quinta-feira, 19 de junho de 2014
A sério. Porquê?
A Baby Suommo é uma empresa já conhecida por criar produtos de luxo para bebé. Desta vez, apresentou um biberon de ouro com diamantes. O preço destas preciosidades, literalmente, começa nos 50 mil euros, isto para o biberon de 25ml. Porque há mais caros!
Portanto, já sabem. Se forem… excêntricos vá, podem ir ao site desta empresa e comprar umas coisas diferentes. Podem ainda encontrar uma chucha ou um berço que custa mais do que muitos carros e casas... Enfim… é um mundo à parte! Pelo menos do meu!
Ele há com cada uma!!!
Então parece que até para cortar um bolo há uma forma correta, sendo que esta tem uma série de bases científicas e matemáticas :)
O vídeo mostra-vos como, mas só para vos adiantar, digo-vos já que a forma clássica da maior parte das pessoas o cortarem, está completamente errada!
A respeito das empresas obrigarem as mulheres a não terem filhos
Quando li a notícia de que havia empresas nacionais a obrigar mulheres a assinarem contratos onde se comprometiam a não ter filhos nos próximos anos, sinceramente, não acreditei muito. Não é que as minhas expectativas em relação a este país sejam altas - infelizmente, tenho tido provas que, para meu próprio bem, é melhor mantê-las num nível bem baixinho - mas isto é demais!
Continuo sem acreditar a 100% até que apareçam casos concretos. Contratos onde se veja essa obrigatoriedade imposta pelas empresas. Porque uma coisa é insinuar em entrevistas de emprego que não estão interessados em contratar alguém que queira engravidar a curto prazo - o que já é bastante grave - mas outra é deixar isso em contrato. Posso estar muito enganada, mas isto não deve ser legal e uma empresa fazer uma coisa destas é dar ao empregado provas do seu incumprimento legal, já para não falar do moral. Custa-me a crer que alguma empresa seja assim tão imbecil! Mas admito que possa estar enganada!
Agora, todos nós sabemos que não é de agora que existem pressões e discriminações neste sentido, feitas de várias formas: quando se opta por não contratar mulheres porque, lá está, as mulheres engravidam; quando os patrões fazem má cara ou mandam bocas idiotas quando a empregada diz que está grávida; quando encostam uma mulher grávida à prateleira porque ela resolveu cometer o crime de ter filhos; quando despedem mulheres grávidas… enfim… exemplos não faltam e, nesta área, o Governo tinha obrigação de agir. Não apenas este, porque isto não é de agora! Todos os que por lá passaram!
Poderia entrar aqui num texto onde falo nas mais-valias das mulheres enquanto profissionais, quanto mais não seja pela sua já conhecida característica de serem multifacetadas. Também podia falar em estudos recentes que defendem que as mulheres com filhos são ainda mais produtivas. Podia falar em empresas de sucesso que descobriram as maravilhas das tecnologias e perceberam que dar à mulher (e não só à mulher, claro) a possibilidade de trabalhar em casa quando tal é preciso, só traz vantagens para a empresa, até porque ela acaba por trabalhar mais… Mas não. Em vez disso, vou terminar este texto a lembrar às entidades patronais que optam por estas atitude imorais, amorais, discriminatórias e completamente idiotas, uma coisinha: se as vossas mães tivessem tido o azar de apanhar otários acéfalos como vocês, vocês não existiam! E, vistas as coisas, é pena que não tenham apanhado. Contudo, não se esqueçam que as vossas filhas, noras, netas, podem ter esse azar!
Continuo sem acreditar a 100% até que apareçam casos concretos. Contratos onde se veja essa obrigatoriedade imposta pelas empresas. Porque uma coisa é insinuar em entrevistas de emprego que não estão interessados em contratar alguém que queira engravidar a curto prazo - o que já é bastante grave - mas outra é deixar isso em contrato. Posso estar muito enganada, mas isto não deve ser legal e uma empresa fazer uma coisa destas é dar ao empregado provas do seu incumprimento legal, já para não falar do moral. Custa-me a crer que alguma empresa seja assim tão imbecil! Mas admito que possa estar enganada!
Agora, todos nós sabemos que não é de agora que existem pressões e discriminações neste sentido, feitas de várias formas: quando se opta por não contratar mulheres porque, lá está, as mulheres engravidam; quando os patrões fazem má cara ou mandam bocas idiotas quando a empregada diz que está grávida; quando encostam uma mulher grávida à prateleira porque ela resolveu cometer o crime de ter filhos; quando despedem mulheres grávidas… enfim… exemplos não faltam e, nesta área, o Governo tinha obrigação de agir. Não apenas este, porque isto não é de agora! Todos os que por lá passaram!
