Andamos o ano inteiro a maldizer as rotinas. A querer
sair delas. Fazemo-lo numa tentativa de fugirmos do lado mais chato da nossa
realidade: das contas para pagar; dos deadlines para tudo e mais alguma coisa; das listas de TO DO´s (que nunca acabam); do lufa-lufa e do vai e vem entre
casa-escola-trabalho-escola-casa; das compras domésticas; da dor de cabeça que
é ter imaginação para fazer refeições variadas, saudáveis e nutritivas para nós
e para os nossos filhos… Uma canseira!
Quando as férias estão à porta, sentimos aquela
excitação quase adolescente, parecendo nós que estamos prestes a realizar
um sonho de vida. Elas chegam, nós entramos nelas e lambuzamo-nos com tudo de bom que
elas nos oferecem: as maravilhas de não ter horários para nada; poder acordar sem
despertador; fazer programas familiares sem stresses nem preocupações; aproveitar o sol, o calor e a praia (pelo menos no verão); pôr a leitura em dia; beber um copo de
vinho depois de jantar com o sentimento de quem está mais leve (não de corpo,
mas de cabeça)… estar de férias é um luxo para a alma e para o corpo e
não há quem não goste.
No entanto, na hora de voltar às rotinas, é inevitável
sentir uma espécie de paz inexplicável e apaziguadora. Por mais que desdenhemos das rotinas, todos queremos ter rotinas para as quais voltar!

































