As minhas hormonas andam ao rubro. Andam a deixar-me fora de mim, literalmente.
Sem ser logo no início da gravidez, não tenho sentido grandes alterações no meu estado de espírito, fora uma "coisinha" que se tem mantido constante: se alguém se armar em parvo comigo, for injusto ou anormal, tem resposta na certa, seja essa pessoa quem for. A minha diplomacia ficou perdida na pré-gravidez! Mas tem ficado por aqui, até há uns 3 ou 4 dias. Ultimamento, sinto-me impaciente, triste e feliz no mesmo minuto, nostálgica… um pavor!
Ontem, por exemplo, muito devido ao facto do Gonçalo não ter entrado em duas das três escolas púbicas onde o inscrevi, passei o dia triste e sem energia. Só me apetecia enfiar na cama e ficar lá até amanhã. E é claro que o cansaço não ajuda. Cansaço esse típico de grávida e ajudado pelas más noites que o Gonçalo me dá… SEMPRE! Hoje, estou bem melhor. Nem se compara. Pareço outra!
Seja como for, de todas as minhas alterações hormonais, a mais chata, a que me deixa de rastos emocionalmente, é a impaciência e a falta de energia. Porque isso reflete-se na minha relação com o Gonçalo.
Ele está numa fase linda. Ele está lindo. Eu olho para ele - adoro contemplá-lo nas mais variadas situações - e sei lá… Olho para a minha vida daqui a uns anos, se calhar apenas um ou dois, e tenho a certeza absoluta de que me vou lembrar dele a andar pela casa, com as suas perninhas lingrinhas, a barriga gordinha, aquela cara fofa que dói, aquele metro de gente e vou sentir uma saudade dilacerante.
Imediatamente tento antecipar essa saudade abrançando-o e dando-lhe mil beijos, mas a sensação de que não ando a aproveitar o tempo com ele como devia não me abandona. Eu tento. Tento brincar com ele, vou ao parque, mas sinto que é sempre pouco tempo e muitas vezes faço-o com sacrifício. E não é suposto. Qual é a lógica de estarmos a brincar com os nossos filhos com o sentimento de sacrifício em vez de estarmos "apenas" felizes por podermos viver estes momentos abençoados. Na verdade eu sinto-me feliz nestes momentos, e dou graças a Deus por poder vivê-los, mas… ando cansada. Sem disposição mental… e isso faz-me sentir tão culpada!
É verdade que já senti isto antes da gravidez. O problema é que agora é mais frequente e mais… incapacitante.
Espero que estas coisas chatas das hormonas passem rápido. Sinto muita vontade de passar tempo de qualidade com o meu pequenino. Também acho que preciso de férias. É certo que as preocupações se vão manter, mas sair da rotina sabe sempre bem e tem sempre um efeito regenerador.
Venham de lá essas férias!
terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Vai uma aposta de que ele não a vai conseguir comer toda?
Depois de ter comido o frango, as batatas fritas e a sopa como quem não come há três dias (ainda bem que não tínhamos visitas, porque iriam pensar que não damos comida ao rapaz), eis que ele se agarrou a esta "pequena" melancia com unhas, dentes, boca, mãos e tudo a que tinha direito ;)
P.S. Não a comeu toda, para o caso de se estarem a perguntar!
Acho que não fui suficientemente convincente
As manhãs são sempre complicadas. O Gonçalo não faz nada do que lhe pedimos à primeira, nem à segunda nem à terceira, e se por vezes acordamos com energia para levar as coisas na boa e até as contornarmos, outros dias há em que isso é tudo menos fácil de fazer.
Hoje, depois de lhe pedir tudo e mais alguma coisa umas 50 vezes, chateei-me e disse-lhe, com um tom de voz normal, mas afirmativo, que não lhe ia pedir mais vez nenhuma para ele se vir sentar ao pé de mim para lhe calçar os sapatos. Ia contar até três e ele já sabia o que acontecia se chegasse ao 3 (by the way, é uma palmada no rabo, que não dói nada, mas mesmo assim ele não gosta e a técnica da contagem comigo costuma resultar muito bem).
"1…2…" - comecei eu.
"Espéia mamã." - interrompe-me ele. "Só quando eu dichéi "já podes", tá bem?"
Pergunto-me: desde quando é que uma técnica infalível para que ele faça o que eu quero, se transformou num jogo?
Hoje, depois de lhe pedir tudo e mais alguma coisa umas 50 vezes, chateei-me e disse-lhe, com um tom de voz normal, mas afirmativo, que não lhe ia pedir mais vez nenhuma para ele se vir sentar ao pé de mim para lhe calçar os sapatos. Ia contar até três e ele já sabia o que acontecia se chegasse ao 3 (by the way, é uma palmada no rabo, que não dói nada, mas mesmo assim ele não gosta e a técnica da contagem comigo costuma resultar muito bem).
