quinta-feira, 31 de março de 2016

Tudo ou nada?

Hoje podia ser o tudo ou o nada.

Depois de muita espera, de muita angústia, de muita ansiedade, de muito nervosismo, de muita fé, chegou o veredicto.

Parece que foi o tudo!

Mas falta um "bocadinho assim" para que eu caia em mim e possa acreditar. Quando esse bocadinho cair, conto tudo :)

Não explicam!!!

O Gonçalo foi hoje ao Planetário com a escola. Ontem, a caminho de casa, estávamos a falar disso quando ele me perguntou o que era o Oceanário. Expliquei-lhe e depois acrescentei:

"Deve ser muito bonito. Eu gostava muito de ir lá, mas acho que não vou ser capaz."

"Puquê mamã?" - perguntou.

"Porque tenho claustrofobia." - respondi.

Antes que tivesse tempo de lhe explicar mais alguma coisa ele diz-me todo despachado:

"Então... vamos nouto dia!"

O meu campeão ;)


Que noite senhores!!!

Há muito tempo que não era brindada com uma noite como a de hoje.

Já não me bastava o facto do Francisco andar desregulado desde que mudou a hora - agora nunca adormece antes das 22h e tal, quando antes, o mais tardar às 21h30 já ele estava a dormir - como o Gonçalo teve pesadelos e, por isso, foi para a nossa cama.

Ora, quando o Francisco bebeu o biberon da meia-noite, e ao contrário do que costuma acontecer - ele costuma beber o biberon meio a dormir e depois volta para a caminha dele e só acorda lá para as 4 e tal da manhã para vir para a nossa cama - esta noite não queria ficar na cama dele por nada depois de ter bebido o leitinho. Bem tentámos mais que uma vez mas nada. Ele chorava e só se calava quando lhe pegávamos ao colo. Resultado, levámo-lo também para a nossa cama. E não dá! Quatro a dormir numa cama não dá! As horas passavam e nenhum de nós pregava olho, sobretudo eu, que estava com medo que o Francisco magoasse o Gonçalo, porque ele tem a mania de se atirar para cima de nós, e que o Gonçalo magoasse o Francisco, porque quando tem pesadelos o Gonçalo dá imensos pontapés e esbraceja imenso.

Enfim... foi mesmo difícil! E logo hoje, que tínhamos de acordar ainda mais cedo porque o Gonçalo foi a um passeio com a escola.

Resultado, hoje de manhã não éramos quatro pessoas aqui em casa. Éramos quatro zombies! (ainda que, apesar de tudo, até estávamos bem-dispostos. Sobretudo o Francisco, que mal acordou me presenteou logo com um dos seus sorrisos :) )

Esta noite a ver se vai tudo para a cama com as galinhas :P

quarta-feira, 30 de março de 2016

Rubrica Nós&Eles | 005

Sugestão da Sofia, do blog Entre Biberons e Batons

Para a rubrica desta semana não trago uma sugestão em concreto. 

Passo a explicar.

O nosso último fim-de-semana teve 5 dias. 5 dias que nos souberam pela vida,  simplesmente porque saímos da rotina. E é essa a minha sugestão. 

Bem sei que o dinheiro é uma limitação para estes "devaneios", mas às vezes há aquele amigo que está sempre a oferecer a casa para irmos passar um fim-de-semana ou então aqueles programas simpáticos que se encontram nos “Odisseias” da vida!

A verdade é que o simples facto de mudarmos a rotina refresca-nos o ânimo e, inevitavelmente, isso vai refletir-se em tudo o que fizermos com os nossos pequenotes.

No nosso caso, e como rumámos a norte, aproveitámos e fomos ver a neve na Serra da Estrela (o Gonçalo delirou, pelo menos depois do choque inicial; altura em que percebeu que a neve era fria :P), fomos a uma feirinha com direito a vários carrosséis, fomos ao parque, e, claro, fizemos a tradicional caça aos ovos.

