quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Um guia útil para as mamãs!


O Celeiro lançou um guia cheio de dicas para as mamãs (e para os seus bebés), passando pela alimentação na gravidez, nascimento do bebé, 1º ano do bebé e recuperação pós-parto.

O Guia da Grávida foi preparado pela equipa de nutrição do Celeiro e as ilustrações são da autoria da ilustradora Diana de Oliveira.

Falta dizer que o guia é gratuito e podem descarregá-lo, aqui :)

(... e foi o "serviço público do dia" :P )


Foi uma alegria imensa, SIM, mas...

Como partilhei aqui, sob um manto gigante de baba, o Francisco começou a andar ontem. Assim, sem mais nem menos!

Arrisco-me em generalizar e dizer que o dia em que um filho começa a andar é, para qualquer mãe, um motivo gigante de felicidade. Um orgulho enorme. É um mix de sentimemtos, todos eles bons. Mas ontem, houve ali uma particularidade que me deixou algo triste (não sei se será a expressão mais correta), ainda que por breves segundos.

Eu soube que o Francisco tinha começado a andar pelo telefone. Quando estava a caminho de casa liguei ao Marco para perguntar pelo Gonçalo, que estava doente, e claro que perguntei pelo Francisco também. Ele disse que o Francisco estava bem, mas depois fez uma pausa. “Sabes, há outra coisa. É boa, mas se calhar vais ficar um bocadinho triste.” E continuou. “Ele começou a andar hoje na escola!”

Ao ouvir isto fui invadida por uma onda imensa de felicidade e apeteceu-me teletransportar-me imediatamente para poder ver o feito ao vivo e a cores. Mas depois… depois confesso que também houve um lado que ficou triste, por terem sido as educadoras a ter o privilégio de o ver andar pela primeira vez, e não eu.


É claro que sacudi estes pensamentos e concentrei-me na boa notícia e na felicidade que ela me proporcionou, mas que gostava que ele tivesse dado os primeiros passou sob o meu olhar, lá isso gostava! 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

E hoje é um dia MUITO especial!


O Francisco começou a andar!!!

Yeiiiiii! :) :)

Ele já se punha em pé durante vários segundos e isto há imenso tempo, mas quando o incentivava para andar, está quieto! Mandava-se de rabo para o chão e vai de gatinhar que nem um louco.

Eu compreendo. Realmente, se ele conseguia deslocar-se a uma velocidade enorme a gatinhar, porquê arriscar-se e ter trabalho em fazer algo que ele não sabia bem como funcionava?

Mas hoje, sem mais nem menos, começou a andar. E não foi com dois passinhos, foi mesmo com vários!

Estou tão inchada de alegria!!! O meu bebé deu mais um passo, literalmente, na sua vida ;) <3

Uma mulher quando nasce é para ser mãe?

Esta semana saiu um artigo no Observador sobre mulheres que não querem ser mães. No artigo fica claro que ainda existe algum preconceito em relação às mulheres que assumem que não querem ter filhos, mas percebe-se que ele é cada vez mais inexistente (e ainda bem!).

Eu sempre quis ser mãe e, sinceramente, não me vejo a ser feliz se não tivesse filhos. Mas não me é difícil conceber que haja mulheres que precisem de outro tipo de experiências para se sentirem felizes, e que essas experiências não passem por terem filhos.

Acho "piada" quando há pessoas que dizem que as mulheres que não querem ter filhos estão a ser egoístas. Honestamente, acho mais egoísta ter filhos e depois não saber amar e cuidar deles como eles merecem, do que não os ter de todo, por haver falta de vontade ou de vocação.

Se uma mulher não quer ter filhos porque não tem vontade, porque raio é que os há de ter? Para agradar aos pais? À sociedade?

Ainda bem que as coisas estão a mudar neste campo. E digo isto por todos! Pelas mulheres que não querem ser mães e que por fazerem esta escolha não recebem em troca olhares reprovadores, mas também muito pelas crianças. Porque se é para vir ao mundo que seja porque são muito desejadas e com a garantia de que vão ser muito amadas. E não porque a sociedade um dia estipulou que uma mulher quando nasce é para ser mãe de filhos.

