segunda-feira, 14 de maio de 2018

As mães têm direito a cansar-se, não têm?

Na última semana tenho repetido para mim mesma, vezes sem conta, que as mães também se cansam e também se esgotam. Repito-o para diminuir a culpa que sinto pela falta de paciência que tenho tido... Mas a culpa mantém-se.

É um ciclo vicioso. Eles andam os dois mais difíceis, porque estão constantemente a embirrar um com o outro e não fazem nada do que lhes digo, e eu, como ando com menos paciência, também não os consigo acalmar nem "dar-lhes a volta" serenamente.

Na última semana foi um tormento. Senti-me várias vezes no meu limite e senti muitas vezes que não ia aguentar nem mais um dia sem me dar uma coisinha. É que isto de estar sozinha com eles até se vai fazendo (vamo-nos acostumando), mas o facto de no dia-a-dia, na rotina, não termos "pausas" ou "folgas" para nada, acaba por se fazer sentir e acaba por pesar com a soma dos dias ou naquelas fases em que andamos mais stressados com o trabalho ou mais preocupados com outras coisas.

Nestas fases, depois de os chamarmos 10 vezes para lavar os dentes, tomar banho, jantar, fazer os trabalhos de casa, vestirem-se, etc, já não há paciência para adotar a famosa parentalidade positiva. Estar dias e dias seguidos sozinha com eles neste registo, em que nada é fácil e em que tudo só é feito quando eu me passo da cabeça (e tendo como som de fundo duas crianças a discutirem uma com a outra e a choramingarem porque uma quer uma coisa e outra quer outra, e por mais mil motivos diferentes), suga completamente a energia e a força.

Confesso que nestes últimos dias desejei ardentemente ir de férias sozinha, para bem longe. 

Eles são o melhor da minha vida e são tudo para mim. A minha vida não fazia qualquer sentido sem eles e nem eu queria viver de outra forma, mas sim, desejei muito umas férias longe deles....  (o que só aumentou o meu sentimento de culpa). 

Mas depois penso... eles são crianças. Tudo o que fazem, faz parte. 

Só espero que eles compreendam que a mãe também se cansa e que nem sempre consegue levar as coisas para a frente com um sorriso e com a leveza que devia. Não que eles não mereçam que faça um esforço para que assim seja, porque merecem tudo, mas há dias em que o cansaço me ganha.

Hoje sinto-me mais calma e mais paciente. Dormi a noite toda seguida (este facto também pesa e não é pouco - mais do que o número de horas que durmo) e quero acreditar que recarreguei baterias. 

Estou desejosa de os ir buscar à escola e de estar com eles. De os abraçar para me redimir da falta de paciência que tenho tido. Para me desculpar pelas vezes que gritei. Pelas vezes que fui a mãe que eu não quero ser. Porque se há coisa que eles merecem, é uma boa mãe. Uma mãe à altura dos filhos maravilhosos que são <3

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Vira o disco...

O Francisco ontem lembrou-se de me pedir prendas para o aniversário dele (um pormenor: ele faz anos no final de novembro).

"Mamã, para os meus anos quéio um carro, um boneco da Star Wars, um jogo..."

"Ó filho, isso é muita coisa. Não tenho dinheiro para isso tudo. Fazes assim, pedes uma coisa à mãe,  outra aos avós, outra ao pai..." - respondi-lhe.

"Não. Quéio que sejas tu. Mas então pode ser um jogo, um carro e um boeco da Star Wars."

segunda-feira, 7 de maio de 2018

A carta (de amor) que me fez chorar


"Isto é um texto único e especial, para uma pessoa única e espcial: a minha mãe. A melhor mãe do mundo. Dá-me beijos e abraços, tem cabelo louro, pele branca, olhos verdes e ela é tudo para mim.
As mães são pessoas especiais que só querem saber da nossa saúde.
A minha mãe tem um dom. Ser super especial."


O Gonçalo escreveu-me este texto para o Dia da Mãe e, eu sei que sou suspeita, mas é a coisa mais deliciosa do mundo.

Fiquei super comovida quando o li e naquele momento acreditei que por mais dúvidas que tenha em relação ao meu desempenho enquanto mãe, alguma coisa bem feita devo estar a fazer para merecer estas palavras :)

<3

quarta-feira, 2 de maio de 2018

O melhor dos "dates"!

