… é depois ter o privilégio de as poder quebrar.
A maior parte das vezes fala-se no conceito de rotina como sendo algo depreciativo, mas eu devo confessar que conforta-me ter algumas.
Acho bom sinal saber com o que contar e acho positivo saber, dentro do possível, qual o passo seguinte. Ainda assim, não deixo de adorar quando a rotina se quebra. Quando algo de inesperado, e de bom, acontece. Quando o que era para ser de uma maneira sai de outra, com um sabor igualmente bom ou melhor. Basta dizer que adoro surpresas!
Nas férias, uma das coisas de que mais gosto é exatamente ter o privilégio de quebrar a rotina. Não ter horários para nada… ou pelo menos não ter a preocupação de os ter ou seguir. Sabe-me bem acordar sem despertador, ir à praia (se nos apetecer), almoçar quando estivermos despachados, fazer uma sesta (se assim quisermos), jantar a horas mais tardias e deitarmo-nos quando o corpo o pedir. Adoro! Mas volto a dizer: o melhor das rotinas é podermos quebrá-las e, para isso, temos de as ter (e a mim conforta-me tê-las)…. já para não falar no facto de que quebrar com a rotina consegue ter um efeito regenerador inacreditável!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
domingo, 10 de agosto de 2014
Isto das férias é bom, porque é e não é pouco, mas...
Estou de férias desde terça. Tenho estado com os meus pais. Vim mais cedo do que era suposto porque entre estar sozinha, grávida, com o pestinha - o Marco foi para o Sudoeste em trabalho - e vir de férias uns dias antes e juntar-me aos meus pais, obviamente que preferi a segunda hipótese.
Realmente é outra coisa. Os meus pais desdobram-se para me pouparem e mais não podiam fazer, mas mesmo assim o Gonçalo consegue cansar-me.
Coitadinho! Graças a Deus que este meu filho tem energia para dar e vender, e espero que assim continue, mas a verdade é que EU não a tenho, muito menos nesta fase do campeonato. De maneiras que mesmo em férias não deixo de me sentir cansada em determinadas alturas. Ontem de manhã, por exemplo, sentia-me exausta de tal maneira que até falar me custava. A sério!
Coitadinho! Graças a Deus que este meu filho tem energia para dar e vender, e espero que assim continue, mas a verdade é que EU não a tenho, muito menos nesta fase do campeonato. De maneiras que mesmo em férias não deixo de me sentir cansada em determinadas alturas. Ontem de manhã, por exemplo, sentia-me exausta de tal maneira que até falar me custava. A sério!
Hoje, sinto-me melhor. Dormi um bocadinho à tarde e acho que esta é a terapia. É o suficiente para aguentar mais uns 4 dias até me sentir outra vez de rastos.
Vejo estas sestas como uma espécie de missão num jogo de computador, missão essa que temos de levar avante caso queiramos ganhar vidas e passar mais alguns níveis. De certo modo é isto, não é?
Vejo estas sestas como uma espécie de missão num jogo de computador, missão essa que temos de levar avante caso queiramos ganhar vidas e passar mais alguns níveis. De certo modo é isto, não é?
Alerta aos pais!
As crianças veem outras crianças na praia com bisnagas de água.
As crianças pedem aos pais ou aos avós para comprarem uma igual.
Os pais e os avós pensam "porque não" e compram a dita cuja.
Os pais e os avós passam a andar em stress na praia, porque a criança é cabeça no ar e não tem destreza para apontar a bisnaga unicamente para eles, sendo provável que molhe outras pessoas que estejam ao pé.
Os pais e os avós arrependem-se, mas já é tarde… e a culpa é deles!
Em suma… não se metam neste filme!
A magia da maternidade no reino animal!
E porque domingo é o dia ideal para "faite-daivers", como diria o outro, eis um post fofinho, perfeito para este dia da semana, e que prova que a maternidade é sempre mágica <3
sábado, 9 de agosto de 2014
Não há volta a dar
As férias fazem-se, em grande parte, de comida. É essa a conclusão a que chego.