Estou aqui mas não estou!

O Gonçalo fala que se desunha. O rapaz é capaz de estar a falar uma eternidade, ao ponto de às vezes até ficar cansada. E isto é literal. Contudo, sei que quando ele não está assim é mau sinal e, por isso, prefiro mil vezes quando ele está tagarela.

Hoje de manhã ele estava murcho. Não falou durante toda a viagem de carro, ia de cabeça baixa e até me pareceu mais branquinho que o habitual (ele é muito branquinho!).


Depois de me responder que não a um questionário de 546 perguntas, entre as quais: Dói-te a garganta? Os ouvidos? Sentes-te mal? Sentes-te bem? Dói-te a barriga? (etc, etc), deixei-o na escola com a recomendação de que ele não estava o "meu" Gonçalo e o pedido para elas estarem atentas.

Agora estou aqui com aquela sensação de que tenho uma pedra no sapato. Estou inquieta e desejosa que o dia acabe para o ir buscar! :/

Não é que acredite em bruxas, mas...

Esta manhã, estava eu a vir para o trabalho, quando uma senhora cigana me aborda e me diz, com um ar pesaroso, que eu preciso mesmo de ver a minha sorte e fazer alguma coisa.

Agradeci educadamente, disse que estava com pressa e segui viagem.

Caramba! Não é que acredite nestas coisas, mas dispensava este tipo de abordagens :/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

CONSULTÓRIO: E se os filhos fossem perfeitos?

Texto escrito por Cecília Santos, Psicóloga Clínica da Oficina de Psicologia)
Foto Pinterest
Um dia a Sara, uma menina de 10 anos, decidiu partilhar um dos seus pensamentos que há algum tempo a magoava: “Porque é que o meu pai e a minha mãe me estão sempre a comparar com os meus amigos, quando eu não faço isso com eles? Como é que eles se sentiriam se eu os comparasse com os pais “fixes” dos meus amigos?”

Pequena Sara,

A maioria das pessoas que planeia ser pai ou mãe, mesmo antes dos seus filhos nascerem, cria um conjunto de representações acerca de como será o seu filho. Neste processo, geram-se expectativas sobre este novo ser que irá nascer… não apenas de como será em bebé, mas também como será em criança, ou até mesmo na idade adulta.

Colocam-se questões como: Será parecido com a mãe ou com o pai? Com algum familiar? Quais serão os brinquedos que ele mais gostará? Gostará de música clássica, jazz, rock? Como serão os amigos dele? Será um bom aluno? Que profissão ele terá?

E cada pai, e cada mãe vai dando a resposta a cada questão anterior, um pouco à sua maneira.

Quando finalmente o bebé nasce, e à medida que ele vai crescendo e se torna cada vez mais autónomo, de bebé a criança, de criança a adolescente, e assim sucessivamente, de um modo quase automático, fazem-se comparações diárias. E se observarmos com atenção, parte dessas avaliações e comparações têm muito a ver com a forma como os pais idealizam o crescimento dos seus filhos, com as expectativas que cada um já trazia dentro de si.

Pequena Sara,

Sei que pode parecer estranho, e inicialmente até pode ser difícil de compreender, mas muitos pais têm esse comportamento com a melhor das intenções e porque as pessoas que os rodeiam também foram contribuindo para que eles se comportassem assim.

Hoje, diz-se que a sociedade é cada vez mais competitiva entre si, e esperam sempre que cada um de nós se esforce para dar o seu melhor (esquecem-se que não somos robots!). Os pais quando fazem comparações como: “os filhos da Graça já arrumam o quarto sozinhos e eu nunca te vi arrumar o teu”, ou ainda, “ “A mãe da Olívia contou-me que ela não tirou nenhuma negativa porque estudou todos os dias.”, julgam estar a motivar os filhos para uma mudança positiva (e em alguns casos, pode funcionar!). Mas com toda esta vontade de querer o melhor para os seus filhos, por vezes esquecem-se de com estas “avaliações e comparações” podem ter um efeito inverso.

Este foco constante na comparação com os outros, também pode trazer muitas vezes preocupações exageradas, porque se esquecem de como todos somos diferentes, de como cada um tem o seu próprio ritmo de crescimento, esquecem-se das necessidades não só de cada criança, como de cada família.

