Não faltou nada que uma festa deve ter: música, bailarico,
animação, comes, bebes (sem álcool, claro) e excessos. Sobretudo de comida e de
correria. Aquilo é que foi um corrupio. Os miúdos andavam loucos de um lado
para o outro! Os pais tentavam acalmar um pouco os ânimos, mas volta que não
volta algum desabafava: “a ver se com esta agitação caem na cama e dormem a
noite toda!”. Com estas ou outras palavras, foram vários os pais que comentaram
o mesmo. E é aqui que digo: “Sim, sim… não queriam mais nada!”. Não sei se os
outros pais tiveram sorte, mas por cá a coisa não aconteceu como “idealizámos”.
Quando chegámos ele ainda estava num “excitex” tal que só adormeceu já passava
largamente das 22h (isto quando ele se costuma deitar lá para as 20h30). E pensam
vocês “ah, mas pelo menos dormiu a noite toda!”, ao que eu respondo, “Não, não
foi isso que aconteceu!”. Ele não só se deitou tardíssimo, como às 3 e pouco da
manhã eu já tinha contabilizado umas 10 vezes que me tinha levantado para ir
ter com ele. Ou porque chorava por causa de um sonho qualquer ou porque queria água
ou porque perdia a chucha... Não aguentei. Mandei as teorias para trás das
costas (às vezes faço isto) e às 4 e tal da manhã levei-o para a minha cama. Eu
sei que não é aconselhável pela maioria das pessoas e, na verdade, isto não é
uma coisa que faça com frequência, mas sou apologista que os pais devem ligar
mais à sua intuição que às teorias. Até porque muitas vezes quem tece as
teorias não tem conhecimento de causa (é muito fácil virem dizer que não se
deve levar os filhos para a cama, porque “que horror” e mais não sei quê, mas
depois vai-se a ver e são daqueles pais que têm filhos que regra geral dão boas
noites e dormem como “calhaus”. Ora, assim é fácil!”). O que vos digo é que precisava
de dormir e resultou. Além disso, de vez em quando sabe bem dormir com os meus
dois homens J!

Ser pai é duro muitas noites mal dormidas
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