Seja nas refeições principais ou até mesmo nas secundárias, e nas inventadas, a verdade é que é inevitável haver um certo culto à volta da comida. Talvez por comermos com mais calma. Talvez porque a calma leve a que comamos com mais prazer. Talvez porque estes dois factores acabem, por sua vez, por nos abrir o apetite...
Seja porque motivo for, dou por mim a comer muito mais nas férias, sobretudo nas férias grandes (e olhem que não sou uma moça de muito alimento!). O verão e o calor trazem aqueles aperitivos irresistíveis e os doces parecem que chamam por nós com mais força.
Moral da história: nas férias temos duas hipóteses. Ou nos rendemos às evidências e comemos o que nos apetece (o que talvez também não seja o ideal) ou então fechamos um bocadinho a boca, para não acabarmos as férias com mais 5 quilos, mas deixamo-nos levar pelas coisas boas. O que não vale mesmo é fechar a boca na totalidade, pelo menos na minha humilde opinião. A vida é para ser vivida e se não nos permitirmos a pequenos prazeres de vez em quando, ela tem muito menos sabor.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Isto é que era!
Já me estou a ver no paradão da Marginal com uma traquitana destas. Ai estou, estou. Deve é ser caaaaro!
Coisas boas das férias #3
Ler. Ler com vontade, com prazer, sem pressa, com a inquietação de quem está a viver a história...
Há quem consiga sentir tudo isto em qualquer altura do ano, mas eu só o consigo sentir nas férias. Já lá vai o tempo em que não havia esta "limitação temporal"!
É que nas férias, mesmo quando ele não me deixa dormir à noite, porque obviamente que acontece (ele não muda só por estarmos de férias) a minha disponibilidade mental é outra. E é tão bom sentir o prazer de ler que cresceu comigo :)
Há quem consiga sentir tudo isto em qualquer altura do ano, mas eu só o consigo sentir nas férias. Já lá vai o tempo em que não havia esta "limitação temporal"!
É que nas férias, mesmo quando ele não me deixa dormir à noite, porque obviamente que acontece (ele não muda só por estarmos de férias) a minha disponibilidade mental é outra. E é tão bom sentir o prazer de ler que cresceu comigo :)
Quando uma mãe não precisa de mais nada!
Ontem, no espaço de uma hora, se tanto, o meu filho fez-me sentir que não precisava de mais nada neste mundo.
De uma das vezes, e sem mais nem menos, disse-me:
"Mamã, és muito bonita!"
… E da outra, já estávamos deitados, eu estava a fazer-lhe festinhas e ele olhou para mim e disse-me:
"És a mais fofa de todas!"
Aiiiiiiiii. Tanta baba que andou por aqui ;)
De uma das vezes, e sem mais nem menos, disse-me:
"Mamã, és muito bonita!"
… E da outra, já estávamos deitados, eu estava a fazer-lhe festinhas e ele olhou para mim e disse-me:
"És a mais fofa de todas!"
Aiiiiiiiii. Tanta baba que andou por aqui ;)
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Coisas boas das férias #2
Eu bem sabia que hoje não iria resistir a uma bela de uma bola de Berlim, caso ela passasse por mim. Contudo, não fui a única ;)
Lá em casa, agora somos 3
IMPLICAÇÕES DO NASCIMENTO DE UM FILHO NA DINÂMICA DO CASAL.
(texto escrito pela psicóloga clínica Liliana Branco)
Uma criança nasce, para os seus pais, ainda antes de existir para o mundo. É, contudo, com a confirmação da gravidez que se iniciam as mudanças na relação do casal. O casal deixa de existir apenas como marido e mulher e como filhos e passam a ser também pais. Estas alterações são mais pronunciadas aquando do nascimento do primeiro filho.
A vinda de uma criança implica a vivência de uma nova etapa do ciclo de vida da família, que trás consigo múltiplos desafios e irá afectar toda a família, exigindo uma reorganização em todo o sistema familiar.
