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| Foto tirada por Rosa Vilas |
Ao longo dos tempos tem sido possível identificar no
meu grupo de amigas e conhecidas vários tipos de grávidas: as chill-out, que
passam a gravidez como se não estivessem grávidas (não porque não querem saber,
mas porque são mega descontraídas); as enciclopédias, que seguem a gravidez ao
minuto e acompanham a evolução do bebé recorrendo a várias pesquisas na
Internet e a centenas de livros; as stressadas, que estão sempre preocupadas em
fazer tudo como deve de ser e que descompensam com a chegada de uma ecografia
ou dos resultados dos exames; as pró, que já foram mãe antes e que encaram a
gravidez com uma sabedoria quase ancestral, apesar de estarem na casa dos 30; as
“bitch”, que ficam com mau feitio e com as hormonas todas desreguladas e que
usam constantemente a gravidez como desculpa para "levar tudo à frente"; as românticas,
que adoram estar grávidas e que por elas prolongavam a gravidez por vários anos,
etc, etc, etc. E também há as como eu, que variam entre vários destes estados,
só naquela de tornar a coisa ainda mais intensa (como se já não fosse o
suficiente)!
Seja como for, independentemente
do tipo de grávida que se é, quando uma mulher vive este estado de graça
transforma-se, por excelência, num ser poderoso. Supremo! Abençoado! Lembro-me
perfeitamente como me senti no primeiro segundo em que descobri que estava
grávida. Invadiu-me uma sensação de felicidade gigante, impossível de
reproduzir em palavras. O que senti foi tão intenso que só foi superado quando o
meu filhote nasceu. Quando estava grávida sentia-me um ser para lá de importante
e especial (e olhem que coisa que não sou é presunçosa!). Sentia-me assim… uma
espécie de José Mourinho! Nem mais nem menos.
Na minha cabeça, a partir daquele momento, eu seria capaz de tudo o que eu quisesse e tudo seria traduzido em vitórias. Dava por mim a andar na rua, no supermercado, ou onde quer que fosse, com um sorriso totalmente aparvalhado, e acho que de algum modo estava convencida que tinha escrito na testa: “Eu estou grávida e sou a maior!” e que por isso todos me iriam colocar num pedestal ou tratar-me como uma princesa (a mim e a todas as grávidas, claro). Eu sei que soa a ridículo, mas acho perfeitamente legítimo me ter sentido assim! Depois acordei… mas durante nove meses (37 semanas mal feitas, vá!), eu é que fui a “special one”... Só me faltavam mesmo os milhões no banco!
Na minha cabeça, a partir daquele momento, eu seria capaz de tudo o que eu quisesse e tudo seria traduzido em vitórias. Dava por mim a andar na rua, no supermercado, ou onde quer que fosse, com um sorriso totalmente aparvalhado, e acho que de algum modo estava convencida que tinha escrito na testa: “Eu estou grávida e sou a maior!” e que por isso todos me iriam colocar num pedestal ou tratar-me como uma princesa (a mim e a todas as grávidas, claro). Eu sei que soa a ridículo, mas acho perfeitamente legítimo me ter sentido assim! Depois acordei… mas durante nove meses (37 semanas mal feitas, vá!), eu é que fui a “special one”... Só me faltavam mesmo os milhões no banco!

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