sexta-feira, 20 de julho de 2012

Os filhos são verdadeiras bênçãos


Este calor e sol prometem manter-se este fim-de-semana e eu já só penso na praia. A ver se amanhã à tarde vou com o maridão e com o reguila desfrutar dos prazeres do verão e aproveitar para me estender um bocado ao sol como eu gosto, à la camaleão.

No nosso caso, para conseguirmos aproveitar alguma coisa, eu e o M. temos de fazer turnos: durante um tempinho (não determinado com exatidão) fica ele encarregue de dominar e entreter o “traquina de serviço” e depois é a minha vez. E como ele se diverte! Chegar perto do mar é que não é com ele. Diz que tem medo e que a água está fria e eu também não o forço. Acho que seria pior a emenda que o soneto. Quando formos para o Algarve tenho esperança que ele perca este medo. De qualquer modo, com banhos de mar ou sem eles, o G. delira quando vamos à praia. Brinca com os baldes, pás, com as formas de areia, com o moinho de vento, com as algas, continua a comer areia, escondemos os pés dele num buraco e depois eu finjo que os vou procurar a léguas… o que ele se ri com este disparate. Acho que ele acredita mesmo que eu ponho a hipótese dos pés dele podem estar a 10 metros de distância! Esta ingenuidade mata-me de emoção! É tão boa e deliciosa. É tão bom saber que os nossos filhos são privilegiados por poderem viver esta ingenuidade, assim como todas as etapas que os bebés e crianças deveriam (obrigatoriamente) de poder viver/passar!

Sempre fui crente, mas desde que tive o Gonçalo que o sentimento de que fui abençoada é mais forte e constante. Enche-me a alma saber que ele tem tanto amor à volta dele. Definitivamente, acredito que não é a riqueza que faz uma criança feliz, por mais que o dinheiro ajude (porque ajuda e não é pouco!). Estou certa que se todas as crianças tivessem o que o Gonçalo tem – e nesta lista, a haver coisas materiais, estaríamos a falar de uma casa para viver, um quarto com o espacinho dele e outras coisas que deveriam de ser um direito da criança – decerto que o mundo seria um lugar bem mais cor-de-rosa. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Ser mãe é...

- Perceber que a nossa capacidade para dormir poucas horas por noite é largamente superior àquela que pensávamos.

- Acordar tão cedo aos fins-de-semana como aos dias de semana.

- Perceber no segundo em que nascem que passamos a sentir por dois. Por nós e por eles. Sorrimos quando percebemos que os nossos filhos estão felizes e sofremos quando eles não estão bem. 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Heeelp! Estou a transformar-me numa mãe galinha!


O conceito de mãe galinha – no sentido mais fundamentalista do termo, entenda-se – é algo que me assusta. Não acho bom sê-lo; nem para a mãe, nem para o filho. Considero doentio e pouco saudável. No entanto, temo que me esteja a transformar numa!

Não sou daquele tipo de mães que quando está com outras pessoas está sempre a falar nos filhos: no que eles fazem, comem, dizem, não dizem, vestem, brincam, gostam, cantam… os temas das conversas que tenho com terceiros são de acordo com a ocasião e com as pessoas com quem estou e, sinceramente, não faço grande esforço para que assim seja. Naturalmente, e por ter um filho, é normal que as pessoas perguntem por ele e que eu fale sobre ele um pouco, mas também o faço com o meu trabalho, etc. Tudo depende do rumo da conversa e do feedback das pessoas com quem estou. Acho que não há nada mais chato e irritante do que estar consecutivamente a ouvir falar das respetivas crianças, sobretudo num grupo onde haja elementos que não as têm.

Isto tudo para dizer que não é por aqui que acho que estou a ir pelo caminho das “mães galinha”. Digo-o porque cada vez me custa mais “entregar” o Gonçalinho aos cuidados de outras pessoas, mesmo que sejam os meus pais/ sogros. Na minha cabeça, há sempre uma justificação para que assim seja: quando ele era bebezinho, deixá-lo parecia-me má ideia porque ele tinha uma série de rotinas que tinham de ser seguidas; as quantidades de comida eram “aquelas”; a forma como ele gostava de adormecer era “daquela maneira”; o biberon que ele mais gostava era o “não sei quantos”; e mais uma série de outros pormenores. Mas na altura pensei que era por ele ser bebé e que ia passar. Hoje, que tem quase dois anos, continuo receosa, mas os medos são outros. Tenho medo que ele suba cadeiras e se empoleire, ponha coisas nas tomadas (uma mania nova que surgiu de um dia para o outro), tente alcançar as coisas que estão na bancada da cozinha e no fogão, nomeadamente facas e tachos quentes (outra nova mania) e outros perigos que tais, que por vezes quase me proporcionam monumentais ataques cardíacos! Não dá para o deixar sozinho um segundo! Parece que aquela cabecinha está sempre a inventar coisas, nenhuma delas segura para a sua integridade física!