"1…2…" - comecei eu.
"Espéia mamã." - interrompe-me ele. "Só quando eu dichéi "já podes", tá bem?"
Pergunto-me: desde quando é que uma técnica infalível para que ele faça o que eu quero, se transformou num jogo?
Notícias do baby F.
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| Este é o Francisco, quase com 18 semanas e meia. Não sei se percebem na foto debaixo, mas depois dele ter estado a fazer do meu útero uma verdadeira pista de dança, e de estar a brincar com o cordão umbilical, pôs-se com as mãos atrás da cabeça, como quem está na praia a apanhar banhos de sol ;) Foi esta "foto" que mostrei ao Gonçalo. Eu sei! Não admira a reação dele, coitado :P |
Felizmente, os meus medos e paranóias revelaram-se aquilo que são - parvos - e ainda bem ;) O Francisco está ótimo, graças a Deus, e recomenda-se! Tem os órgãos todos no sítio e a desenvolverem como se quer, mexe-se imenso, as medidas também estão boas… enfim… por mais esta vez, respirei de alívio e recuperei parte do fôlego.
É fantástico, mágico mesmo, como é que um ser com apenas 18 cm e 240 e poucas gramas já está tão definido. Os bracinhos, as pernas, as mãos, os braços, a cabeça, os órgãos… Enquanto estava ali a derretida a ouvir o que o médico dizia enquanto olhava para o monitor, pensei que este é mesmo o milagre mais deslumbrante da vida!
Ahhh! E fiquei a saber que ao contrário do que pensava, não é à sexta-feira que inicio a contagem das semanas, mas sim às terças. Ou seja, amanhã entro já na 19ª semana, o que faz com que esteja praticamente a meio desta jornada!
A ver se esta semana vos mostro a evolução da minha barriga ;)
sábado, 5 de julho de 2014
Acho que o Gonçalo não gostou do irmão!
Ainda não vos disse como correu ontem a consulta, mas hei de contar. Este post é apenas para vos contar uma situação em particular relacionada com ela.
Eu e o Marco chegámos a casa e eu resolvi mostrar ao Gonçalo a foto que o obstetra tirou durante a ecografia. Apesar de lhe ter explicado que o mano não era mesmo assim e que aquilo não era uma fotografia como ele estava habituada, juro que tive a sensação que ele olhou para a foto com aquele ar de "ok, ninguém me avisou que o meu irmão ia ser um alien!"
Virou as costar, sem qualquer comentário (talvez para não ferir suscetibilidades… ou pelo choque) e continuou a brincar!
E ficámos assim!
Eu e o Marco chegámos a casa e eu resolvi mostrar ao Gonçalo a foto que o obstetra tirou durante a ecografia. Apesar de lhe ter explicado que o mano não era mesmo assim e que aquilo não era uma fotografia como ele estava habituada, juro que tive a sensação que ele olhou para a foto com aquele ar de "ok, ninguém me avisou que o meu irmão ia ser um alien!"
Virou as costar, sem qualquer comentário (talvez para não ferir suscetibilidades… ou pelo choque) e continuou a brincar!
E ficámos assim!
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O inconsciente é lixado!
Nunca fui de ter pesadelos. Aliás, lembro-me de ter tido um. Isto, antes de estar grávida desta segunda vez. Mas desde que estou grávida do Francisco já tive dois pesadelos daqueles à filme. Daqueles em que acordamos sobressaltados, com a respiração aceleradíssima e precisamos de uns minutos para percebermos o que se passou.
Estes dois pesadelos foram com o Gonçalo e o último foi esta noite. Acordei de tal maneira que fui ao quarto dele, abracei-o e fiquei ali um bom bocado. Deitada, abraçada a ele e a enchê-lo de beijos. Depois, fartei-me de chorar.
Hoje, durante o dia, tentei armar-me em psicóloga e analisar o que se passa comigo. Porque é que eu, que nunca fui pessoa de ter pesadelos, dei agora para isto? E porquê logo com o Gonçalo? É tão doloroso! Tão horrível! Sofro tanto!
Percebi, então, que nos dois pesadelos havia dois pontos em comum: as coisas aconteciam diante dos meus olhos e depois de o avisar para ter cuidado. E foi então que se fez luz!
