sábado, 7 de junho de 2014

E eu que pensava que desta me livrava!!!

Quando começou esta moda pensei: "Ufa, pelo menos desta vou livrar-me!" Afinal de contas, ele ainda é pequeno e é rapaz.

Não é por nada (não tenho nada contra), mas sempre era menos uma coisa para ele me pedir e melgar.

Mas afinal… hoje ofereceram-lhe uma pulseira feita com os "elásticos maravilha" e ele DE-LI-ROU! (O que vale é que acho que ele não percebeu que eu posso comprar isto e fazer. Acho!).


Humor do bom e do inteligente (Parte II)

:)







sexta-feira, 6 de junho de 2014

Ainda o cão e o mano!

A história do mano deve andar mesmo a remoer a cabeça ao Gonçalo. Agora ao jantar, do nada, pergunta-me ele:

"Mas puquê que me vais dái um mano, em vez de um cão?"

Ri-me e respondi-lhe que um mano era melhor, porque podia brincar com ele, iam ser muito amigos, podiam conversar, jogar à bola juntos...

Ele interrompe-me e pergunta:

"Posso coméi uma goma?"

Quem? Paranóica? Eu?!

Como já aqui disse, a gravidez não está a ser pacífica em termos de más-disposições e enjoos. Ando melhorzinha, mas juro que cheguei a pensar que não aguentava 9 meses assim. Apesar de nunca ter chegado a vomitar, enjoava com cheiros, sabores e até com sons! A sério! Volumes mais altos deixavam-me completamente mal disposta. O facto de estar a ler qualquer coisa que me levasse a baixar o queixo, fazia com que a simples pressão do queixo na garganta me provocasse uns enjoos terríveis. É que se eu vos disser o que me deixava mal disposta nem vão acreditar!

Falo sempre no passado porque, atualmente, isto já não acontece sempre. Só de vez em quando.

Tudo isto tem sido incapacitante a vários níveis. Sinto-me sempre mal-humurada e sem energia e forças, físicas e mentais, para fazer o que quer que seja, inclusivamente, e é isto que mais me chateia, brincar com o Gonçalo.

Hoje, está a ser um dia relativamente pacífico e não fiquei morta de cansaço nem de sono depois de almoço, nem mal disposta e enjoada. Resultado, já estou aqui toda stressada a questionar-me se estará tudo bem com o baby. 

Então isto é assim? Uma pessoa passa a vida mal disposta e hoje quase nem sente nada? É normal? 

Chateia-me à brava esta má disposição, pois sim, mas se isto significa que a criança está bem, então elas que se mantenham. E agora? Como é que é? Como é que eu sei se está tudo bem?

Mas desta vez não vou à internet pesquisar coisas. O meu médico gozou comigo quando lhe disse que fazia isto :( (Um à parte… mudei de médico no mês passado. Senti necessidade de o fazer, mas queria mudar para um médico em particular; de quem já estava careca de ouvir falar bem. Não foi fácil arranjar consulta com ele, mas felizmente consegui e estou rendidíssima. Sei que é prematuro, mas tenho a certeza que não me vou arrepender e que foi o melhor que fiz! O Dr. Fernando Cirurgião é um amor!).

O anúncio da gravidez ao pai e ao filho… e as reações!



Como já aqui partilhei, só disse ao Marco que estava grávida cerca de uma semana depois de já o saber.  Demorei algum tempo porque queria ter uma certeza conclusiva da médica e também porque precisava de digerir tudo o que estava a acontecer.

Queria dizer ao Marco de uma forma diferente, mas que não desse muito trabalho, nem tão pouco implicasse gastar dinheiro. Acabei por escolher a "ideia" do mano vestir uma t-shirt que anunciasse a boa nova.

Depois de saber o preço das impressões, optei mesmo por comprar uma caneta própria para escrever em tecido e fazer eu. A t-shirt já a tinha!

Não ficou o suprassumo nem a coisa mais bonita do mundo. Além disso, depois de já estar feita percebi que deveria ter escrito a palavra "mais" em vez de ter desenhado o símbolo matemático. Mas enfim, foi diferente dentro do possível, low-cost como se queria e cumpriu o papel para o qual estava destinada.

