segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aiii que este amor mata-me!



Segundas-feiras não são propriamente o meu dia da semana preferido. Sobretudo de manhã; à tarde já costumo estar mais fresca. Também não chego ao ponto de pôr a música “I don´t like Mondays” a tocar, mas não falta muito para chegar a este ponto. O que é facto é que às segundas sinto-me sempre mais cansada e enresinada (um termo muito cómico que uma amiga minha usa muito quando quer dizer que está com mau feitio e de mau humor J!).

Hoje, sinto isto tudo e ao mesmo tempo estou com aquele travozinho a nostalgia e a saudosismo a moer-me a alma. Se bem que acho que isto já vem de ontem à noite, quando estava a contemplar o Gonçalinho, como faço centenas de vezes. Mais uma vez, constatei que ele está a crescer assustadoramente rápido. Eu sei que é bom. Ótimo. Que é muito bom sinal. Graças a Deus que é assim. Mas assusta ao mesmo tempo.

Ele está lindo e numa fase muito fofa (para ser sincera, acho sempre que ele está numa fase fofa. Desde que nasceu). Agora quer falar e imita tudo o que dizemos, mas atrapalha-se todo. Em vez de lhe saírem as palavras certas, saem coisas que às vezes nos fazem ir às lágrimas de tanto rir. Melhor é quando acompanha as palavras/frases com gestos e expressões faciais! É o máximo!

Eu quero registar isto tudo, mas não consigo e isso deixa-me triste e gera em mim um sentimento de aflição. Por mais que escreva sobre as gracinhas dele, fotografe ou filme, a materialização dos momentos não é possível de ser feita e isso chateia-me! Sei que os momentos ficam no meu coração e não os esquecerei nunca, mas como é que registo o toque? Como é que registo aqueles pedaços da minha vida em que ele está ao meu colo, encostado a mim e em que consigo sentir claramente que eu sou tudo para ele? Como é que registo a festinha que ele me dá com aquela mãozinha frágil? E o sorriso dele quando me vê a chegar à escola para o ir buscar? E o “olá” doce com que me saúda de manhã? E a gargalhada dele quando brincamos?...

Hoje, é daqueles dias em que o amor que sinto por ele não cabe dentro de mim. Também é verdade que é assim desde que mo puseram nos braços, mas há dias mais intensos que outros. Hoje, quase me sinto a sufocar por este amor!

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