quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Culpa (sempre ela)
Já levo mais de 8 anos de maternidade e não há meio de aprender a lidar e livrar-me da maldita culpa. Ela persegue-me pelos mais variados motivos: ou porque às vezes sinto que não tenho a paciência que devia de ter com eles; ou porque gostava de brincar mais com eles mas não consigo; ou porque não me apetece mesmo brincar; ou porque em algumas situações fico com receio de não ser a mãe que os meus filhos precisam...
Mesmo nas circunstâncias em que não posso fazer nada, por exemplo, se tenho o jantar para fazer, a roupa para tratar, etc, é normal que não tenha como conseguir brincar com eles, mesmo assim, sinto culpa.
No nosso dia-a-dia somos nós os três. Ou seja, em teoria passamos muito tempo juntos. Mas só mesmo em teoria, já que durante a semana eles estão na escola e eu no trabalho e, ao final do dia, não dá para nada. O tempo é pouco para os banhos, fazer jantar, dar-lhes jantar, fazer os trabalhos de casa (quando há), ler a história e deitá-los ainda a uma hora decente (esforço-me para eles já estarem a dormir às 21h30).
No meio desta lufa-lufa, a história é o "nosso momento". O nosso pedaço de céu.
Depois, ao fim-de-semana, há tanta coisa para fazer que, mesmo havendo tempo para momentos de qualidade, porque há, nunca parecem ser suficientes. Não dão para me saciar dos mimos que lhes quero (e preciso) dar.
Isto para dizer que apesar de estar todos os dias com eles, estou numa fase em que sinto saudades deles o tempo todo. Faz-vos sentido?
No trabalho dou por mim a desejar ir buscá-los rapidamente, para os abraçar, dar-lhes beijos, enchê-los de mimos... mas depois, mal os vou buscar, começam logo a fazer birras e disparates, e fico com vontade de os levar de volta para a escola. E lá vem a culpa outra vez!
Preciso muito de tempo de qualidade com os meus filhos. Sem stresses, sem afazeres domésticos à minha espera, sem nada que me preocupe na cabeça.
Até lá, tento viver ao máximo todos os pedacinhos com eles e agarro-me (e amparo-me) na certeza de que estou a dar o meu melhor.
...
"... é tendo medo que perdemos a nossa vida um pouco de cada vez... Aquilo que damos ao medo, tiramos à... fé."
(ii Uma Chamada do Céu de Mitch Albom)
(ii Uma Chamada do Céu de Mitch Albom)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Eu sei com quem é que ele tem de falar!
No outro dia o Gonçalo veio ter comigo super entusiasmado e disse-me que já sabia em que é que ia gastar o dinheiro que anda a poupar.
"Ah, sim? Então e o que é que vais comprar?" - perguntei curiosa.
"Estive a pensar e vou comprar um submarino! Depois só tens de me dizer onde se compram e como é que se conduzem."
"Ah, sim? Então e o que é que vais comprar?" - perguntei curiosa.
"Estive a pensar e vou comprar um submarino! Depois só tens de me dizer onde se compram e como é que se conduzem."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
Realmente é complicado
O Francisco hoje quis levar duas máscaras do Batman para a escola. No caminho, pediu-me para lhe dizer o que estava escrito no interior de uma delas.
"Diz que foi feita na China." - disse-lhe.
"E aqui, o que diz?" - voltou a perguntar, agarrando na outra máscara.
Como eu não conseguia ler, porque estava a fazer outra coisa, disse-lhe que dizia o mesmo.
"Também foi feita na China?! "Puquê"?!" - interrogou surpreendido.
"Porque lá fazem muita coisa."- respondi para ver se arrumava o assunto.
Ele ficou pensativo e questionou:
"Ahh. E a nossa casa? A nossa casa também foi feita na China, mamã?"
"Diz que foi feita na China." - disse-lhe.
"E aqui, o que diz?" - voltou a perguntar, agarrando na outra máscara.
Como eu não conseguia ler, porque estava a fazer outra coisa, disse-lhe que dizia o mesmo.
"Também foi feita na China?! "Puquê"?!" - interrogou surpreendido.
"Porque lá fazem muita coisa."- respondi para ver se arrumava o assunto.
Ele ficou pensativo e questionou:
"Ahh. E a nossa casa? A nossa casa também foi feita na China, mamã?"
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
❤
"Enquanto houver um louco, um poeta e um amante, haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança."
William Shakespeare
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Toma, que é para aprenderes!
Não gosto, nem costumo, "abebazar" a forma como falo com os meus filhos. Sou meiguinha para eles, chamo-lhes "amor", "docinho", uso alguns diminutivos, mas aquela coisa do "gugu-dada" não é o meu estilo. No entanto, no outro dia, escapei à regra.
Vinha com o Francisco no carro quando ele me começa a pedir para ver a mão dele pelo espelho retrovisor.
"A mãe não pode, môr. O que foi?" - perguntei.
"Não vês? Tenho aqui ito." - insistiu ele.
Eu não vi nada, mas calculei o que era e respondi:
"Ohhh, tadinho! É um dói-doi, não é?"
"Não." - respondeu muito meiguinho e naturalmente. - "é uma feída (ferida)!"
Vinha com o Francisco no carro quando ele me começa a pedir para ver a mão dele pelo espelho retrovisor.
"A mãe não pode, môr. O que foi?" - perguntei.
"Não vês? Tenho aqui ito." - insistiu ele.
Eu não vi nada, mas calculei o que era e respondi:
"Ohhh, tadinho! É um dói-doi, não é?"
"Não." - respondeu muito meiguinho e naturalmente. - "é uma feída (ferida)!"
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Somítico não é (pelo menos para já!)
Um dia desta semana, quando fui levar o Francisco à escola, diz-me a educadora dele:
"Ainda bem que a encontro."
E contou-me que o Francisco tinha andado a distribuir moedas pelos amiguinhos da sala. Que mal reparou recolheu as moedas, ainda eram algumas, mas não estava certa de ter recolhido tudo.
Rimo-nos as duas e escusado será dizer que eu não sabia de nada!
É verdade que o dinheiro era dele e que a atitude até revela generosidade e gosto pela partilha, mas eu só conseguia pensar numa coisa: "ainda bem que o mealheiro não tinha notas!"
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
...
Volta que não volta uma grande amiga envia-me mensagens (daquelas) sábias, todas cheias de clarividência.
Normalmente, têm a ver com uma fase da vida dela ou da minha. Ou seja, regra geral, são muito oportunas! Outras vezes há, que as envia só porque sim. Porque viu e gostou
Tanto numa como noutra situação, acho delicioso :)
Hoje, enviou esta:
Normalmente, têm a ver com uma fase da vida dela ou da minha. Ou seja, regra geral, são muito oportunas! Outras vezes há, que as envia só porque sim. Porque viu e gostou
Tanto numa como noutra situação, acho delicioso :)
Hoje, enviou esta:
Só para dizer...
... que os meus filhos ontem já estavam com um comportamento normal. Não me fizeram músicas, não limparam a casa, nem estavam feitos anjinhos.
Antes assim, se não ainda ficava preocupada!
Antes assim, se não ainda ficava preocupada!
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