A verdade é que me é cada mais claro que por mais que amemos os nossos filhos, façamos tudo para os protegermos, os tentemos afastar do que lhes possa fazer mal, nós não controlamos as coisas. E isto é um facto incontornável! Não somos Deus. Somos apenas mães, que os amamos perdidamente, mas o nosso amor não nos dá poderes divinos capazes de os protegermos de tudo.
Nos sonhos, a minha presença e os meus avisos e pedidos de nada serviram!
É a crescente perceção desta realidade que me inquieta o espírito e o enche de um sentimento de impotência tão grande, mas tão grande, que me esmaga. Por outro lado, exatamente por nunca ter querido pensar muito no assunto, o meu subconsciente deve-se estar a aproveitar disso!
É claro que continuarei a tentar proteger o meu filho, o avisarei dos perigos, mas sei que terei de fazer um esforço para, como diz uma tia minha, tentar por vezes pôr o coração ao lado. (Mas, sinceramente, e aqui para nós, não sei se algum dia o conseguirei fazer.)
Estes dois pesadelos foram com o Gonçalo e o último foi esta noite. Acordei de tal maneira que fui ao quarto dele, abracei-o e fiquei ali um bom bocado. Deitada, abraçada a ele e a enchê-lo de beijos. Depois, fartei-me de chorar.
Hoje, durante o dia, tentei armar-me em psicóloga e analisar o que se passa comigo. Porque é que eu, que nunca fui pessoa de ter pesadelos, dei agora para isto? E porquê logo com o Gonçalo? É tão doloroso! Tão horrível! Sofro tanto!
Percebi, então, que nos dois pesadelos havia dois pontos em comum: as coisas aconteciam diante dos meus olhos e depois de o avisar para ter cuidado. E foi então que se fez luz!
A verdade é que me é cada mais claro que por mais que amemos os nossos filhos, façamos tudo para os protegermos, os tentemos afastar do que lhes possa fazer mal, nós não controlamos as coisas. E isto é um facto incontornável! Não somos Deus. Somos apenas mães, que os amamos perdidamente, mas o nosso amor não nos dá poderes divinos capazes de os protegermos de tudo.
Nos sonhos, a minha presença e os meus avisos e pedidos de nada serviram!
É a crescente perceção desta realidade que me inquieta o espírito e o enche de um sentimento de impotência tão grande, mas tão grande, que me esmaga. Por outro lado, exatamente por nunca ter querido pensar muito no assunto, o meu subconsciente deve-se estar a aproveitar disso!
É claro que continuarei a tentar proteger o meu filho, o avisarei dos perigos, mas sei que terei de fazer um esforço para, como diz uma tia minha, tentar por vezes pôr o coração ao lado. (Mas, sinceramente, e aqui para nós, não sei se algum dia o conseguirei fazer.)
E agora, algo completamente diferente!
Para quem tem uma sala grande, fiquem a conhecer uma outra utilidade para as piscinas insufláveis :) Como estamos no verão, o que não faltam são modelos de todos os feitios à venda ;)
Já ganhei a manhã… falta ganhar a tarde.
Como já aqui partilhei, apesar de estar a ser acompanhada no particular, desta vez optei por ser seguida também no centro de saúde. Coisa que não fiz com o Gonçalo, mais por desconhecimento que por outra coisa.
Hoje de manhã lá fui à consulta no centro e pude ouvir o coraçãozinho do Francisco, forte como se quer.
Que som tão lindo, reconfortante e melodioso! <3 Já ganhei a manhã! Até parece que vim de lá com outra energia. A sério! :)
À tarde terei a consulta com o querido Dr. Fernando Cirurgião. Espero que ele só tenha coisinhas boas para me dizer :)
Hoje de manhã lá fui à consulta no centro e pude ouvir o coraçãozinho do Francisco, forte como se quer.
Que som tão lindo, reconfortante e melodioso! <3 Já ganhei a manhã! Até parece que vim de lá com outra energia. A sério! :)
À tarde terei a consulta com o querido Dr. Fernando Cirurgião. Espero que ele só tenha coisinhas boas para me dizer :)
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Uma frase bonita e aceitável... se for uma grávida a dizê-la!
À tarde, dei por mim a dizer isto toda melosa e a sorrir: "Hoje, ele já me deu uns pontapés. É tão bom!"
Logo a seguir dei-me conta do que disse e olhei à minha volta para ver se estava mais alguém ao pé. É que, quer dizer, quem não me conhece não percebe que estou grávida e isto descontextualizado não soa nada bem!
Logo a seguir dei-me conta do que disse e olhei à minha volta para ver se estava mais alguém ao pé. É que, quer dizer, quem não me conhece não percebe que estou grávida e isto descontextualizado não soa nada bem!
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