Hoje, aproveitámos que estamos no Algarve e fomos lanchar a
casa de uma grande amiga. Ela vive há já alguns anos em Silves, mas por um ou
outro motivo só este ano é que nos encontrámos lá. Foi uma ótima pausa à rotina
habitual do verão. Não me lembraria de melhor!
| A A., eu e o Gonçalinho, em Silves. |
Nesta belíssima tarde, para além de ter tido tempo para
conversar, rir, passear e, claro, comer e comer (comi um bolo fantástico de
banana e chocolate), acabei por constatar que venho para o Algarve há 10 mil
anos e não conheço nada; Silves fica perto do local onde vou sempre e é
lindíssimo e é imperdoável que nunca tenha ido lá antes.
Outra coisa que constatei, é que ser mãe é incompatível com
formalidades. Quando cheguei a casa da A., a minha amiga, estava lá o namorado
dela, o P., que eu ia finalmente conhecer. Então e qual é a melhor forma de
conhecer alguém, qual é? Eu respondo. É entrar pela casa “adentro”, mal
cumprimentar as pessoas e dizer: “preciso urgentemente de mudar a fralda ao
Gonçalo porque ele está todo borrado!” Dito isto, corro para o quarto, mudo a
fralda e o segundo cartão de visita é deixar o quarto empestado com um fedor
inimaginável, ao ponto deles se terem visto obrigados a abrir a janela e
acender uma vela aromática!
E é isto. Mas sinceramente, não acho mal ter perdido o meu
lado híper-formal. Era-o por nada em especial, e muito menos por questões de
snobismo (era mesmo uma questão de educação; os meus pais ensinaram-me assim). No
entanto, desde que fui mãe que noto que mudei muito. Sinceramente, gosto mais.
Sinto-me muito mais descontraída.
Sem comentários:
Enviar um comentário