parvos, pensei eu para mim, mas limitei-me a um "não vou comentar" e fui rir-me às escondidas)

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Maaaau! Já?!

O Gonçalo e o Francisco estavam a brincar às lutas, que é uma coisa que eu detesto (sim, já sei que os rapazes são muito físicos e têm que libertar a testosterona, mas que o façam a fazer desporto ou a brincar de forma saudável. Detesto mesmo lutas!)

Mas enfim... como eles não paravam, acabei por ralhar com eles de uma forma mais brusca e o Francisco ficou sentido comigo e foi chorar para o quarto.

O irmão foi atrás, para ir brincar, mas o Francisco, ainda a chorar, expulsou-o dizendo-lhe:

"Saiiii! Quero estar sozinho!"

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O meu aspirante a poliglota

Estava a limpar uns individuais, quando o Francisco me pergunta o que era aquilo.

"São individuais. Servem para não sujar a mesa quando comemos." - expliquei.

Ele tentou repetir a palavra, mas trocou-se todo.

"In-di-vi-du-ais!" - repeti devagar, para ele voltar a tentar.

Mas ele não foi na minha conversa e respondeu-me desinteressado:

"Não consigo. Não sei falar "ingalês" mamã."

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Autoestima não lhe falta :)

O Gonçalo e o Francisco estavam a falar da Niki, a cadelinha que os avós têm. A dada altura começaram a "discutir" de quem é que ela gostava mais, sendo que, claro está, cada um reclamava para si o título, apresentando vários argumentos, cada um mais parvo que outro.

Já a começar a ficar chateado, o Francisco começa a choramingar e o irmão, que adora implicar com ele, pergunta-lhe pela enésima vez:

"Vá, vá... diz lá porque é que ela gosta mais de ti?! Vá!!!"

"Puque eu sou mais bonito!" - remata o Francisco.



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