Posto isto, como é que é suposto eu ficar descansada?

Eu e o M. queríamos ir passar um fim-de-semana os dois, mas não sei o que fazer… e se acontece alguma coisa (salvo seja)? É que eu já o conheço e sei as manhas dele, já consigo ter "mil olhos" e mesmo assim sinto que me faltam mais alguns, mas isso sou eu. Para ajudar à festa, o M. também partilha estes "sentimentos galinácios". Coitado do miúdo! Não lhe bastava uma mãe galinha como também tem de levar com um pai galinha! Ninguém merece!

Acho que temos de fazer terapia! 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Rebeldia? Já?!


O Gonçalinho ainda nem tem dois anos e ontem uma educadora já me fez queixa dele! Ao que parece, resolveu puxar o cabelo a uma amiguinha. A primeira coisa que me ocorreu foi: Puxar o cabelo?!!! Isso é lá de homem?! Ainda se fosse um pontapézito ou uma mordidelazita!

Obviamente que estou a brincar. A verdade é que fiquei triste. Ele é tão doce… não percebi porque é que fez tal coisa. Ainda por cima cheguei quando estava tudo ainda fresquinho, acabadinho de acontecer. Deparei-me com a menina a chorar desalmadamente (e ela é tão fofa) e com o Gonçalo com um ar de quem tinha acabado de levar uma valente descompostura (é giro como já os vamos conhecendo. Quando ele sabe que abusou, fica com um ar muito comprometido e cómico ao mesmo tempo! Baixa a cabeça e não nos olha nos olhos).

Peguei nele ao colo e ralhei com ele. Não levantei a voz nem um decibel. Estava mesmo triste com a situação. Sei que eles não fazem por mal e ele próprio também já chegou a casa com uma mordidela de um coleguinha, mas não deixo de pensar se poderei de algum modo ser responsável por este tipo de impulsos. Será que não lhe transmito serenidade suficiente? Realmente sou um bocado nervosa. Mas onde é que ele aprende estas coisas?

Lá estava eu, com ele ao colo, a olhar de frente para ele, ao mesmo nível dele, ele com os olhos baixos e muito sério. E depois de um discurso de quase 5 minutos, no qual lhe expliquei que o que ele fez não está certo, que puxar o cabelo dói muito e que ele não ia gostar que lhe puxassem o dele, que a menina era amiga dele, etc, etc, perguntei-lhe: “não se volta a repetir, pois não? Nunca mais puxas o cabelo, nem à B. nem a ninguém, pois não?”. Ele, doce como um anjo e ainda com os olhos baixos, abanou a cabeça como que a dizer que não. Depois, levantou a cabeça, olhou para mim e disse: “Boácha!”, que é como quem diz “bolacha!”.

... E pronto. Foi isto! Fiquei sem saber se o meu discurso e se o meu tom surtiram efeito!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Quando a relação precisa de uma lata de gasolina e de uma caixa de fósforos... (como o livro)



Não há dúvida que o nascimento de um filho vem mudar em muito a dinâmica do casal. O tempo, que até então era dedicado quase exclusivamente um ao outro, passa a ser maioritariamente direcionado ao novo elemento da família. Nos primeiros tempos porque não há outra forma de fazer as coisas e também porque a dependência total deles em relação a nós se mantém por muito tempo. Por sua vez, os serões a dois reduzem drasticamente e, muitas das vezes, a disponibilidade mental para sair, fazer uma surpresa, organizar qualquer coisa de diferente, etc, também não é das maiores. Esta situação dificulta largamente quando não se tem uma rede de suporte: pais, sogros, tios…

Há dias em que sentimos claramente que para manter acesa a chama da relação, só usando gasolina e depois acedendo um fósforo!  

