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| Foto Anne Geddes |
Durante parte da semana passada, e durante o fim-de-semana,
estive sozinha com o Gonçalo. Posso dizer que depois destes dias, se eu já
admirava, e muito, as minhas amigas que são mães solteiras, agora admiro ainda mais.
Fiquei esgotada e ninguém me tira da cabeça que esta exaustão contribuiu, pelo menos em parte, para ontem ter ficado doente, com umas dores de estômago brutais, sem conseguir comer e com febre.
Felizmente, o Marco chegou ontem, porque não sei como teria feito para ir buscar o G. à escola e tratar dele. Quer dizer, teria de o fazer e pronto, nem que fosse a rastejar. Eu só pensava como faria se ficasse pior e estivesse sozinha. O Gonçalo precisa de mim e, neste momento, não tenho ninguém para me ajudar. O peso de não podermos ficar doentes, apesar de não ser uma coisa propriamente voluntária, é gigante. E são estas coisas; pequenas coisas que me fazem olhar para as mães solteiras com o mais profundo respeito.
Fiquei esgotada e ninguém me tira da cabeça que esta exaustão contribuiu, pelo menos em parte, para ontem ter ficado doente, com umas dores de estômago brutais, sem conseguir comer e com febre.
Felizmente, o Marco chegou ontem, porque não sei como teria feito para ir buscar o G. à escola e tratar dele. Quer dizer, teria de o fazer e pronto, nem que fosse a rastejar. Eu só pensava como faria se ficasse pior e estivesse sozinha. O Gonçalo precisa de mim e, neste momento, não tenho ninguém para me ajudar. O peso de não podermos ficar doentes, apesar de não ser uma coisa propriamente voluntária, é gigante. E são estas coisas; pequenas coisas que me fazem olhar para as mães solteiras com o mais profundo respeito.
Moro num prédio sem elevador e o Gonçalinho ainda não desce ou sobe as escadas com uma destreza que me dê tranquilidade, o que faz com que
prefira levá-lo ao colo. Assim sendo, tive dias em que tinha de o levar a ele,
à mochilinha dele, à minha mala, ao meu computador (que pesa uma tonelada) e à minha lancheira (sim,
aderi à moda da lancheira há muitos e muitos anos).
Deparei-me com a situação ridícula
de não ter como levar o lixo para baixo, porque não só não tinha um terceiro
braço que me saísse da testa como, mesmo que tivesse, de certeza que já não teria
força para levar nem mais uma pena!
Outra situação com que me defrontei foi na festa de anos a que
fomos no sábado. Ao estar sozinha com ele, e uma vez que o Gonçalo ainda
precisa que estejamos em cima dele constantemente, não há aquela opção cómoda do dizer ao marido: “agora presta tu atenção enquanto
vou à casa de banho” ou, então, “vê-o lá tu agora para eu ir comer e beber
qualquer coisa”.
Ir às compras com ele é outra aventura. Tentei e não
gostei. Está na fase em que andar no carrinho do supermercado é muito giro, mas
só durante 5m. Depois quer ir para o chão, mas assim que lhe faço a vontade é
vê-lo fugir. O rapaz até parece que se multiplica! Que desgastante! Já para não falar que depois de fazer compras há
que carregá-las para casa. A elas, ao Gonçalo e a todo o arsenal que já referi.
E já vos disse que ele ainda bebe o “biberon da meia-noite”?
Ah pois é!
Posto isto, e porque estes são apenas alguns pequenos
exemplos do que vivi enquanto estive sozinha com o Gonçalinho, vergo-me respeitosamente,
em tom de homenagem, perante todas as mães solteiras que cuidam dos filhos com
um amor gigante e incondicional e com uma força sub-humana.

Este tinha-me escapado e diz-me tanto
ResponderEliminarEspero que tenha gostado :)
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