quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CONSULTÓRIO: Limites – Os estabilizadores da Criança

(texto escrito por Rita Castanheira Alves, a Psicóloga dos Miúdos)
Foto Pinterest
Dar limites é orientar. É ensinar e mostrar aos filhos onde é o começo e onde é o fim, onde estão as barreiras que definem as suas acções e comportamentos. Não se trata de uma aprendizagem automática, implícita no nosso código genético. A aprendizagem de limites é feita com quem educa os miúdos, com os adultos significativos e presentes nas suas vidas, de forma activa, onde se incluem os pais, mas não só.

Ter limites é fundamental para o crescimento de qualquer criança, para que tenha uma noção clara de si mesma no mundo, para que saiba até onde pode ir e em que momento deve parar, porque aí começa o direito do outro, e para que consiga distinguir o certo do errado. Tais noções permitem estabelecer contacto com as primeiras aprendizagens acerca do funcionamento do mundo lá fora, para além da sua própria casa.  É como criar um «minimundo de treino», que pode ajudar os mais novos a crescer com a capacidade de lidar com os limites e regras inevitáveis do exterior e,  consequentemente, com a difícil frustração e a contrariedade, desenvolvendo estratégias para lidar com as mesmas. Os limites são reguladores emocionais das crianças, devolvendo-lhes calma e segurança, pela percepção e pela aprendizagem do que é suposto, do que não é, do que é bom, mau, apreciado e julgado.

Mas, afinal, o que é dar ou estabelecer limites? 

Dar limites é saber dizer não, dar e explicar em troca o sim, explicitar o que é hipótese e o que não deve ser hipótese,  estabelecer as regras e o que é esperado, limitar o que não se pode fazer e o que é permitido e ser consistente e coerente nesses limites. É um jogo para jogar desde que os filhos são pequenos, começando por noções básicas de identificação e não permissão de certos comportamentos ou acções e de ajuda para chegar aos adequados.

Quando é ensinado demasiado tarde, este jogo é excessivamente difícil para pais e filhos. Principalmente se a criança tiver passado alguns anos sem limites e se se deixar ao seu cargo a criação dos mesmos. No caso dos adolescentes, mais ainda se impõe a necessidade de ter sido criada uma base de limite, de proibição e permissão e de conhecimento das regras fundamentais. 

Com a chegada da adolescência, chega também o desafio, a oposição, o investimento mais sério numa identidade independente e, inevitavelmente, a tendência para ir contra aquilo que está estabelecido. É um momento de muita negociação. É uma fase que exige que tudo aquilo que é fundamental seguir e não quebrar já esteja estabelecido e cimentado, sendo a negociação o meio de estabelecimento de limites privilegiado.

A criação de imposições deve ser feita sempre pelos adultos, nunca pelas crianças. O desafio e a oposição dos mais novos não deve ser motivo para que se quebrem as regras. Os limites devem existir nas rotinas da família e da criança, do espaço ao tempo: limitar o espaço de cada um, a cama de cada um, limitar o tempo que se dedica a cada tarefa e qual é o momento e o local para determinado comportamento ou acontecimento. 

Para os pais, limitar é também uma aprendizagem que poderá, em determinados momentos, mostrar-se difícil. Esta dificuldade pode advir de diversas situações, seja pela própria história de vida dos pais, da sua infância, da experiência de gravidez/adopção ou dos primeiros meses de relação, seja por culpa ou por receio de prejudicar os filhos, seja  por sentirem que são maus pais ou pelo receio de não serem amados, seja porque receberam eles próprios uma educação excessivamente autoritária ou excessivamente permissiva, levando a que possam ser, consequentemente, excessivos em permissividade e/ou autoritarismo e limitação.