Todos sabemos qual a receita para evitar que chegue a este ponto mas, na “hora H”, quase todos nos deixamos levar pelo comodismo, conformismo, cansaço e falta de paciência. Mas é óbvio que é importante fazer um esforço. Por nós, pelo nosso respetivo, pelo nosso filho e por nós enquanto casal. E esta regra aplica-se ao marido e mulher, naturalmente!

Acho que o que vou dizer de seguida não será de todo consensual, mas cá vai. Acredito que as coisas correriam melhor se a maior parte dos homens colaborasse mais nas atividades domésticas. Podiam fazer as compras de supermercado, porque as coisas não nascem nas prateleiras e nas gavetas. Alguém as tem de comprar e fazer a gestão do que é preciso; fazer as refeições, porque elas não se fazem sozinhas; ou cuidar da roupa da casa porque, curiosamente, estas também não são autossuficientes e alguém tem de tratar delas. Podiam também ter mais gestos românticos e fazer um esforço maior para se porem no lugar da mulher, a quem muitas vezes é exigido para se comportar como se fosse duas ou três pessoas, tanto em casa como no trabalho... Sendo que nenhuma destas duas ou três pessoas  tem tempo para fazer coisas de que gostam e precisam!

Também sei que há muitas mulheres que assim que são mães passam a dedicar 100% do tempo aos filhos, remetendo o marido para o plano dos esquecidos. É lógico que este também não é um bom princípio para manter uma relação familiar harmoniosa.

Resumindo, maioritariamente eles queixam-se da falta de atenção delas e elas queixam-se da falta de sensibilidade e colaboração deles.

Achar o equilíbrio é o truque. Eu sei disso e todos nós sabemos disso. Mas parece que é difícil pôr isto em prática. Se fosse fácil, não havia tantos casais a reclamarem. 

domingo, 15 de julho de 2012

Mais um passinho do meu bebé!


Este fim-de-semana não deu para repor energias. Nem pouco mais ou menos! Sinto aquele gosto amargo de que passei 90% do tempo a fazer coisas de que não gosto ou que não me apetecia: cozinhar, fazer compras de supermercado, estender roupa, tirar roupa do estendal… Boring!!!!!

No entanto, agora ao final da tarde houve um acontecimento que fez com que todo o fim-de-semana ganhasse uma nova cor.

Eu canto muito para o Gonçalo. Como percebi que desde recém-nascido ele gosta muito de música, qualquer pretexto serve para lhe cantar umas cançõezitas. Inevitavelmente, por mais voltas que dê, não me safo de cantar “Os patinhos”, “Eu vi um sapo”; “O Coelhinho de olhos vermelhos”… (não sei se as músicas se chamam assim). Também desde sempre que as acompanho com gestos e já há algum tempo que ele os imita e até os antecipa. Mas hoje fez algo muito melhor! Estava eu a cantar quando a determinada altura parei, porque alguma coisa me distraiu. E não é que o pequenote disse a palavra seguinte da letra? Opá! Fiquei histérica de emoção e alegria. Experimentei mais uma e mais outra vez para ver se tinha sido coincidência, mas não. Aquela voz doce como o mel começou a dizer as últimas palavras de cada frase, sempre que eu parava. Pode parecer exagero, mas a sério que ganhei o dia! O fim-de-semana! 

É impressionante como é que estas criaturas minúsculas nos conseguem fazer tão felizes, com (aparentemente) tão pouco! São mesmo anjos na terra!


Isto fez-me também repensar outra coisa: vou ter de aprender as músicas que lhe canto urgentemente, agora que ele quer cantá-las. É que até aqui eu optava por inventar cada vez que não me lembrava da letra. Aliás, por mais ridículo que possa parecer, há músicas que eu já canto há tantos meses da mesma maneira, que já não me lembro se as letras são mesmo assim ou se as inventei! É grave, não é? É melhor investigar no Youtube e no Google!

sábado, 14 de julho de 2012

Saturday I´m in Love

Se há sítio onde gostava de ir hoje, esse sítio é o Alive. Adorava ir ver Cure e viver um pouco aquele festival. Infelizmente este ano não vou; acho que é a primeira vez que falho.

Até há bem pouco tempo era raro o festival que falhava, pelo menos os que aconteciam em Lisboa. Também ia ao SW. Sinceramente, quando olho para trás não sei onde é que ia buscar tanta energia para ir aos dias todos. O que é facto é que a energia lá estava. De pedra e cal! Passei momentos bem divertidos. De qualquer modo, que fique claro que hoje não é a falta de energia que me faz faltar (por mais cansada que esteja, decerto que arranjaria forças para ir). É mesmo a falta de dinheiro. Damn it sociedade capitalista!