Certamente, em alguns momentos, é quase que inevitável comparar crianças, adolescentes ou até mesmo adultos, e vou explicar porquê.

Existem alguns marcadores desenvolvimentais que nos permitem perceber, de um modo global, se o nosso desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial se encontra dentro daquilo que é considerado saudável em termos de evolução. E, nestes casos, tem que se avaliar e comparar com aquilo que a investigação científica de várias áreas tem demonstrado tratar-se de um desenvolvimento saudável, do ponto de vista físico e mental.

Pequena Sara,

Vamos explicar a todos os pais que é fundamental compreendermos e aceitarmos que não existe uma forma única de ser e que nem todas as aprendizagens que se expressam através de determinados comportamentos, nem todas características pessoais são mensuráveis, e que o desenvolvimento é um processo dinâmico, não é estático, e feito de progressos e retrocessos. Também aqui o comportamento daqueles que nos rodeiam é fundamental para sermos estimulados em diversos domínios do nosso desenvolvimento.

E ainda bem que todos somos diferentes, porque são essas diferenças que nos tornam seres únicos, e é através delas que percebemos que num todo existe espaço para o igual, mas também existe espaço para o diferente.

E se os filhos fossem perfeitos?

Eles seriam apenas representações mentais traiçoeiras, porque a perfeição absoluta não existe. Se procurarmos centrar a atenção na forma única de cada filho(a) ser, com todas as suas particularidades, com tudo aquilo que cada um faz de bom, ou menos bom, com aquilo que cada um pode melhorar ou não melhorar, a preocupação em torno da perfeição seria muito menor, e preocupações e pensamentos como os da pequena Sara que magoam, gradualmente passariam a estar menos presente na vida de cada um.

Cecília Santos
Psicóloga Clínica
Oficina de Psicologia


Não tenho mesmo estômago para isto! (ou Sou uma mariquinhas!)

Hoje, quando fui levar o Francisco à escola, estava a chegar um menino novo.

Deviam de ver o choro de desespero daquela criança e a forma como chorava e tentava agarrar as pernas do pai para ele não se ir embora! Era aflitivo. Ao ponto de eu ter saído da escola com as lágrimas nos olhos e tenho a certeza que se ficasse a assistir àquela situação mais meio minuto que fosse, me desmanchava ali.

Sou mesmo chorona, caraças!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Afinal, é para isto que as mães servem, certo? ;)

O Gonçalo tem um Gumelo. Para quem não sabe o que é, espreite o site deles porque é um conceito muito interessante.

Todos os dias ele rega os ditos cujos, e os cogumelos têm crescido a uma velocidade vertiginosa! Mas convenhamos... como sabem, os cogumelos nascem de fungos e apesar de ser uma evolução muito gira de se ver, também tem o seu quê de... estranho. Por isso, e apesar destes cogumelos poderem ser comidos, disse-lhe que não os íamos comer.

"Puquê?!" - perguntou-me.

"Ó môr, porque podem fazer mal." - respondi-lhe para ver se o convencia.

"Então, fazes e póvas (provas) tu pimeio!"


A anatomia! Esta coisa maravilhosa!

O Francisco já tinha descoberto o nariz há algum tempo, mas este fim-de-semana percebeu que ele tem buracos. Daí, foi um instante até descobrir que a cara está cheia de orifícios. Eles estão nos ouvidos, no nariz, na boca...

Já estão a ver, não já? Desde que fez esta descoberta, toca de pôr o dedo no nariz a toda a hora e ir alternando com os restantes orifícios. Mais. Estou convencida que ele acha que Deus se esqueceu de alguma coisa e que se todos os sentidos que temos no rosto têm buracos, então os olhos também deveriam ter. E toca de ir com o dedo espetado também para os olhos e andar lá a escarafunchar como quem tenta decobrir algo. Até faz confusão!

(No meio disto tudo, só espero que ele se esqueça desta coisa de pôr o dedo no nariz. É que isto em sítios públicos é coisa para causar embaraço!)

Arquivo do blogue

Seguidores