Poderia entrar aqui num texto onde falo nas mais-valias das mulheres enquanto profissionais, quanto mais não seja pela sua já conhecida característica de serem multifacetadas. Também podia falar em estudos recentes que defendem que as mulheres com filhos são ainda mais produtivas. Podia falar em empresas de sucesso que descobriram as maravilhas das tecnologias e perceberam que dar à mulher (e não só à mulher, claro) a possibilidade de trabalhar em casa quando tal é preciso, só traz vantagens para a empresa, até porque ela acaba por trabalhar mais… Mas não. Em vez disso, vou terminar este texto a lembrar às entidades patronais que optam por estas atitude imorais, amorais, discriminatórias e completamente idiotas, uma coisinha: se as vossas mães tivessem tido o azar de apanhar otários acéfalos como vocês, vocês não existiam! E, vistas as coisas, é pena que não tenham apanhado. Contudo, não se esqueçam que as vossas filhas, noras, netas, podem ter esse azar!
quarta-feira, 18 de junho de 2014
O que eu gosto disto!
| Foto: omeutempero.blogspot.com
Hoje, foi este o meu jantar: codernizes fritas. A sério que nem fazem ideia de como adoro isto!
Mnham!!!
|
Inventam tudo!!!
Uns japoneses com muita imaginação desenvolveram um livro para grávida (até aqui nada de novo), que para além de permitir que a futura mãe registe as suas emoções e saiba o estado evolutivo do seu bebé "naquela" semana, ainda cresce ao ritmo da barriga da grávida.
Para perceberem melhor o conceito, vejam o vídeo!
Vale a pena!
Isto está bonito, está!
O Gonçalo ainda não tem a noção se está no fim-de-semana ou num dia de semana. Quase todos os dias me pergunta se è dia de escola e quando lhe digo que sim ele não costuma reagir bem, mas há dias melhores que outros.
Hoje, a conversa foi esta:
"Mamãããããã!!! Quéio acodái!"- grita-me do quarto dele.
"Sim, está bem. Vamos lá vestir porque também temos de nos despachar." - respondi-lhe, ainda ensonada.
"Mas hoje vou à escóia?"
"Sim, filho!"
"Mas puquê?!!!!!" - pergunta-me indignado. "Todos os dias escóia! Todos os dias! Não vês que icho é uma gande cacheian (cansaeira) pâia mim?"
(Vida dura, a das crianças!)
Hoje, a conversa foi esta:
"Mamãããããã!!! Quéio acodái!"- grita-me do quarto dele.
"Sim, está bem. Vamos lá vestir porque também temos de nos despachar." - respondi-lhe, ainda ensonada.
"Mas hoje vou à escóia?"
"Sim, filho!"
"Mas puquê?!!!!!" - pergunta-me indignado. "Todos os dias escóia! Todos os dias! Não vês que icho é uma gande cacheian (cansaeira) pâia mim?"
(Vida dura, a das crianças!)
Como a vida muda!!!
Deste fim-de-semana a oito, o Gonçalo vai ter três festas de anos. Leram bem: TRÊS!!!!!!
Isto gerou em mim dois sentimentos: um de uma certa tristeza e outro de alguma preocupação.
Tristeza por ter percebido que o meu filho começa a ter uma visa social mais ativa do que a minha e, pior, que grande parte da minha vida social é bem capaz de começar a ser a vida social dele.
Preocupação porque não há dinheiro que aguente tanta festa, mas também não sei como gerir a situação de ter de dizer ao meu filho que não vai, quando todos os amigos dele vão. Para além da parte incómoda de que teria de escolher a que amigos ele iria à festa e excluir outros; e isso também não me agrada.
Enfim… motherhood, motherhood!
Isto gerou em mim dois sentimentos: um de uma certa tristeza e outro de alguma preocupação.
Tristeza por ter percebido que o meu filho começa a ter uma visa social mais ativa do que a minha e, pior, que grande parte da minha vida social é bem capaz de começar a ser a vida social dele.
Preocupação porque não há dinheiro que aguente tanta festa, mas também não sei como gerir a situação de ter de dizer ao meu filho que não vai, quando todos os amigos dele vão. Para além da parte incómoda de que teria de escolher a que amigos ele iria à festa e excluir outros; e isso também não me agrada.
Enfim… motherhood, motherhood!
terça-feira, 17 de junho de 2014
Ainda as batatas fritas
Portanto… dizia eu neste post que as crianças gostavam muito de batatas fritas, não era?