Há que tempos que o Gonçalo me andava a pedir para passarmos um tempo só os dois. Não é fácil consegui-lo, mas ontem foi o dia. Deixei o Francisco nos meus pais e lá fomos nós ter um "date" :)

Almoçámos, num restaurante escolhido por ele (o que vale é que ainda é de gostos simples :)), fomos ao parque, demos um passeio e terminámos com uma sessão de cinema!

Não é só a ele que faz falta estar só comigo. Para mim também sabe muito bem estar um pouco a sós com um e com outro (ainda que tenha que confessar que quando estou com um deles, há uma parte de mim que fica com um certo sentimento de culpa por não estar com o outro). Mas é bom. Muito bom.

Seja como for, não há "dates" melhores que estes, em que estamos um para o outro a 100%!


terça-feira, 1 de maio de 2018

A magia do ballet


Desde que soube que este ballet iria atuar em Portugal, que fiquei em pulgas para o ver. Adoro ballet e a capacidade única que esta dança tem para despertar em mim as emoções mais intensas e puras.

Cheguei a pensar que iria acabar por não ir, mas acho que estava destinado a que fosse. E ainda bem.

Não deve haver dança mais poética, mais mágica, mais intensa, mais emocionante que o ballet. A delicadeza dos movimentos, a sua graciosidade combinada com a grandiosidade das músicas... tudo isto faz desta uma dança ímpar.

O ballet clássico é uma dança romântica (pelo menos é assim que a vejo), e talvez por isso acabe sempre por me deliciar com tudo. Além disso, o ballet tem a capacidade de me fazer sonhar!

Ontem, fiz mais um "check" na minha lista e apaixonei-me ainda mais pelo ballet!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Brincadeiras de domingo

Eles adoram pintar com aguarelas. Entretêm-se minutos largos e, muito importante para mim, é uma excelente forma de os manter sossegados e calados. É claro que também se pintam a eles e a tudo o que está à volta, mas esta tinta são facilmente e o "preço a pagar" compensa ;)


Há que inovar!

Acordar cansada num domingo é altamente irritante, mas normal quando não se dorme convenientemente há cerca de uma semana. E era assim que me sentia ontem: cansada. Contudo, e porque parece que as crianças são imunes a estas mariquices, há que ir às reservas  para os entreter, mesmo que procuremos fazer atividades que exijam o mínimo de nós.

Depois de termos visto um filme, ouvido e cantado músicas infantis tradicionais portuguesas e pintado, o ponto alto do dia foi o piquenique que fizemos na sala, a pedido deles. 

Eles vestiram os pijamas (para parecer uma festa de pijama), pusemos uma toalha no chão e compusemos o "manjar" com pão caseiro, pão-de-ló de laranja, compotas, leite para eles e café para mim.

Uma delícia! :)

É claro que fiquei com a sala cheia de migalhas, mas não é por aí. A verdade é que é preciso muito pouco para os fazermos felizes e há que "jogar" com isso.




Os dois críticos lá de casa aprovaram o manjar :)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Quem é que resiste?


Combinei um café com um amigo que não via há mais de 10 anos e ele trouxe-me aquele que, na altura, era o meu chocolate preferido: o Bounty. Achei super fofo da parte dele e, por isso, não lhe consegui dizer que, de há 10 anos a esta parte, tinha enjoado aquele chocolate. Não consegui mesmo. Por isso, para não lhe fazer a desfeita, comi o chocolate.

 Resultado? Não, não voltou a ser o meu chocolate preferido, mas descobri que já não me enjoa e por isso posso comê-lo mais vezes :)

Ser gulosa é duro :P


Promessas!

E pergunta-me o Gonçalo, todo cheio de garra e de intenção:

"Mãe, no fim-de-semana posso ser eu e o Francisco a limpar a casa?"

(Agora é torcer para que a vontade se mantenha até ele ter idade para ajudar sem atrapalhar. Ainda assim, e para ele ficar contente, disse-lhe que sim :))

Simplesmente lindo ❤

"Se um homem soubesse o poder que seu abraço tem ao acolher uma mulher, a segurança que ela sente, todas as coisas boas que passam em sua mente, o quanto ela se entrega. Se ele desconfiasse que naquele momento ele a tem inteira, completa, repleta de uma felicidade extrema. Será que ele se manteria ali por mais alguns segundos? Será que ele entenderia que essa coisa tão simples, tão gratuita, de entre muitas coisas no mundo, é o que gente mais precisa, é o que nos abriga, é o que dá paz ao nosso sono?"


Cáh Morandi

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