O conceito de mãe galinha – no sentido mais fundamentalista
do termo, entenda-se – é algo que me assusta. Não acho bom sê-lo; nem para a
mãe, nem para o filho. Considero doentio e pouco saudável. No entanto, temo que
me esteja a transformar numa!
Não sou daquele tipo de mães que quando está com outras
pessoas está sempre a falar nos filhos: no que eles fazem, comem, dizem, não
dizem, vestem, brincam, gostam, cantam… os temas das conversas que tenho com
terceiros são de acordo com a ocasião e com as pessoas com quem estou e,
sinceramente, não faço grande esforço para que assim seja. Naturalmente, e por
ter um filho, é normal que as pessoas perguntem por ele e que eu fale sobre ele
um pouco, mas também o faço com o meu trabalho, etc. Tudo depende do rumo da
conversa e do feedback das pessoas com quem estou. Acho que não há nada mais
chato e irritante do que estar consecutivamente a ouvir falar das respetivas
crianças, sobretudo num grupo onde haja elementos que não as têm.
Isto tudo para dizer que não é por aqui que acho que estou a
ir pelo caminho das “mães galinha”. Digo-o porque cada vez me custa mais “entregar”
o Gonçalinho aos cuidados de outras pessoas, mesmo que sejam os meus pais/
sogros. Na minha cabeça, há sempre uma justificação para que assim seja: quando
ele era bebezinho, deixá-lo parecia-me má ideia porque ele tinha uma série de
rotinas que tinham de ser seguidas; as quantidades de comida eram “aquelas”; a
forma como ele gostava de adormecer era “daquela maneira”; o biberon que ele
mais gostava era o “não sei quantos”; e mais uma série de outros pormenores. Mas
na altura pensei que era por ele ser bebé e que ia passar. Hoje, que tem quase
dois anos, continuo receosa, mas os medos são outros. Tenho medo que ele suba
cadeiras e se empoleire, ponha coisas nas tomadas (uma mania nova que surgiu de
um dia para o outro), tente alcançar as coisas que estão na bancada da cozinha
e no fogão, nomeadamente facas e tachos quentes (outra nova mania) e outros
perigos que tais, que por vezes quase me proporcionam monumentais ataques
cardíacos! Não dá para o deixar sozinho um segundo! Parece que aquela cabecinha
está sempre a inventar coisas, nenhuma delas segura para a sua integridade
física!
Posto isto, como é que é suposto eu ficar descansada?
Eu e o M. queríamos ir passar um fim-de-semana os dois, mas
não sei o que fazer… e se acontece alguma coisa (salvo seja)? É que eu já o
conheço e sei as manhas dele, já consigo ter "mil olhos" e mesmo assim sinto que me faltam mais alguns, mas isso sou
eu. Para ajudar à festa, o M. também partilha estes "sentimentos galinácios". Coitado do
miúdo! Não lhe bastava uma mãe galinha como também tem de levar com um pai galinha!
Ninguém merece!
Acho que temos de fazer terapia!

Eheheheheh! O que me ri com este post! Dêem-lhe espaço, tadinho! É bom para todos!
ResponderEliminar:) Eu sei e juro que vou tentar. Pela sanidade de todos. Mas penso que admitir já é bom sinal... espero eu :)
Eliminarprimeiro pensamento: coitada da tua nora...
ResponderEliminarsegundo pensamento: coitada da tua nora...
terceiro pensamento: o que vale é que somos todos diferentes. Talvez porque tenho mtos primos e sempre estive habituado ao relax dos meus pais, tios, avós, etc, acabo por fazer o mesmo aos meus, para gde consternação dos meus sogros:)... não criar rotinas em excesso, manhas dificeis de contornar, hábitos enraizados, sp foi meio caminho andado para conseguir dormir até às 11h no fds e poder deixá-lo nos avós qd me apetece descansar ou apanhar sol sem dramas com os horários... what a freat dad I am:)
ahahahah Não sejas mau. Além disso, tu não contas porque te calhou um anjo que quando era mais bebé só comia e dormia :P bjs
Eliminareu sou um negligente, eu sei, mas que é mto cómodo ter uma criança com dois anos, que se levanta da cama no fds e fica quietinha a ver a Casa do Mickey enquanto os pais dorme, lá isso é... e se quiseres realmente fazer terapia, vamos a isso:)
EliminarQual negligente?! São feitios :) bjs
EliminarOi Sofia, hoje descobri o teu blog! bem vinda à blogosfera ;-)
ResponderEliminarSubscrevo as tuas palavras! aqui em casa é igual ;-)... como é que uma pessoa pode estar descansada se daquelas cabecinhas só sai asneira?!? e no meu caso, como nem tenho familiares por perto, a pequena cria anda sempre a meu reboque! Sou o Anjo da Guarda de serviço :-)))
beijinhos cor de rosa*
Olá P. :) Obgda e muitos beijinhos.
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