Na verdade, não são só as crianças.
Só para contextualizar o que vou contar, deixem-me dizer-vos que o Marco, o meu marido, não tem propriamente o estilo de vida mais saudável do mundo. Não faz exercício físico, bebe muito café, não tem uma alimentação muito saudável (adora tudo o que são gorduras, sal, carnes vermelhas e foge das coisinhas boas, como os vegetais)... por aí.
Ao jantar, estava ele com as batatas e o hambúrguer no prato, quando vai buscar maionese e mostarda. Discretamente, e sem o Gonçalo perceber, disse-lhe que podia ter posto os molhos fora da mesa, para não chamar a atenção do Gonçalo. Mas era tarde de mais.
Como se esperava, o Gonçalo percebeu o que o pai estava a fazer e perguntou-nos se podia comer aquilo. Disse-lhe que não, que só os crescidos podiam comer e que mesmo assim também lhes fazia mal.
Entretanto, lembrei-me do workshop a que fui há umas semanas e do artigo da Ana Rodrigues Lopes que postei hoje e disse ao Marco:
"Já te disse antes, mas olha que ainda hoje postei um artigo sobre este assunto; as crianças nestas idades funcionam muito por imitação. Nós temos de dar o exemplo. Tentar ter uma alimentação saudável e não comer certas coisas..."
"Há mais batatas fritas?" - perguntou-me ele, sem sequer dar ao meu discurso um segundo para respirar!
Na verdade, não são só as crianças.
Só para contextualizar o que vou contar, deixem-me dizer-vos que o Marco, o meu marido, não tem propriamente o estilo de vida mais saudável do mundo. Não faz exercício físico, bebe muito café, não tem uma alimentação muito saudável (adora tudo o que são gorduras, sal, carnes vermelhas e foge das coisinhas boas, como os vegetais)... por aí.
Ao jantar, estava ele com as batatas e o hambúrguer no prato, quando vai buscar maionese e mostarda. Discretamente, e sem o Gonçalo perceber, disse-lhe que podia ter posto os molhos fora da mesa, para não chamar a atenção do Gonçalo. Mas era tarde de mais.
Como se esperava, o Gonçalo percebeu o que o pai estava a fazer e perguntou-nos se podia comer aquilo. Disse-lhe que não, que só os crescidos podiam comer e que mesmo assim também lhes fazia mal.
Entretanto, lembrei-me do workshop a que fui há umas semanas e do artigo da Ana Rodrigues Lopes que postei hoje e disse ao Marco:
"Já te disse antes, mas olha que ainda hoje postei um artigo sobre este assunto; as crianças nestas idades funcionam muito por imitação. Nós temos de dar o exemplo. Tentar ter uma alimentação saudável e não comer certas coisas..."
"Há mais batatas fritas?" - perguntou-me ele, sem sequer dar ao meu discurso um segundo para respirar!
As batatas fritas e as crianças
Não sei como é por aí em vossas casas, mas por cá é sempre um caso sério na hora do banho e do jantar. É preciso chamar mil vezes a criança e, mesmo assim, às vezes não chega!
Hoje, o jantar foi hambúrguer com batatas fritas… e foi o argumento que bastou para que a criatura de um metro que tenho cá em casa fosse tomar banho à primeira e, quando o chamei para jantar, parecia que tinha uma mola no rabo.
Era tão bom que fosse assim todos os dias :P
Hoje, o jantar foi hambúrguer com batatas fritas… e foi o argumento que bastou para que a criatura de um metro que tenho cá em casa fosse tomar banho à primeira e, quando o chamei para jantar, parecia que tinha uma mola no rabo.
Era tão bom que fosse assim todos os dias :P
Alimentação depois do 1º aniversário
Provavelmente vai notar no seu filho uma diminuição
acentuada do apetite após o 1º ano.
Virar a cabeça após algumas colheradas, exigências sobre o que come e resistência a chegar à mesa para a refeição, podem tornar-se situações frequentes. Mas existe uma boa razão para isto acontecer: a sua taxa de crescimento diminuiu, ou seja, não está a crescer a um ritmo tão acelerado como até agora. Isto significa que não precisa de muita comida para satisfazer as suas necessidades. Com 1 ano de idade, a criança come cerca de 1/3 a metade da quantidade normalmente ingerida por um adulto.
Virar a cabeça após algumas colheradas, exigências sobre o que come e resistência a chegar à mesa para a refeição, podem tornar-se situações frequentes. Mas existe uma boa razão para isto acontecer: a sua taxa de crescimento diminuiu, ou seja, não está a crescer a um ritmo tão acelerado como até agora. Isto significa que não precisa de muita comida para satisfazer as suas necessidades. Com 1 ano de idade, a criança come cerca de 1/3 a metade da quantidade normalmente ingerida por um adulto.