Antes do Marco chegar vesti a t-shirt ao Gonçalo e… é pena não ter filmado :)

O Marco ficou com aquela cara de quem lhe está a passar 10 mil coisas pelo cérebro e depois perguntou com um sorriso meio nervoso: "Estás grávida?" Respondi que sim e ele abraçou-me, com um abraço que senti estar cheio de amor e felicidade.

Eu, que andava meio em baixo com tudo o que entretanto se tinha passado, recuperei grande parte das forças naquele momento. Graças a ele!

Quanto ao filho, só soube esta semana. Estávamos a jantar e resolvemos contar-lhe, seguindo-se um diálogo que teve tanto de cómico como de surreal.

"Môr, sabes o que é que a mamã tem na barriga?" - perguntei-lhe.

"Um cão?" - perguntou-me.

"Não!" - respondi surpresa com a resposta dele.

"Um gato?"

"Não."- voltei a repetir, percebendo perfeitamente que ele estava em estado de negação.

"Um mano?"

"Sim." - respondi eu e o Marco em coro. "Vais ter um mano, chamado Francisco".

Depois de uma reação de algum nervoso e entusiasmo da parte dele (ele não é parvo nenhum e de certeza que já desconfiava), seguiram-se algumas perguntas e comentários dele. Falou no facto de ter um amigo na sala que se chama Francisco e que por isso o mano também devia ser amigo dele; disse-me que preferia um cão para brincar com ele (eu respondi-lhe que os cães não tinham mãos para brincar e ele perguntou se então um gato não serviria para o efeito); para ver se o entusiasmava mais disse-lhe que iam os dois ficar no mesmo quarto e que ele assim ia ter companhia à noite; que ele ia ser o irmão mais velho e aquelas tretas motivacionais que se dizem às crianças para as fazerem sentir importantes e que não estão a perder lugar nenhum… enfim... uma série de outras coisas, até que ele disse:

"Está bem, está bem! Vamos lá jantai e acabai com a convésa."

Portanto meu amigos, a conclusão é esta: o menino que queria um mano até há bem pouco tempo, está-se a sentir ameaçado e preferiu não dar muita importância ao "assunto". Vamos lá ver como será daqui para a frente!




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vencedor Passatempo Knot e Entre Biberons e Batons


E a vencedora deste passatempo já está apurada. Parabéns Patrícia Pinho!!!

Preciso que me envie um e-mail, o mais rápido possível, com o seu contacto telefónico, de modo a que a marca possa agilizar consigo o levantamento da t-shirt.

Beijinhos e obrigada a todos os que participaram ;)

Dicas para pais e bebés dormirem com mais segurança!

(texto escrito pela Enfª Susana Carvalho de Oliveira)
http://incredibleinfant.com
Quando se tem um bebé pequeno, uma das primeiras perguntas que família, amigos e conhecidos fazem é: “Então as noites? Tem-se portado bem? Chora muito?” Quase em tom de desespero respondemos: ”Mais ou menos!”

Claramente que lhes escapou o óbvio: as olheiras até às asas do nariz, o cabelo em revolução, a maquilhagem esborratada e a roupa com uma mancha de bolsado.

É importante que durante a gravidez se preparem fisica e psicologicamente para estes momentos, pois lidar com o bebé nem sempre é fácil e a privação de sono dos pais será uma das principais causas de mau-humor, depressão, tristeza, sentimento de culpa e outras frustrações, muitas vezes geradoras de discussões e problemas entre o casal.

O dia do parto é sempre um dia muito intenso emocionalmente. Para a mãe também o é fisicamente, e é normal que a primeira noite seja cheia de adrenalina, alguma estranheza e também de felicidade pela novidade de serem pais.

Muitas mães dizem que não dormiram na primeira noite pois tinham medo do que pudesse acontecer ao bebé. Existe um pequeno facto que as mães têm alguma dificuldade em aceitar: “Uma mãe não consegue proteger o filho de tudo, não é possível ter controlo do mundo do seu bebé”.

Esta realidade pode ser dura, mas é a verdade e quanto mais cedo a mãe se aperceber disso mais rapidamente vai aproveitar e vivenciar mais plenamento a sua maternidade.