Existem múltiplos casais que pensam que com o nascimento de uma criança os problemas conjugais e familiares ficam resolvidos. Contudo, muitas vezes, sucede o inverso e os conflitos e os problemas agudizam-se, pois as mudanças necessárias na dinâmica do casal são múltiplas e muitos não conseguem adaptar-se a elas.
Segundo alguns estudos que se debruçam sobre esta área, parece haver um decréscimo da satisfação do casal depois do nascimento de um bebé mas, apesar disso, alguns casais mantém-se unidos e felizes depois de serem pais. Importa, então, saber o que é que estes casais estão a fazer bem e porque é que tantas relações sofrem depois da chegada de uma criança.
Parece, de acordo com os mesmos estudos, que os conflitos entre o casal sofrem um aumento gradual depois do nascimento de um bebé, sendo que, existe uma erosão cumulativa ao longo do tempo. E o que fazem de diferente os casais que se mantêm felizes? Como é obvio têm conflitos, como todos os casais, mas conseguem lidar com o processo de tomada de decisão de modo mais assertivo, possuindo capacidades mais desenvolvidas de negociação, cooperação e respeito; mais do que ouvir, escutam-se, sem culpar o outro imediatamente e têm a capacidade de pedir desculpa e de reconhecer que o seu erro perante o outro.
A verdade é que, quase todos os casais têm aulas de preparação para o parto mas, quantos casais frequentam curso/aulas de preparação para os anos vindouros, para os desafios da paternidade e para aprender a transpor os obstáculos normativos do ciclo de vida da família e a vencer os desafios de criar e educar uma criança?
A divisão de tarefas e a gestão do tempo em família são também apontados pelos estudos supracitados como motivos frequentes de conflito no casal. A estes pode juntar-se um outro motivo de conflito que não é mais do que o reflexo do estado da relação: o sexo sendo que, nos primeiros dois anos, diminui a frequência com que os casais fazem amor, o que fica, muitas vezes, a dever-se à exaustão da mãe ou ao facto de esta se sentir pouco atraente no período do pós-parto, É importante que ambos sejam claros nos seus motivos e que escutem o outro,
(texto escrito pela psicóloga clínica Liliana Branco)
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| Foto encontrada no Pintrest. |
Uma criança nasce, para os seus pais, ainda antes de existir para o mundo. É, contudo, com a confirmação da gravidez que se iniciam as mudanças na relação do casal. O casal deixa de existir apenas como marido e mulher e como filhos e passam a ser também pais. Estas alterações são mais pronunciadas aquando do nascimento do primeiro filho.
A vinda de uma criança implica a vivência de uma nova etapa do ciclo de vida da família, que trás consigo múltiplos desafios e irá afectar toda a família, exigindo uma reorganização em todo o sistema familiar.
Existem múltiplos casais que pensam que com o nascimento de uma criança os problemas conjugais e familiares ficam resolvidos. Contudo, muitas vezes, sucede o inverso e os conflitos e os problemas agudizam-se, pois as mudanças necessárias na dinâmica do casal são múltiplas e muitos não conseguem adaptar-se a elas.
Segundo alguns estudos que se debruçam sobre esta área, parece haver um decréscimo da satisfação do casal depois do nascimento de um bebé mas, apesar disso, alguns casais mantém-se unidos e felizes depois de serem pais. Importa, então, saber o que é que estes casais estão a fazer bem e porque é que tantas relações sofrem depois da chegada de uma criança.
Parece, de acordo com os mesmos estudos, que os conflitos entre o casal sofrem um aumento gradual depois do nascimento de um bebé, sendo que, existe uma erosão cumulativa ao longo do tempo. E o que fazem de diferente os casais que se mantêm felizes? Como é obvio têm conflitos, como todos os casais, mas conseguem lidar com o processo de tomada de decisão de modo mais assertivo, possuindo capacidades mais desenvolvidas de negociação, cooperação e respeito; mais do que ouvir, escutam-se, sem culpar o outro imediatamente e têm a capacidade de pedir desculpa e de reconhecer que o seu erro perante o outro.