Tente não transformar as refeições em verdadeiras
guerras para levá-lo a comer o alimento e a quantidade que você quer. Aliás,
quanto mais insiste, menos provável é que ele cumpra. Em vez disso, ofereça-lhe
vários alimentos nutritivos, e deixe-o escolher. Varie sabores e consistências
o máximo que conseguir. Incentive-o alimentar-se sozinho, oferecendo ajuda
quando necessário e tentando não se preocupar demasiado nem pressioná-lo com a
limpeza. De seguida ficam algumas dicas do que se deve e não deve fazer/dizer,
em situações de birras e/ou rejeições alimentares:
Em vez de…
|
Tente…
|
Se não comeres mais uma dentada, vou ficar
chateado(a)!
Come isso para eu gostar de ti.
(Ensina
a criança que tem de comer para ter o seu carinho e amor)
|
Esta fruta chama-se kiwi. É doce como um
morango!
Estes rabanetes são mesmo estaladiços!
(Ajuda
a assinalar as caraterísticas sensoriais e incentiva a criança a experimentar
novos alimentos)
|
Olha para a tua irmã, comeu o prato todo!
Tens de comer mais uma garfada antes de saires
da mesa.
(Ensina
a criança a ignorar os sinais de saciedade. O melhor para a criança é parar
de comer quando está satisfeita e não quando acabou o prato todo).
|
O teu estômago já te está a dizer que está
cheio?
O teu estômago ainda está a fazer aquele
rosnar da fome?
(Ajuda
a criança a reconhecer quando está satisfeita. Ajuda a prevenir o excesso de
ingestão alimentar)
|
Vês, não sabe assim tão mal, pois não?
(Sugere à criança que ele estava errado em rejeitar o alimento, e que o “certo” é gostar). |
Gostas deste alimento?
Qual deles é o teu preferido?
(Fazem
a criança sentir que tem poder de escolha)
|
Não há sobremesa/doce até comeres os vegetais
todos.
Se parares de chorar dou-te um chocolate/doce.
(Passa a ideia de que alguns alimentos são melhores que outros. Ter um doce como recompensa por algo, ensina a criança a querer comê-lo para se sentir melhor e preferi-los a alimentos mais saudáveis.) |
Podemos comer estes vegetais noutra altura.
Para a próxima gostavas de experimentá-los crus em vez de cozidos?
Não
fiques assim triste. Vem cá e dá-me um abraço!
(Recompense
a criança com atenção e carinho e dê-lhe sempre opção de escolha dentro das opções
mais saudáveis)
|
Se ele rejeitar tudo o que lhe oferecer, pode guardar
a refeição para mais tarde, quando ele tiver fome. Apesar disto, não o deixe
andar a petiscar bolachas ou doces depois de ele ter rejeitado a refeição, uma
vez que só alimentará o seu interesse por alimentos ricos em “calorias vazias”
(aqueles têm muitas calorias, mas não têm nutrientes importantes como vitaminas
e minerais e em vez disso são ricos em açúcares simples e gorduras saturadas),
e diminuir o seu interesse pelos mais ricos em nutrientes.
Aliás, para muitos pais, quando na consulta do 1º ano
o pediatra diz que a criança já pode comer “de tudo”, deixa de haver o cuidado
extremo que existia e começa a ser oferecido todo o tipo de alimentos. Deve
continuar a haver a preocupação com a alimentação saudável, uma vez que uma
alimentação rica em gorduras e açúcares simples está associada ao
desenvolvimento de excesso de peso, doenças metabólicas e outras complicações. Sabe-se ainda que a exposição a alimentos saudáveis
nos primeiros anos de vida aumenta a probabilidade da criança adotar esses
hábitos alimentares na adolescência e na vida adulta.
E,
não se esqueça: as crianças nestas idades são uns “macaquinhos de imitação”, e
imitam as pessoas de quem mais gostam e mais próximas estão de si (os pais,
irmãos, avós…). Na alimentação é idêntico. Um bom exemplo é sempre a melhor
lição.
Dra.
Ana Rodrigues Lopes | CP nº 2069D
Dietista da
Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Cacém
E-mail:
anarodlopes@gmail.com
Fontes:
Krause:
Alimentos, Nutrição e Dietoterapia (2010). Saunders Elsevier; 12ªedição.
“What you say really matters?” Feeding
young children in group settings. USDA.
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