O meu filho está naquela fase em que está constantemente a
testar os limites da minha paciência. E nem dois anos tem, o pirralho. Amo-o com todas as minhas forças, mas às vezes
é TÃO difícil arranjar paciência. Minha nossa!!! Pergunto-me onde é que as
crianças vão buscar certas coisas? Agora está com a mania de dizer que não e
depois vira-me a cara! Como se tivesse voto na matéria! Juro que só me apetece
bater-lhe. E às vezes leva um “tau-tau” na fralda, pois leva. É um ato psicológico,
mas garanto-vos que ele percebe que estou zangada (antes tentava aquela coisa de
me colocar no nível dele, olhos nos olhos, falar calmamente e mais não sei quê.
Uma teoria muito gira que, deixem-me pensar quantas vezes funcionou com o meu
filho? … deixa ver… mais um bocadinho… Ah, já sei. NUNCA!)
De qualquer modo, ele percebe bem a intenção do “tau-tau”. Acompanho
o gesto com um tom de voz zangado, que não precisa de ser alto, mas às vezes é,
e com cara de má. Quando chego a este ponto ele fica a olhar para mim com um ar
como quem diz: “Uiii. Se calhar desta vez abusei mesmo da paciência dela. Agora
vou estar sossegado, pôr a minha cara de anjo e esperar que lhe passe!”. A sério
que parece que o raciocínio dele é este. Ele lá acalma uns minutos; os necessários
para me derreter. Sim, porque eu também tenho o meu limite para manter o ar
zangado… é que ele é tão fofinho!!! Lá estou eu. Veem??! Manipulador de uma
figa!
Mas a verdade é que esta teimosia dele não é de agora. Ele começou
assim por volta de um ano de idade. Na altura não lidei nada bem com a situação.
Não sabia como agir e pensei que se ele estava a ter “aquele” comportamento, então
eu devia estar a fazer alguma coisa errada no que dizia respeito à educação
dele. Além disso, por um lado queria ralhar, mas por outro não queria abusar do
“não”. Não lhe queria impor demasiados limites, porque a verdade é que ele é um
bebé e é natural que queira mexer nos comandos quando nos vê a fazê-lo, por
exemplo, ou fazer coisas que ele não percebe que não pode ou não deve fazer. No
entanto, as coisas assim também não podiam continuar. Assim que pude falei com
a pediatra e ela disse-me que era normalíssimo e acrescentou que a fase se ia
manter por muito mais tempo. “Que bom”, pensei! Acrescentou que a partir
daquele momento a palavra de ordem era “firmeza”. Que tínhamos de manter o “não”
quando o usássemos, que neste caso não podíamos ceder e que o pai e a mãe
teriam sempre de estar em sintonia. Se um diz não, o outro não pode dizer que
sim.
Teorias à parte, a verdade é que na prática as coisas são
bem mais complicadas. E quando ele tem uma crise de teimosia, dou por mim a
pensar com os meus botões: “Vá Sofia, Breath in, Breath out, breath in, breath
out… “. E ocorre-me sempre que, afinal, aqueles exercícios de respiração que nos
ensinam para aplicarmos no trabalho de parto, também se vêm a revelar úteis
depois de termos a criança!
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