Na educação de um filho, quando os pais tentam estabelecer os limites, a consciência, a reflexão e as suas dúvidas sobre a forma como estão a fazê-lo, como se sentem a fazê-lo e as causas do que sentem são questões essenciais para que se ajustem alguns pontos importantes. Adultos que não conheceram limites na infância e na adolescência podem passar (ou fazer outros passar) por sérias dificuldades. São adultos que tendem para o narcisismo e para uma omnipotência, acabando, às vezes, por ficar sozinhos ou, em certos casos, por fazer sofrer as pessoas próximas em diferentes contextos das suas vidas. Inevitavelmente, o confronto com o limite acontecerá; se em criança os pais poderiam fazer desaparecer ou atenuar o limite, em adulto tal pode não acontecer. Sem aprendizagem não se conhecem limites, nem se está preparado pata lidar com a existência dos mesmos.

É essencial que os pais ditem as regras e os limites do jogo. É fundamental que saibam dizer não e que os filhos saibam  aceitá-lo. É fulcral aprender, passo a passo, e reflectir sobre como limitar, quando limitar e em que situações. Os pais devem saber e confiar que são capazes de ditar limites, ou que podem socorrer-se da ajuda de outros adultos, e, mais do que isso, que têm de o fazer. Devem saber que nem sempre o «refilanço», a reclamação ou o choro significa que o que fizeram é prejudicial para os miúdos. Devem saber que nunca é tarde para, pelo menos, tentar.

O que estou a fazer? — Reflexões sobre o processo de limites

Em todo o processo de estabelecimento de limites, difícil, cansativo e exigente, vá reflectindo e recordando: 



Rita Castanheira Alves, Psicóloga dos Miúdos


Uma pausa que só soube bem porque tinha fim marcado!

Este fim-de-semana que passou, o Gonçalo e o Francisco ficaram a dormir uma noite em casa dos meus pais. Foi a primeira vez, desde que o Francisco nasceu, que eu e o Marco tivemos uma noite sem os filhotes. 

Deixámo-los nos meus pais porque comemorei a minha festa de aniversário no sábado à noite e tinha de ser. E tenho de confessar que me soube bem. Soube-me muito bem ter uns momentos só meus e do Marco e, sobretudo, soube-me (soube-nos) muito bem dormir a noite toda, sem acordar uma única vez :)

Devo confessar-vos que estranhei um bocado o silêncio da casa, mas gostei… se bem que sei bem porque é que tudo me soube tão maravilhosamente bem. Soube-me assim porque sabia que dentro de horas eles estariam ali comigo outra vez. Que a casa ia virar aquela barafunda habitual. Aquela que me deixa em stress muitas vezes, mas que me faz sentir mais viva que nunca!

Quero ver se repito mais vezes. Faz-me bem a mim pessoalmente, a nós (a mim e ao Marco) e aos miúdos também só faz é bem passarem tempo com os avós :)

Recomendo estas pausas ;)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Momentos que não têm preço e que vão ficar para sempre

Durante a semana as manhãs são sempre uma loucura. É muita coisa para fazer em contrarrelógio. Mas, mesmo assim, tenho muitas vezes aquela vontade de congelar pequenos momentos. Porque sei, tenho a certeza, que um dia vou sentir muitas saudades deste rebuliço. De ter de arranjar um bebé e  uma criança em menos de nada. De os ter tão para mim.

Um dos momentos é este da foto. O momento em que o Francisco bebe o seu biberon na minha cama. Muitas das vezes abraço-me a ele enquanto ele o bebe, outras não o consigo fazer, mas contemplo-o de solsaio enquanto vou adiantando outras coisas.

Hoje o Gonçalo chegou à nossa cama já depois da foto ter sido tirada, mas costuma vir antes do irmão começar a comer. Vem para brincar com o irmão. Aquilo é uma salganhada e eu e o Marco às vezes stressamos porque ficamos com medo que os dois se magoem com tanta "parvoíce", mas, confesso-vos, adoro vê-los assim. Adoro aqueles bocadinhos. São do melhor do meu dia!

