Hoje, sinto isto tudo e ao mesmo tempo estou com aquele travozinho a nostalgia e a saudosismo a moer-me a alma. Se bem que acho que isto já vem de ontem à noite, quando estava a contemplar o Gonçalinho, como faço centenas de vezes. Mais uma vez, constatei que ele está a crescer assustadoramente rápido. Eu sei que é bom. Ótimo. Que é muito bom sinal. Graças a Deus que é assim. Mas assusta ao mesmo tempo.
Ele está lindo e numa fase muito fofa (para ser sincera,
acho sempre que ele está numa fase fofa. Desde que nasceu). Agora quer falar e
imita tudo o que dizemos, mas atrapalha-se todo. Em vez de lhe saírem as
palavras certas, saem coisas que às vezes nos fazem ir às lágrimas de tanto rir.
Melhor é quando acompanha as palavras/frases com gestos e expressões faciais! É
o máximo!
Eu quero registar isto tudo, mas não consigo e isso deixa-me
triste e gera em mim um sentimento de aflição. Por mais que escreva sobre as
gracinhas dele, fotografe ou filme, a materialização dos momentos não é
possível de ser feita e isso chateia-me! Sei que os momentos ficam no meu
coração e não os esquecerei nunca, mas como é que registo o toque? Como é que
registo aqueles pedaços da minha vida em que ele está ao meu colo, encostado a
mim e em que consigo sentir claramente que eu sou tudo para ele? Como é que
registo a festinha que ele me dá com aquela mãozinha frágil? E o sorriso dele
quando me vê a chegar à escola para o ir buscar? E o “olá” doce com que me
saúda de manhã? E a gargalhada dele quando brincamos?...
Hoje, é daqueles dias em que o amor que sinto por ele não
cabe dentro de mim. Também é verdade que é assim desde que mo puseram nos
braços, mas há dias mais intensos que outros. Hoje, quase me sinto a sufocar por este amor!

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