segunda-feira, 1 de maio de 2017

O amor que conta!

Estava a observar o Francisco e o Gonçalo e aconteceu-me o que acontece com frequência quando penso e olho para eles: fui invadida por uma enorme sensação de felicidade e gratidão.

Na vida há muita coisa que não corre como esperamos, há muita coisa que não conseguimos controlar, há muita coisa que nos deita abaixo,  muitas vezes sentimos que nos tiram o tapete, mas há coisas que estão nas nossas mãos e que são mais valiosas que tudo o resto... como o tipo de pais que somos.

Não posso dizer que não guardo remorsos por, de vez em quando (mais vezes do que gostaria), não sentir vontade, ou força, para brincar com os meus filhos. Às vezes também me irrito e grito e tenho menos paciência do que devia. No entanto, há uma coisa que eu sei e que me conforta: eu vivo muito intensamente e estou muito atenta ao crescimento deles.

Adoro dar-lhes colo, acompanhar o ritmo das suas descobertas... e mesmo que às vezes a energia deles me exaspere, dou graças a Deus por eles terem tanta vida e serem tão alegres. E peço-Lhe, em silêncio, que eles nunca mudem.

Cada abraço que lhes dou e eles me dão, cada beijo, cada sorriso, cada gargalhada... aqueles bracinhos à volta do meu pescoço, o "mamã" tantas vezes entoado com a voz mais meiga do mundo... é tudo isto que tento apreender, com a cabeça e com o coração, para que os doces momentos presentes se tornem nas minhas doces memórias futuras. E para que nunca, nunca, sinta que não aproveitei o crescimento dos meus filhos. 

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