Todos os dias dou graças a Deus pelo que tenho, sobretudo por eles, mas há alturas, como agora (e muito por causa do que partilhei convosco ontem) em que o faço com ainda mais força. Talvez com medo que Deus não me oiça e se esqueça de mim. Deles.

Que Deus nos abençoe a todos!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Quando a vida não é justa!


Ontem o céu ganhou mais uma estrelinha. Pequenina, mas muito brilhante!

Sou católica e tenho mesmo muita fé em Deus, mas – Deus me perdoe! – às vezes não entendo como é que Ele permite que determinadas coisas aconteçam! Quero (prefiro?) acreditar  que há momentos em que o Mal finta Deus e, por segundos, consegue vencê-Lo.

Ontem, o bebé de uns amigos não resistiu, depois de estar há quase 5 meses a lutar pela vida – nasceu no dia de aniversário do Gonçalo. Faria hoje 5 meses L

Como é natural os pais estão de rastos, os avós estão destroçados… caramba! Porquê? Porquê?!

Hoje nem dormi como deve de ser. Estou transtornada e só de imaginar a dor daquelas famílias vêm-me as lágrimas aos olhos e fico com o coração pequenino!

O que dizer para os confortar? Como é que é suposto aguentar uma violência destas? L

Deus agora tem um novo anjinho ao pé dele… mas o que sinto é que o anjinho devia de estar aqui na terra. Com saúde e a iluminar, aqui, a vida de quem tanto o amou e continua a amar <3


Deus o abençoe!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Só para verem como é torcido!

O Gonçalo é de uma meiguice sem fim, mas é torcido como nunca vi. É do contra!

Hoje de manhã, ainda estávamos na cama, chamou-me.

"Diz daí da tua cama porque não me apetece sair do quentinho!" - respondi-lhe, sabendo de antemão que não devia ser nada de importante.

"Nããããão! Anda cá!"

"Não vou!" - repeti.

Ele não insistiu. Eu fiquei mais uns 15 minutos na cama e depois levantei-me porque já eram horas. Fui ter com ele e ele estava a dormir.

"Môr. Acorda porque são horas. O que querias à mãe?"

Ele não me respondeu. Nem ai nem ui. Continuou a dormir.

"Gonçalo, vá... tens de acordar!"

Ele acordou meio sobressaltado.

"Não! Não vou! Não quéio!"

"O quê?" - perguntei confusa - "Não vais e não queres o quê?"

"Isso. Isso que peguntaste."

"Mas eu não perguntei nada!!!"

"Ahhh. Tá bem!"

Vencedora Passatempo Let it Sweet e Entre Biberons e Batons


O nome da vencedora deste passatempo já está aqui prontinho para ser divulgado :)

A Cristina Carrilho é a felizarda que vai poder ter um destes anjinhos personalizados com o nome e tecidos que quiser :)

Parabéns Cristina :)

"Quem meus filhos ama, minha boca adoça"


Tanto o Francisco como o Gonçalo têm pele atópica e, por esse motivo, sou bastante cuidadosa e rigorosa com os produtos de higiene que escolho para eles. É verdade que o Gonçalo já está melhor, na medida em que já não faz alergia a tudo e mais alguma coisa, mas mesmo assim continuo exigente nesta matéria.

Seja gel de banho, creme para o corpo, champô, o que for, têm de ser produtos hipoalergénicos, não podem ter álcool nem parabenos… no fundo, procuro sempre produtos que sejam o mais naturais possível, sobretudo para o Francisco, que é bebé e, por isso, tem a pele mais sensível e delicada.

Há uns meses a Klorane apresentou-me a sua gama de bebé e depois de ler os ingredientes contidos nos produtos fiquei convencida; respondiam plenamente aos meus requisitos! Todos eles são hipoalergénicos – depois de ler sobre a marca também fiquei a saber que todos eles eram testados por pediatras e dermatologistas – não têm álcool, parabenos, nem corantes e usam ingredientes ativos, totalmente seguros para as peles delicadas dos bebés.