Para me consolar um pouco que seja, acho que vou ouvir Cure a semana inteira. Não é a mesma coisa, mas sempre ajuda um bocadito.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Memórias doces da gravidez


Quando pessoas próximas de mim engravidam, bate-me uma saudade de quando estava grávida que não sei explicar em palavras. Apesar de não ter sido assim há tanto tempo como isso, às vezes parece que passou uma eternidade. Por outro lado, há coisas que estão tão vívidas na minha memória que dá ideia que aconteceram ontem.

Quando soube que estava grávida queria gritar ao mundo o meu novo estado, mas a “tirania dos 3 meses” impediam-me que o fizesse (apesar de termos contado aos nossos pais, manos e à minha melhor amiga!). É claro que falo em “tirania” na brincadeira, porque tenha sido por superstição ou medo ou “não sei porquê”, por via das dúvidas optámo mesmo por esperar os tais 3 meses.

Outra memória bem viva é dos medos que tomavam conta de mim cada vez que ia fazer um exame. Não tinha medo do exame em si, mas do resultado que ele pudesse trazer. Tinha absoluto pavor que as coisas não estivessem bem com o meu feijãozito e era uma agonia até receber o resultado. Quem me manda ser stressadinha? A sério que não me considero uma pessoa negativa, pelo contrário, mas como a minha mãe diz: “as preocupações com os filhos começam imediatamente no momento em que sabemos que estamos grávidas!” Não posso concordar mais!

Lembro-me também que não fui muito gastadora em roupa para ele. Nunca me deu para aí. Quanto ao resto da parafernália necessária comprar, era outro stress. As pessoas falavam-me de coisas que eu nunca tinha ouvido falar e às tantas eu só pensava: “como raio é que vou enfiar tanta coisa em casa?” Depois aprendemos a fazer uma triagem do que é realmente necessário e também depressa nos familiarizamos com todos aqueles termos “técnicos”... Eu nem um marsúpio sabia o que era! 

Sim, a minha ignorância nesta “área” era extrema.

E a preocupação que tinha de me esquecer de ter tudo o que iria precisar na mala para levar para a maternidade? Dava por mim a fazer e refazer a mala, não só para me certificar de que estava lá tudo, mas também porque me derretia cada vez que via a roupinha que seria vestida por ele nos primeiros dias! Antecipava o momento no meu coração e gerava-se em mim um misto de ansiedade e felicidade suprema.

Quando o comecei a sentir o Gonçalo mexer dentro de mim foi outro delírio. Que delícia de sentimento! No primeiro dia em que o senti, o milagre da vida ganhou uma nova proporção. Senti que estávamos cada vez mais ligados e que a comunicação entre nós era cada vez mais intensa. Mas é claro que como stressada que era, também houve o outro lado da medalha: quando ele não se mexia durante muito tempo seguido, ficava em pânico! “Será que ele está bem? Será que aconteceu alguma coisa?” Então vá de mexer na barriga, andar de um lado para o outro a ver se ele reagia e às vezes comia coisas doces (um dia ouvi alguém dizer que eles ficavam agitados com o açúcar. Às tantas é um disparate, mas era uma medida desesperada).

Outra coisa que guardo com muito carinho no coração são os serões ao deitar. Antes de eu ir dormir, contávamos-lhe uma história, seguida de uma música. Era sempre a mesma história, a “Where the wild things are”, e sempre a mesma música, a “Widow's Grove”, do Tom Waits (sim, o nome não é sugestivo, mas a música é linda!). Fazíamos isto porque a enfermeira que me fez o curso de preparação pré-parto disse que esta era uma excelente forma de comunicar com ele e que quando ele nascesse iria reagir à música e à história. Supostamente, iriam proporcionar-lhe o sentimento de segurança e paz que vivia na minha barriga. Não sabíamos se era verdade ou não, mas no fundo sempre era uma forma de comunicar ainda mais com ele e por isso fazíamo-lo. “By the way”, acho que ele não reage nem à música nem à história de um modo diferente, mas mal não deve ter feito J. Seja como for, hoje, quando oiça a música, dá-me um aperto de saudades no coração. De quando ele estava aqui, dentro de mim, protegido do mundo. Eu e ele num só.

