quinta-feira, 23 de abril de 2015

Olha nós aqui!

Estamos na Cosmopolitan deste mês! Que orgulho :)


A sorte de ser o mais novo


Há vantagens em ser o irmão mais velho. Sem dúvida!

Acho que os primogénitos são sempre olhados pela família com aquela magia no olhar, não querendo com isto dizer que haja mais amor por eles do que pelos mais novos.

No entanto, e apesar disto, acredito que o mais novo tem a vida muito mais facilitada e é beneficiado em muita coisa, sobretudo se a diferença de idades não for muita. Pelo menos sinto isso aqui em casa, o que faz com que muitas vezes até me sinta triste pelo Gonçalo.

O mais flagrante - pelo menos aqui em casa, repito - é a minha postura muito menos ansiosa e descomplicada. Quando o Francisco berra, por exemplo (e atenção que eu não disse "chora"), lido com isso com normalidade. Com o Gonçalo ficava com os nervos à flor da pele e de certeza que ele sentia isso. Queria tanto perceber o que se passava e acalmá-lo, que só fazia pior.

Por outro lado, agora não complico o que não tem de ser complicado.

Sou também muito mais paciente e interpreto muito melhor cada choro do Francisco; coisa que com o Gonçalo nunca aconteceu muito bem.

Isto tudo deixa-me feliz pelo Francisco, mas triste pelo Gonçalo.

O Francisco é um bebé calminho e super bem-disposto.

O Gonçalo era muito mais chorão, mas apesar de não ser todos sorrisos como é hoje o Francisco, também era bem disposto. Mas é uma criança um bocado nervosa e está muito teimoso.  Não deixo de me questionar se a culpa não será minha e do pai. Pela ansiedade que provavelmente lhe passámos. Mesmo quando tudo o que queríamos era protegê-lo de tudo de mau e dar-lhe todo o nosso amor. Um amor novo, que nunca tínhamos sentido antes e que não cabia dentro de nós.

Resumindo, sinto que estou a usufruir muito mais do Francisco. Por não ter, a toda a hora, o tal nervosismo e ansiedade na equação.

Quanto ao amor que sentimos por um e outro... esse é igual. Sem tirar nem pôr. É forte, avassalador e esmagador. Não há diferença nenhuma! Quanto muito chegou-nos de formas diferentes, mas a intensidade, essa, tem a força do "Big Bang"!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Há coisas das quais não dispenso.

A vida ultrapassa-nos. Os dias passam cada vez mais rápido, fazemos tudo a correr, o tempo passa a voar... Acordamos já com pressa, engolimos a comida sem mastigar e durante o dia mantemos este registo, até chegar à noite.

Muitas vezes, no meio desta lufa-lufa, ainda consigo brincar com o Gonçalinho, mas noutros dias já não consigo.

No entanto, há uma coisa que não pode falhar: a história antes de dormir.

Todos os dias lhe lemos uma história. Um dia eu e noutro dia o Marco. E quando é o meu dia, mesmo que esteja com mil coisas para fazer, faço questão de lhe ler a história. Mesmo que seja pequenina.

Gosto de estar ali, sentada no chão ao lado da caminha dele, a ler-lhe um livro enquanto ele olha para as páginas com os olhinhos esbugalhados... mesmo que já tenha ouvido a história dezenas de vezes, mostra-se sempre interessado e atento (o que nele não é normal!).

Acredito que este será um daqueles momentos que ele vai recordar com saudade e carinho. Pelo menos assim o espero. Já eu... eu vou recordá-los assim com certeza!

Eu chamo a isto esquizofrenia!

O Francisco anda a habituar-se muito mal. Só quer é colo e isso faz com que não consiga fazer nada em casa. Não é que não goste de o ter ao colo, porque na verdade adoro, mas primeiro há coisas que não consigo mesmo fazer com ele ao colo, segundo, ando aflita das costas, ombros e pescoço, terceiro, tenho receio que depois ele sofra quando for para a escolinha, porque lá é que não vão poder andar com ele sempre ao colo.

Resumindo, andamos a tentar que ele se desabitue um pouco disso, mas não está a ser fácil. Primeiro, porque por ser tão calminho, mal o vejo a chorar e a fazer aquele beicinho fofo, não consigo resistir muito tempo. E depois, porque quando ele até se está a entreter sozinho, eu olho para ele e tenho de me agarrar para não pegar nele ao colo e enchê-lo de beijos e apertá-lo. Às vezes até me consigo conter, outras nem por isso.

Podia ter-lhe calhado uma mãe mais equilibrada, coitado :P

CONSULTÓRIO: Novidades sobre a preparação para o parto!

(texto escrito pela Enfª Susana Carvalho de Oliveira, da vounascer.com)



A preparação para o parto teve origem nos finais dos anos 70, sensivelmente na mesma altura em que se deu o grande movimento de emancipação feminina. Coincidindo com a passagem do parto do domínio domiciliar para o domínio hospitalar.

Observa-se, então, na sociedade, um fenómeno interessante: a gravidez, o parto e o puerpério (pós-parto), que antes pertenciam ao contexto doméstico, já que os nascimentos se davam em casa com o apoio de parteiras e curiosas, passam a acontecer no hospital à porta fechada. A célula familiar fica reduzida a pais e filhos, as famílias deixam de ter avós, tios e primos a viver na mesma casa, além de que os avós trabalham até tarde, havendo escassas fontes de suporte a quem escolhe ser pai/mãe.