Um dos maiores medos, relacionado com o sono do bebé, que paira nas cabeças dos pais, é o risco do Síndrome de Morte Súbita. É verdade que é um risco real e pode acontecer, esta é ainda uma das grandes causas de morte nos bebés até ao primeiro ano de vida, e não existe uma causa diagnosticada que permita aos profissionais fazerem a ligação causa-efeito. Mas não desespere pois existem dicas simples que diminuem o risco da ocorrência do Síndrome de Morte Súbita, tais como:
  • O bebé deve dormir sempre de barriga para cima, se ele bolsar ele próprio lateraliza a cabeça. Os estudos demonstram que não há aumento do risco de aspiração do vómito por o bebé dormir de barriga para cima;
  • Não coloque almofada no berço, além do bebé não precisar pode ficar com a cara na almofada e sufocar;
  • Eleve ligeiramente a cabeceira, com uma cunha, almofada ou um toalhão por baixo do colchão do berço, tem é que dar estabilidade ao colchão, diminuindo assim o risco do bebé bolçar;
  • Não tenha bonecos e peluches na cabeceira do berço, porque além de acumularem ácaros e pó, podem levar o bebé a sufocar se ficar com a cara presa no meio dos peluches;
  • Não aqueça demasiado o bebé. É preferível ter uma temperatura estável no quarto e colocar apenas o lençol e um cobertor por cima do bebé;
  • Faça o berço de modo a que o bebé toque com os pés no fundo do mesmo, para evitar que o bebé se ”afunde” nos lençóis, além disso a dobra não deve ultrapassar a região das axilas;
  • Não fume no ambiente do bebé, o tabaco é uma das principais causas de infeções respiratórias;
  • Nunca ponha o bebé a dormir na sua cama, pois sem querer pode asfixiá-lo devido ao cansaço.

Se estas pequenas medidas forem tomadas, os pais poderão dormir descansados pois o risco do bebé asfixiar é francamente diminuto. No entanto, o bebé pode achar que de vez em quando “a noite ainda é uma criança”, mas isso já é outra história.



Enfª Susana Carvalho de Oliveira, 
Especialista e Mestre em saúde materna e obstetrícia, Conselheira em aleitamento materno.
www.vounascer.com

Uma ideia para o verão e para os nossos bebés ;)

Mais uma daquelas coisas que encontrei na internet e não sei onde se vende nem se se vende... mas adorei!


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Isto é que foi festa!



Lembram-se deste post? Como não podia deixar de ser, sábado lá fui e fiz muito bem. A-DO-REI!

Estava tudo impecável, com um gosto exímio e o espaço era perfeito! Já conhecia o Parque Marechal Carmona, mas nunca tinha ido lá a um evento e por isso nunca tinha percebido bem a potencialidade do espaço para o efeito. É excelente! É grande, tem zonas para as crianças brincarem, imensa sombra e estava um tempo tão bom, que convidava mesmo a um piquenique (e houve bastantes casais que pensaram nisso e fizeram eles muito bem). Para o ano, se Deus quiser, também irei com farnel!

De resto, o meu aplauso também para a organização. Estava tudo super bem organizado, tinha imensas atividades para as crianças, vários espaços de interesse para pais e futuros pais… enfim… foi mesmo o que eu estava à espera. Foi "O" evento do ano dedicado à Família!!!

Gravidez: a boa notícia e as tempestades que se seguiram

Este é o meu Francisco <3
Há tanta coisa para contar, para partilhar, para desabafar, que terei mesmo de dividir os assuntos por post. Naturalmente, irei começar pelo início ;)

Eu já andava desconfiada que estava grávida (acho que as mulheres sentem as alterações no seu corpo). Além disso, andava muito enjoada e maldisposta. Por outro lado, foi um bebé planeado, ainda que nunca pensasse que ficaria grávida tão rápido. Tenho 35 anos e os estudos que alertam para uma queda drástica da fertilidade a partir dos 35 são mais que muitos e eu juro que pensei que, no mínimo, demoraria uns 6 meses até conseguir engravidar.

Pois que foi logo! Os estudos não são verdades matemáticas e é bom saber disso.

Assim, e dados os indícios, resolvi então fazer o teste e lá estava ele: um grande positivo!

Obviamente que fiquei muito feliz! Já não era de agora que queríamos ter outro filho, mas a vida estava sempre a fazer-nos adiar o sonho. Desta vez, resolvemos que estava na hora de arriscar. Era agora ou nunca e só de pensar na ideia de poder ficar o resto da vida a lamentar não ter tido outro filho… Não dava! Não estava disposta a viver com isso nem tão pouco quis continuar a hipotecar a minha vida, a do meu filho (que merece ter um irmão), a vida do Marco, por causa de uma crise social e política. A crise passa, mas a vida (que é só uma) passa mais rápido ainda! 

