quarta-feira, 27 de junho de 2012

Breath in… breath out…


O meu filho está naquela fase em que está constantemente a testar os limites da minha paciência. E nem dois anos tem, o pirralho.  Amo-o com todas as minhas forças, mas às vezes é TÃO difícil arranjar paciência. Minha nossa!!! Pergunto-me onde é que as crianças vão buscar certas coisas? Agora está com a mania de dizer que não e depois vira-me a cara! Como se tivesse voto na matéria! Juro que só me apetece bater-lhe. E às vezes leva um “tau-tau” na fralda, pois leva. É um ato psicológico, mas garanto-vos que ele percebe que estou zangada (antes tentava aquela coisa de me colocar no nível dele, olhos nos olhos, falar calmamente e mais não sei quê. Uma teoria muito gira que, deixem-me pensar quantas vezes funcionou com o meu filho? … deixa ver… mais um bocadinho… Ah, já sei. NUNCA!)

De qualquer modo, ele percebe bem a intenção do “tau-tau”. Acompanho o gesto com um tom de voz zangado, que não precisa de ser alto, mas às vezes é, e com cara de má. Quando chego a este ponto ele fica a olhar para mim com um ar como quem diz: “Uiii. Se calhar desta vez abusei mesmo da paciência dela. Agora vou estar sossegado, pôr a minha cara de anjo e esperar que lhe passe!”. A sério que parece que o raciocínio dele é este. Ele lá acalma uns minutos; os necessários para me derreter. Sim, porque eu também tenho o meu limite para manter o ar zangado… é que ele é tão fofinho!!! Lá estou eu. Veem??! Manipulador de uma figa!

Mas a verdade é que esta teimosia dele não é de agora. Ele começou assim por volta de um ano de idade. Na altura não lidei nada bem com a situação. Não sabia como agir e pensei que se ele estava a ter “aquele” comportamento, então eu devia estar a fazer alguma coisa errada no que dizia respeito à educação dele. Além disso, por um lado queria ralhar, mas por outro não queria abusar do “não”. Não lhe queria impor demasiados limites, porque a verdade é que ele é um bebé e é natural que queira mexer nos comandos quando nos vê a fazê-lo, por exemplo, ou fazer coisas que ele não percebe que não pode ou não deve fazer. No entanto, as coisas assim também não podiam continuar. Assim que pude falei com a pediatra e ela disse-me que era normalíssimo e acrescentou que a fase se ia manter por muito mais tempo. “Que bom”, pensei! Acrescentou que a partir daquele momento a palavra de ordem era “firmeza”. Que tínhamos de manter o “não” quando o usássemos, que neste caso não podíamos ceder e que o pai e a mãe teriam sempre de estar em sintonia. Se um diz não, o outro não pode dizer que sim.

Teorias à parte, a verdade é que na prática as coisas são bem mais complicadas. E quando ele tem uma crise de teimosia, dou por mim a pensar com os meus botões: “Vá Sofia, Breath in, Breath out, breath in, breath out… “. E ocorre-me sempre que, afinal, aqueles exercícios de respiração que nos ensinam para aplicarmos no trabalho de parto, também se vêm a revelar úteis depois de termos a criança!

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