Venham de lá mais fins-de-semana assim ;)









O Gonçalo, à caça dos ovos da Páscoa ;)

------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Sugestão do David, do blog Duas para um


Porque cuidar da Natureza também é educar, este fim de semana iniciou-se uma nova tradição!

Cada Páscoa a sua árvore, e com um pessegueiro daqueles, quem é que precisa de oferecer ramos?

Seja com a ajuda dos padrinhos, dos pais, dos avós ou irmãos, plantar uma árvore é sempre uma experiência para toda a vida...

Para além de ser uma atividade ao ar livre (que tanta falta faz às gerações mais novas), é uma excelente maneira de incutir valores ecológicos aos nossos piquenos. Já para não falar da deliciosa experiência de poderem cuidar, ver crescer e finalmente colher os frutos de toda a paciência e dedicação ao longo dos anos! E que bela sensação será quando daqui por uns anos, a Dita passear por entre o pomar que ela própria criou...

A árvore, em qualquer horto se arranja, já o local para a plantar é que pode ser um pouco mais dificil. De qualquer forma, mato há por todo o lado, por isso não serve como desculpa! A nossa ficou na quinta dos avós e logo veremos como são os pêssegos do Douro... Ainda invento uma nova casta... Eheheh


Bem, agora já só fica a faltar o livro... :)






Há dias assim.

Há dias assim. Dias em que, mais que nunca, só me apetece estar com os meus pequenotes e abraçá-los e enchê-los de beijos. Dias em que conto as horas e os segundos para os abraçar, como se disso dependesse a minha vida. Uma espécie de urgência!

Hoje, estou num desses dias. Mas, inevitavelmente, lembro-me que ontem estava a sentir exatamente o mesmo, que até tive a sorte de apanhar pouco trânsito e por isso fui buscar o Gonçalo mais cedo que o habitual, mas que em vez de aproveitar o momento acabámos os dois chateados. Tudo porque ele inventou um motivo parvo para fazer uma birra descomunal, por causa de nada.

A sério que ainda tentei levar as coisas com calma, mas ele foi tão casmurro, birrento e implicativo, que perdi a paciência, assim como o bom humor e a minha boa disposição.

Resultado: Fiquei chateada por me ter deixado levar pela birra dele ao invés de ter ficado na minha. Tinha ganho mais. Tínhamos os dois ganho mais.


Mas já passou. Hoje será melhor!

CONSULTÓRIO PSICOLOGIA: O que se passa com os meus pais?

(Texto escrito por Ana Oliveira, Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar e de Casal da Oficina de Psicologia)
Foto: Pinterest
Não sei o que se passa com os meus pais.

No outro dia, estavam a falar alto por causa dos horários, até acho que era por causa da minha hora de ir para a cama ou de tomar banho.

Mas porque é que isso é um problema?

Acabamos por fazer tudo direitinho como fazemos todos dias. Os gritos não apressaram as coisas. Eu até fiquei assustado. Às vezes grito quando apanho um susto.

Será isso? Será que os meus pais estão com medo de alguma coisa?


Não sei o que se passa com os meus pais.

De vez em quando vejo-os amuados (como eu faço, quando não fazem o que eu quero), e cada um anda para seu lado ou vira a cara ou fala como se o outro não estivesse na sala. Até parece um jogo! E eu olho e até quero entrar naquela brincadeira de fazer de conta que o outro é transparente.


Não sei o que se passa com os meus pais.

Tenho tanta sorte em ter tantos avós que gostam de mim e me mimam e fazem festas e passeios… porque é que eles dizem tantas vezes «És mesmo como a tua mãe!» … A gritar e com cara de zangados como se fosse uma coisa feia e para chatear.


Não percebo os meus pais.

Não percebo porque não nos sentamos mais vezes no chão e fazemos piqueniques, agora que está frio lá fora.