Pessoalmente falando, e como costumo dizer às pessoas, esta decisão foi o maior salto de fé que dei na vida. Foi a minha maior loucura e a decisão mais arriscada e irracional que poderia ter tomado. Afinal de contas, o emprego que tenho é super instável, a vida está difícil, as coisas não parecem ter grandes melhorias à vista...

Irresponsável, deverão dizer e pensar alguns. Corajosa, já me disseram muitos. Eu digo apenas aquilo que já disse. Foi um salto de fé, movido por um único sentimento: amor!

Guardei o "positivo" para mim e marquei consulta na minha médica. Não disse a ninguém.

No dia seguinte, a minha felicidade abalou. Soube que o motivo para o qual tinha sido contratada no meu atual emprego tinha deixado de existir. Uma surpresa total para eles, que arriscaram em fazer-me contrato, exatamente por acreditarem que o projeto ainda tinha muito para andar.

O meu mundo estremeceu totalmente. O que é que iria ser da minha vida? O que é que eu iria fazer? Ainda tenho o susbsídio de desemprego, o qual suspendi, mas usufruir do susbsídio de desemprego grávida parecia-me tão ilógico. Afinal de contas, quem é que contrata uma grávida? Óbvio que ninguém! Uma grávida é uma espécie de leprosa no mundo laboral!

Naquele momento, e durante uns dias, questionei tudo. Zanguei-me com Deus. Ele deu-me a maior benção de todas e agora não me estava a deixar usufruir dela?! Não era justo.

Enquanto isso, continuava a ser eu a única a saber da gravidez.

Como se as coisas já não estivessem a ser duras o suficiente, psicologicamente falando, fisicamente as coisas não estavam melhores. Sentia-me maldisposta e enjoada assim que acordava e ficava assim até me ir deitar. Variava no grau, mas o mau estar era constante. Hoje, estou melhor. Já só estou mal-disposta 70% do tempo em que estou acordada!

Como a gravidez do Gonçalo não foi nada assim, nunca enjoei, tinha medo que alguma coisa de muito errada de estivesse a passar. Que o meu pequenote não estivesse bem. É que ainda por cima eu sou uma paranóica nestas coisas. Voltei a pensar na minha idade e nos malditos estudos, que falam em riscos crescentes de problemas de saúde para o bebé. É que nem imaginam os filmes que fazia!

Entretanto, uma semana depois, já após ter ido à médica, disse ao Marco e foi a felicidade dele, a reação dele, que me voltou a dar forças e a alegria que entretanto sentia perdida.

Mas eis que faltava a cereja no topo do bolo. Fui a uma segunda consulta e foi-me feita uma ecografia. A médica disse-me que não via embrião nenhum e que podíamos estar perante uma gravidez anembrionária (nunca tinha ouvido falar em tal coisa!). Teria de esperar duas semanas para confirmar.

Não chorei, mas fiquei destroçada. Sentia-me, acima de tudo, culpada. Por ter deixado que as notícias más que foram surgindo arranhassem uma felicidade que era suposto ser inabalável. Parte de mim sentiu que era castigo.

Foram duas semanas intermináveis e quando voltei ao médico estava preparada para tudo. Fui sozinha. Não quis companhia.

Quando a médica me mostrou que afinal ele estava lá, o embrião, desmoronei e deixei soltar lágrimas de felicidade. Naquele momento soube que, ao contrário do que pensava, não estava preparada para tudo.

Mas ainda havia outro medo a atormentar-me: as trissomias.

Finalmente, chegou o dia em que fui fazer a 1ª ecografia. Segundo o médico, e de acordo com o que ele conseguia ver naquela altura, o bebé apresentava as medidas todas que são supostas nesta fase: do nariz, da nuca e essas coisas que já não sei explicar.

Respirei fundo, como não respirava há muito, muito tempo! E emocionei-me, mais uma vez, ao ver um serzinho com apenas alguns centímetros, a mexer-se imenso e já tão formadinho.

É o milagre da vida e, no meio de tudo de mau que aconteceu e de todas as contrariedades, é nisso que me quero e tenho de focar. O que interessa, acima de tudo, é o bebé, que ele esteja bem e que corra tudo bem.

Tudo o resto se há de arranjar!

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