A verdade é que, quase todos os casais têm aulas de preparação para o parto mas, quantos casais frequentam curso/aulas de preparação para os anos vindouros, para os desafios da paternidade e para aprender a transpor os obstáculos normativos do ciclo de vida da família e a vencer os desafios de criar e educar uma criança?
A divisão de tarefas e a gestão do tempo em família são também apontados pelos estudos supracitados como motivos frequentes de conflito no casal. A estes pode juntar-se um outro motivo de conflito que não é mais do que o reflexo do estado da relação: o sexo sendo que, nos primeiros dois anos, diminui a frequência com que os casais fazem amor, o que fica, muitas vezes, a dever-se à exaustão da mãe ou ao facto de esta se sentir pouco atraente no período do pós-parto, É importante que ambos sejam claros nos seus motivos e que escutem o outro,
procurando soluções alternativas em que a proximidade do casal seja reforçada e
mostrem que se importam um com o outro.
O que podem, então, fazer os elementos do casal para cuidar do seu casamento e da sua relação?
- Explorem os assuntos que são fonte de discordância com o parceiro quando estiverem calmos, sem medo de trazer o assunto de volta. Se existirem mal entendidos, estes podem transformar-se em ressentimento;
- Evitem discutir à frente dos filhos;
- Tirem tempo para a relação: mesmo que não possam pagar a uma babysitter, dediquem dez minutos do vosso dia um ao outro, por exemplo , depois de deitarem as crianças;
- Façam uma lista das tarefas a dividir;
- Planifiquem momentos esporádicos em que possam estar sozinhos, sem o outro, e desfrutem desses momentos sem sentimento de culpa. Eles trarão “balões de oxigénio” que vão beneficiar a relação;
- Façam com que o vosso par se sinta incluído nos cuidados ao bebé, para que não se sinta à margem;
- Continuem a cativar-se mutuamente e inventem novas formas de o fazer, de modo a incluir o novo membro da família;
- Tomem as decisões em conjunto, explorem as diferentes alternativas possíveis e procurem debater os argumentos de cada, procurando alcançar um consenso;
- …
E não se esqueçam de que por se tornaram pais, não são pessoas diferentes, não deixaram de gostar das coisas que gostavam, nem de ser quem eram. Todas as coisas de que gostava no outro continuam lá, e todas as coisas de que gostavam menos também. Só têm que redescobri-las nesta nova realidade que é a de lá em casa, agora serem 3!
Liliana Branco
Psicóloga Clínica
Equipa Mindkiddo – Oficina de Psicologia
O que podem, então, fazer os elementos do casal para cuidar do seu casamento e da sua relação?
- Explorem os assuntos que são fonte de discordância com o parceiro quando estiverem calmos, sem medo de trazer o assunto de volta. Se existirem mal entendidos, estes podem transformar-se em ressentimento;
- Evitem discutir à frente dos filhos;
- Tirem tempo para a relação: mesmo que não possam pagar a uma babysitter, dediquem dez minutos do vosso dia um ao outro, por exemplo , depois de deitarem as crianças;
- Façam uma lista das tarefas a dividir;
- Planifiquem momentos esporádicos em que possam estar sozinhos, sem o outro, e desfrutem desses momentos sem sentimento de culpa. Eles trarão “balões de oxigénio” que vão beneficiar a relação;
- Façam com que o vosso par se sinta incluído nos cuidados ao bebé, para que não se sinta à margem;
- Continuem a cativar-se mutuamente e inventem novas formas de o fazer, de modo a incluir o novo membro da família;
- Tomem as decisões em conjunto, explorem as diferentes alternativas possíveis e procurem debater os argumentos de cada, procurando alcançar um consenso;
- …
E não se esqueçam de que por se tornaram pais, não são pessoas diferentes, não deixaram de gostar das coisas que gostavam, nem de ser quem eram. Todas as coisas de que gostava no outro continuam lá, e todas as coisas de que gostavam menos também. Só têm que redescobri-las nesta nova realidade que é a de lá em casa, agora serem 3!
Liliana Branco
Psicóloga Clínica
Equipa Mindkiddo – Oficina de Psicologia
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