Estas são algumas das coisas que me saltam à memória de repente, mas existem muitas mais. Foram (quase) nove meses, intensos e muito ricos em emoções. Apesar de ter tido alguns sustos e de não ter tido a gravidez mais pacífica do mundo, ele veio bem e isso é que conta. Hoje, as memórias que tenho da gravidez são memórias doces, pinceladas de saudade e, confesso, de alguma nostalgia.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dia sim


Foto Anne Geddes

Depois de um “dia não”, sabe bem um “dia sim”… e hoje é dia de festa! O meu mano, consequentemente tio do Gonçalinho, faz hoje anos e logo à noite lá vamos nós para um jantar de família, com direito a bolo, velas e tudo e tudo. Tenho a certeza que o G. vai adorar. Ele está naquela fase em que me está sempre a pedir para cantar os “Parabéns”. Todos os dias, várias vezes por dia. Mas não pensem que quer só a música original! Não! Quer também que cante as versões do “BabyTv”. E eu, tal e qual um disco riscado, vou cantando as mesmas músicas em loop e às vezes dou por mim no trabalho, ou a fazer outra coisa qualquer, com a música a martelar-me na cabeça!

Com tanta música boa e gira que anda por aí, é um bocado irritante darem por vocês a cantarolar “Faço anos, hoje estou tão feliz. Faço anoooos. Estou feliz, feliz, feliz, feliiiiiiiiiiz, Feeeliiiiiiiiiiiiiz!!”

Como os posts não têm som, e caso não tenham conseguido identificar, eu esclareço: este é um excerto da letra de uma música de aniversário que passa diariamente no “BabyTv”. A intenção é muito querida. Eles felicitam bebés que fazem anos “naquele” dia, através de uma montagem com a foto da cara do bebé, numa animação fofinha. É giro. A sério que é, mas as músicas (sim, há mais do que uma) entram no cérebro e depois não saem! Mas bem, não faz mal. Como hoje o meu maninho faz anos e sei que o Gonçalinho se vai divertir, hoje estou “feliz, feliz, feliz, feliiiiiiiiiiz, Feeeliiiiiiiiiiiiiz!” J


P.S. A ver se não me esqueço de pintar as unhas antes de ir para a festa porque já não estão em condições.
… As coisas com que uma mulher se tem de preocupar para não fazer má figura!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dia não


Ontem foi daqueles dias que, infelizmente, acontecem mais vezes do que gostaria. Ainda não eram 15 horas quando recebi um telefonema da escolinha do G. a dizer que ele estava com 39.2 graus de febre. Lá fui eu a correr. Larguei tudo o que estava a fazer no trabalho e fui buscar o meu pequenito. Trouxe comigo o portátil para trabalhar em casa, mas qual quê?! Se eu disser que ele esteve a choramingar desde as três da tarde até se ir deitar, a sério que não estou longe da verdade. Parte-me o coração vê-lo assim, claro que sim, mas isso não invalida que hoje não esteja num estado de nervos gigante. Sinto que toda eu tremo por dentro, como se estivesse prestes a explodir! Sei bem que se ele está birrento é porque não se sente bem e não tem culpa nenhuma, tadinho do meu anjo, mas bolas, está tão chatinho!

Sei que é horrível dizer isto, mas hoje só queria que ele acordasse bem para ele poder ir para a escola e eu para o trabalho. E graças a Deus acordou sem febre; e digo isto porque se ele está bem eu também estou (independentemente da minha falta de vontade de passar mais um dia igual à tarde e à noite de ontem). Seja como for, confesso que fiquei aliviada. Sinceramente, não sei até que ponto aguentaria mais um dia igual! É que não é só o facto de estar a ouvir choramingar o tempo todo, é também o stress de querer trabalhar, porque tenho coisas que têm de ser feitas, ter de interromper de 2 em 2 minutos o que estou a fazer e chegar ao fim do dia sem nada feito como deve de ser. E à noite quando ele está a dormir, já me sinto demasiado cansada para conseguir produzir o que quer que seja com qualidade. E depois claro, vem a culpa por estar a sentir estas coisas.

Amo o meu filho incondicionalmente, e ai de quem insinuar o contrário, mas também sou humana e como tal sinto-me cansada, exausta e a chegar ao ponto de ebulição! Sabem que mais? Precisava de um dia de férias sozinha e num SPA!

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