Toda esta conjectura contribuiu para que a familia se sentisse menos apoiada em relação quer à gravidez quer aos cuidados ao recém nascido. Este fenómeno impulsionou o aparecimento de cursos de preparação para o parto, para o nascimento e, mais recentemente, para a parentalidade (no VouNascer gostamos de lhe chamar Criação de uma Nova Consciência Parental).

Nos dias que correm a sociedade é extremamente exigente com os jovens adultos e adultos, existindo uma pressão social constante por um emprego, uma posição no trabalho, condições habitacionais melhores ou até mesmo uma estabilização financeira. Mas onde sobra tempo para aprender a ser mãe e a ser pai? Será que é um acto instintivo, e quando vir o seu bebé nasce uma capacidade que até aí não possuía?

A verdade é que não sobra tempo e também não é um acto instintivo. Existem de facto algumas capacidades que se adquirem quase de forma intuitiva, mas na realidade  o ser humano adquire o seu conhecimento pela aprendizagem e pela experiência, ou seja, ou tentamos várias vezes ou adquirimos conhecimentos e aí a nossa tarefa encontra-se bastante mais facilitada.

A experiência e a aprendizagem que temos daquilo que é ser mãe e ser pai cinge-se à nossa própria experiência de sermos filhos, irmãos, sobrinhos ou netos e à observação que fizémos, durante o nosso desenvolvimento, das relações humanas. Quando somos deparados com o nosso próprio papel enquanto pais, entramos numa esfera muito intimista e pessoal, onde cada casal tem as suas próprias expectativas.
No VouNascer reconhecemos estas especificidades tão próprias desta fase especial da vida de um casal/família e o desenvolvimento desta nova Consciência Parental que acreditamos só deve ser trabalhada com cada casal individualmente no seu próprio espaço: a sua casa.

Desta forma, quando falamos na preparação do quarto do bebé, por exemplo, não estamos simplesmente a fazer uma exposição teórica, estamos de facto a ver consigo o que resulta melhor tendo em conta o seu espaço e o seu estilo de vida, ajudando a montar e a tornar o espaço do seu bebé o mais funcional e agradável possível. Quando falamos de trabalho de parto estamos consigo a simular a analgesia epidural, as hipóteses de posições durante o trabalho de parto, ao mesmo tempo que lhe demonstramos técnicas que podem ser benéficas para o avançar do trabalho de parto e para o seu bem-estar e do seu bebé.

O curso VouNascer, bem como todos os outros serviços, adapta-se aos pais, ao invés de serem os pais a adaparem-se ao curso.
Damos uma grande relevância àquela que vai ser a pessoa significativa durante o processo parental, e uma vez que cada sessão é combinada consoante a disponibilidade do casal, se este o desejar pode incluir os avós, padrinhos ou amigos para participarem na sessão consigo.

É díficil explicar em tão poucas linhas aquele que é o trabalho do VouNascer, mas quem experimenta fica fã. Não só pela equipa multidisciplinar com largos anos de experiência na área e com total disponibilidade para dar resposta a qualquer situação, mas também pelos artigos do site, sempre actuais e com base nos últimos estudos científicos e, o mais importante, pelo trabalho diferenciador e individualizado que consegue proporcionar às famílias que nos procuram, tanto na área de obstetrícia, como ginecologia e pediatria.


Somos uma equipa de profissionais de saúde com altos padrões de qualidade e excelência, a trabalhar no terreno, que se juntou a pensar especialmente em si e no seu bebé!

Aqui está uma grande e importante verdade!

Se interiorizássemos isto, aprenderíamos a viver mais o presente e a ser mais felizes!


Não aprendo!

Quando é que vou aprender que deitar-me tarde, quando sei que tenho de me levantar cedo e que tenho de acordar muitas vezes durante a noite, é parvo?

Devo estar à espera de não conseguir dizer o meu nome para perceber que tenho mesmo de descansar!!!

Prometo que vou tentar ser mais disciplinada e tentar fazer em 17 horas (as restantes a ver se as passo na cama) o que preciso de fazer (mesmo sabendo que, na verdade, 17 horas não chegam!)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Até quando durará esta sinceridade ingénua?

"Gonçalo, esqueci-me de te fazer sopa." - digo-lhe, super chateada comigo.

"BOA!!!"

"Não sei porque é que estás todo contente! Não és tu que andas com a mania de que queres ter músculo e ser saudável? Olha que a sopa ajuda muito a que consigas as duas coisas."

"Ahhh. Então quéio sopa."

"Só tenho ali aquela sopa de feijão." [uma com feijão, couve e coisas que tais, sem serem passadas]

"Essa não!" - respondeu-me enjoado.

"Mas porquê?" - perguntei-lhe, à espera de alguma boa resposta.

"Puque tenho de mastigái."

Como é que se chega a este ponto?

Estou sempre a desejar um tempo para relaxar e descansar o corpo e a cabeça, mas hoje cheguei à conclusão que não sei não fazer nada.

Tinha a inspeção do carro marcada para uma hora mas adiantei-me bastante. Para fazer tempo fui a um café comer qualquer coisa e como estava um solinho bom fui para a esplanada. Estava sem bateria no telemóvel, sem livro ou jornal para ler e foi então que, apercebendo-me disto, me senti assim meia que despida e perdida.

Não é ridículo?

"Então e o que é que eu faço agora?" - questionei-me.

Eu, que preciso e desejo tantas vezes parar, afinal descobri que já nem sei bem como é que isso se faz. Acho mesmo que só conseguiria lidar bem com a situação se estivesse numa toalha, deitadinha na praia. E mesmo assim...

Tenho de treinar esta "arte", está visto :)


A Lei de Murphy para as mães! lolol



E no final de contas, a única que realmente interessa é a 10 :)



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