Não percebo porque não posso mexer no telemóvel, jogar ou tirar fotos quando eles fazem isso tantas vezes.

Não percebo porque tenho de comer sopa e legumes quando eles não o fazem.

Não percebo… Mas um dia os meus pais vão-me explicar!


Ana Oliveira,
Psicóloga Clínica e Terapeuta Familiar e de Casal, da Oficina de Psicologia

É tão homem este meu filho!

Quando o Gonçalo se magoa, mesmo que seja um bocadinho de nada, faz um drama. Por exemplo, se ele der um pontapé em alguma coisa e se aleijar ligeiramente, diz logo que não consegue andar. E não, não estou a exagerar.

Como eu sei que ele é assim, e embora vá sempre ver o que se passa, há alturas em que desvalorizo um bocado. Como ontem à noite.

Estava atrapalhada a tentar fazer mil coisas - arranjar a roupa deles para hoje, abrir a caminha dele e do mano - quando ele se começa a lamuriar e a dizer que na escola tinha feito um dói-dói no pé.

"Ah, que chatice filho!" - respondi. - "Agora escolhe os peluches e vai-te deitar."

Ele senta-se na cama e pergunta-me todo ofendido:

"Só isso?!!! Eu digo-te que me magoei no pé e tu só dizes isso mamã?!!!"

(realmente há mães desnaturadas :P )

terça-feira, 29 de março de 2016

Vencedora Passatempo Kikinono e Entre Biberons e Batons


Custou a anunciar o vencedor deste passatempo, mas finalmente vou fazê-lo :)

A Patrícia Pinho é a grande felizarda que vai poder oferecer ao filhote ou filhota uma destas t-shirts e fazê-lo/la sentir-se um verdadeiro super-herói ;)

Parabéns Patrícia! Irei enviar o seu e-mail à marca, de modo a que entrem em contacto consigo!




Eu sou contra!

Já tinha ouvido falar no “fenómeno”. Inclusivamente tenho amigas e colegas que se queixam. Estou a falar do arsenal gigantesco de trabalhos de casa que as crianças trazem da escola durante a semana e nos períodos de férias; um tema que foi alvo de um artigo recente no jornal Público.

Sinceramente, não acho mesmo nada aceitável que crianças até à quarta-classe levem trabalhos para casa. Afinal, elas estão na escola o dia todo a fazer o quê? Já passam lá tantas horas!!! A sério que os professores acham normal que as crianças cheguem a casa e ainda tenham de fazer mais trabalhos? É que nem é para elas nem para os pais.

Acredito que quando os professores mandam trabalhos para casa partem do princípio que os pais vão estar ali ao lado da criança, a ajudá-la. A tirar dúvidas. Mas como é que é suposto se fazer isto, quando a grande maioria das famílias pouco mais tem que três horas para os banhos, jantar e, claro, poderem estar um pouco juntos antes das crianças irem para a cama? É suposto o pouco convívio possível ser “aproveitado” com trabalhos de casa?

Não sei como será quando for com o Gonçalo e com o Francisco. Espero que tenham a sorte de apanhar um professor com discernimento mas, se tal não acontecer, sou menina para fazer o que testemunha uma das mães neste artigo. Quando percebe que não vai ser possível ajudar o filho com os trabalhos e que a realização dos mesmo não é compatível com a logística familiar, ela simplesmente não obriga o filho a fazer os trabalhos e envia um recado para a professora.

Mas é desagradável ter de chegar a este ponto!

As crianças precisam de brincar. Está provado. Da mesma forma que já por diversas vezes saíram estudos que apontam para as inúmeras vantagens de brincar; as brincadeiras estimulam as crianças a nível intelectual, ajudam-nas a socializar, para além  de promoverem a felicidade dos mais pequenos. A isto junta-se a importância CRUCIAL de permitir aos filhos, e aos pais, estarem juntos. Terem tempo de estarem uns com os outros.


Será pedir muito?

Arquivo do blogue

Seguidores