quarta-feira, 19 de abril de 2017

Mais uma voltinha

Hoje, lá começou mais um período de aulas. Lá foi o Gonçalo, com lápis de cor e de cera novos, lápis de carvão e borracha novinhos em folha... enfim... este deve ser o 7º kit de material novo que ele leva desde que as aulas começaram, no final de setembro.

E dizia uma mãe na reunião da final do segundo período, muito chateada: "Já por uma três vezes que troquei todo o material da minha filha!". E sim, eu confesso que senti alguma inveja :P Mas logo a seguir senti algum conforto quando a professora lhe respondeu a sorrir: "Se foram só três, é porque ela é muito organizada!".

terça-feira, 18 de abril de 2017

Basicamente é isto!

Podia dizer tanta coisa que já foi dita e escrita sobre este assunto! Que os pais que optam por não vacinar os filhos estão a ser negligentes e irresponsáveis, que isto e que aquilo... mas não vale a pena, porque esta imagem diz tudo :)

In New Yorker

domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa que é páscoa....

... tem que ter caça aos ovos, mesmo que seja indoor ☺ (e, no final, vem a melhor parte: comê-los!!!)

sábado, 15 de abril de 2017

Já tinha saudades disto

Apesar de ainda ter de adormecer o Francisco, ele gosta que seja na caminha dele. Já há muito que dispensa o meu colo. Mas hoje, ele estava tão molinho, que fez uma bela soneca ao meu colo. E eu adorei... mesmo que durante aqueles cerca de 45 minutos não tenha conseguido fazer nadinha ☺ mas valeu bem a pena! O meu bebé... nos meus braços. Há lá coisa melhor?!
Seja na cama ou ao colo, há uma coisa que ele não dispensa: que lhe dê a mão 😊 manias!!!

Nostalgia e epifania

Deve ter sido dos filmes que mais vezes vi em criança. E talvez na vida. Adorava tudo no "Annie". Sobretudo a alegria e fé da personagem principal, que dava nome ao filme, uma menina órfã, que nunca perdeu a esperança de que um dia os pais a fossem buscar... apesar de ter sido abandonada. Ela arranjava sempre forma de ver o lado melhor das situações... apesar da sua vida ter pouco ou nada de positivo.

Esbarrei com o filme no Hollywood e não resisti em vê-lo uma vez mais. E logo no início, a música do genérico diz tudo...

When I'm stuck with a day that's grey and lonely
I just stick up my chin and grin and say,

The sun will come out tomorrow
So you gotta hang on
'til tomorrow, come what may!

Tomorrow, tomorrow, I love ya, tomorrow
You're always a day away!


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Como é que nunca me cruzei com este poema?

Um colega apresentou-mo hoje e eu adorei. Que poema lindo! Obrigada V. :)


Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

quarta-feira, 12 de abril de 2017

So true!!!

"Pain is inevitable. Suffering is opcional."

Haruki Murakami

(Cada vez gosto mais deste autor!!)


terça-feira, 11 de abril de 2017

Se é assim!!!

Isto já se passou há uma semana, no último dia de aulas.

Estávamos à mesa e o Gonçalo estava a contar-me, todo contente, que tinha tido "Muito Bom" a Matemática e a Português, e "Bom" a Estudo do Meio.

Naturalmente, felicitei-o, mas como na semana anterior tinha vindo um recado para casa, da professora, a pedir para falarmos com ele porque ele tinha falado muito e prejudicado o funcionamento da aula, disse-lhe:

"Fico super orgulhosa de ti, amor. Muitos parabéns! Mas olha, não são só as boas notas que contam. Tão importante quanto as notas é o teu comportamento na aula. Tens de estar atento, não falar e fazer o que a professora manda, está bem?"

"Sim, mãe." - respondeu-me ele - "Eu sei. E só para saberes, hoje a professora não me disse nem uma única vez "Cala-te Gonçalo!"

Custa (sempre) tanto!

Depois de ter estado cinco dias de férias e no mimo do pai e avós, hoje o Francisco lá teve de regressar à escolinha. Fui eu lá levá-lo e assim que estacionei o carro e o tirei da cadeirinha, ele agarrou-se ao meu pescoço, com pouca vontade de me largar (e eu com nenhuma vontade que ele me largasse).

Já estão a ver o filme, não é?

Ele ficou a chorar, com aquele beicinho fofo de quem está sentido comigo por o estar a "abandonar", e eu fiquei com o coração pequenino por ter de o deixar assim :(

(Resumindo, estou desejosa que chegue logo à noite para voltar a estar com eles. Estou longe de ter matado as saudades destes cinco dias. Muito longe!!!)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma explosão de amor

Foram 5 dias e 5 noites!!! Foram estes os dias que eu estive sem eles. Sem os meus pequeninos.

O Marco foi com o Francisco e com o Gonçalo para o norte, para umas mini-férias, e eu fiquei cá, com o coração apertadinho e despedaçado. Nunca me vou esquecer do vazio que senti quando os deixei no carro.

Nunca tinha ficado tanto tempo sem eles e confesso que me chegou a doer fisicamente. Por tudo. Pela saudade antecipada, pela preocupação...

Com o passar dos dias a saudade intensificou, mas a preocupação esmoreceu. Falava com eles todos os dias e percebia que eles estavam ótimos e isso permitia, pelo menos, que o meu coração serenasse um pouco.

Nestes dias em que estive sem eles consegui ter a casa sempre arrumada, vi os canais de televisão que quis, no fim-de-semana dormi até não conseguir mais, fiz coisas que não fazia há séculos (como ir à praia e conseguir estar deitada, descansada e a ler)... enfim... não fosse eu estar a trabalhar, e até poderia parecer que estive de férias. E esta parte foi boa. Mentiria com todos os dentes se dissesse que não foi. Mas a verdade é tão simples quanto isto: isto só foi bom porque sabia que em breve ia voltar a ter os meus pequeninos nos meus braços. Porque eles compensam tudo. Compensam ter a casa desarrumada, a falta de tempo para as minhas coisas, as noites mal dormidas...

Eles chegaram hoje, ao final da tarde, e tenho que admitir que já não estava a aguentar mais com tantas saudades. 

Quando os vi pareceram-me mais crescidos e mais bonitos que nunca. Agarrei-os com força e, por mim, tinha ficado assim por horas. 

Naquele momento, senti que os amava mais que nunca e senti que o meu coração estava prestes a rebentar de tanto amor!

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