Ou seja, usei-os nos dois e tanto um como outro deram-se maravilhosamente com eles. Recomendo!

A Klorane comemora este ano meio século de vida e desde sempre que tem feito uma grande aposta na investigação, de modo a descobrir quais as melhores plantas para usar nos seus produtos, para além de ter uma preocupação ambiental muito vincada. E eu gosto desta postura!

Como diz o velho ditado, "quem meu filho ama, minha boca adoça" e é isso mesmo! Quem trata bem da pele dos meus bebés, merece a minha confiança e voto de credibilidade!




Post escrito em parceria com a Klorane.

Tenho de ter uma conversa séria com os meus filhos!

Como já disse vezes sem conta, já não durmo uma noite seguida desde que o Gonçalo nasceu. Quando ele começou a dormir a noite toda, nasceu o irmão. Não quer dizer que de vez em quando o Gonçalo não me chame, mas já não é uma coisa diária. Já o Francisco, acorda ali por volta das 4 da manhã, mais coisa menos coisa, porque quer vir para a minha cama. De vez em quando ainda tento que ele fique - na maioria das vezes nem tento - mas ele só fica uns 5 minutos. Depois volta a chorar e põe-se em pé na cama e só se cala se pegar nele ao colo e o levar para junto de mim. Ou seja, a partir dessa hora já não durmo a 100%.

Depois, como se isto não bastasse, ambos acordam cedíssimo, mesmo aos fins-de-semana!

Este fim-de-semana ficaram em casa dos meus pais. Estava um pouco receosa por causa de tudo isto, mas vocês acreditam que correu tudo normalmente? O Francisco acordou, mas ficou na cama dele sem protestar e o Gonçalo acordou às 9h e a minha mãe disse que ele até dormiria mais se o irmão não o tivesse acordado!

A sério que não entendo!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Um dos maiores sustos que já apanhei!

Ontem apanhei um dos meus maiores sustos enquanto mãe.

O Gonçalo portou-se mal e eu estava a ralhar com ele. Como estávamos num café, levei-o para a casa de banho porque ele estava a entrar na fase de falar alto demais. No meio do choro dele e do meu ralhete, o rapaz dá uma espécie de espirro e eu vejo alguma coisa a sair-lhe do nariz. A primeira coisa que me ocorreu foi que lhe tinha saltado um macaco... mas teria de ser um grande macaco. Olhei para o chão e lá estava. E não, não era um macaco! Era uma peça de lego! 

Sim! Uma peça de lego pequena, em forma de estrela, que lhe tinha acabado de saltar do nariz!

Eu nem queria acreditar! Como é que tal coisa aconteceu? Será que tinha visto bem?

Lá consegui arrancar do Gonçalo que há uns dias (ele não soube precisar quantos), tinha enfiado aquilo no nariz. Tentou tirar e não conseguiu e em vez de dizer alguma coisa não o fez. Diz que foi porque nós também não íamos conseguir, mas tenho para mim que não disse nada porque ficou com medo que nos zangássemos. Perguntei-lhe se não lhe doía ou fazia confusão e ele disse que sim, que fazia alguma. Mas não disse nada :(

Nao aconteceu nada de grave, graças a Deus, mas apanhei um susto que nem imaginam. Só imaginava "e se?" E foram vários "e se?" que eu imaginei. 

Quer dizer, ando sempre com mil cuidados por causa das peças pequenas e do Francisco, mas afinal quem me faz disparates com os Legos é o Gonçalo! Como é que não hei de ser estressada?!

Realmente as crianças são mesmo imprevisíveis e nem cem olhos chegam!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Gonçalo: o Protetor!

"Sabes mamã, o papá diz que quando eu fizéi 6 anos me vai deixai vêi o Guerra das Estelas!"

"A sério?! Que fixe! E posso ver contigo?"

(pausa)

"Mas... sabes que é um bocadinho violento, não sabes?"

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