segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Decide-te!"

Como já vos disse, esta noite o Francisco não acordou às 4 da manhã para vir para a minha cama como é costume. E eu gostei. Gostei de ter dormido a noite toda seguida. Gostei de ter dormido bem (porque a partir do momento em que o levo para junto de mim tenho sempre algum receio de o magoar e, por isso, já não durmo a 100%. Mas… apesar desta aparente lista de “só vantagens”, há um mas. Porque a verdade é que apesar de não ser agradável acordar a meio da noite e não dormir como deve de ser a partir dessa altura, mentiria se não dissesse que não gosto de dormir abraçadinha a ele. E até digo mais. Muitas vezes, quando me deito, adormeço com aquele consolo de quem sabe que ele vai acordar dentro de umas horas para sentir o meu conforto. Pode parecer estúpido, pode não ser "saudável", mas é isto que sinto!

Quando há bocado disse ao Marco que esta noite tinha tido saudades do pequenote, ele riu-se e disse: “Decide-te!" 

Mas não consigo!

Bem sei que não é saudável os filhos dormirem com os pais, mas também sei que isto é uma fase que vai acabar em breve. E o que vejo todos os dias, é que o tempo passa a voar e que eles crescem assustadoramente rápido!


Nas férias vou tentar que ele fique na caminha dele, porque sei que é o melhor para ele. Mais por isso. Até lá, vou aproveitar.

Opá!!

A minha mãe ficou com o Francisco e ligou-me agora a dizer que ele está com febre e murchinho :(

Tadinho do meu bebé! Precisa do mimo da mamã! E eu tenho tanta vontade de o ir dar!

Sei que ele não tem nada de mais, mas fico logo preocupada. Por mais estranho que possa parecer, quando mete febres e algumas maleitas, ser mãe de segunda viagem não conta muito :(

Que noite maravilhosa!

Quando as crianças estão adoentadas costumam dar más noites, certo? Pois parece que o Francisco funciona ao contrário. 

Não sei se estava mais cansado que o habitual ou se o Brufen ajudou a que assim fosse, mas o que é certo é que ele dormiu a noite TODINHA! O que se traduziu numa noite fantástica para mim! :)

BOM DIA!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

E o bom que é começar o domingo no hospital!


Ontem o Francisco tinha umas borbulhas estranhas no pescoço e à noite, depois do banho, notei que na zona das axilas tinha muitas mais, todas pegadas umas às outras. Fiquei logo preocupada, mas não quis correr para as urgências. Achei melhor esperar até ao dia seguinte. Apesar dele já ter comido morangos mais que uma vez, ainda pus a hipótese de terem sido os morangos.

Hoje, quando acordámos, ele estava muito pior e, para além das borbulhas no pescoço e axilas, tinha pintas espalhadas pelo corpo todo, inclusive pés e mãos.

Não gostei! Fomos ao Hospital.

Ao que parece está com um exantema súbito. Graças a Deus ainda não teve febre e espero que não venha a ter. Mas não ficámos por aqui. No meio da consulta a médica descobriu que ele também está com uma otite :( Achou estranho ele não se queixar, mas realmente não se queixou. Nem um ai aquele boa onda deu! Tadinho! :(

De modos que agora vai ficar de molho um ou dois dias, mas só por prevenção. Porque o sistema imunitário está em baixo e pode apanhar alguma coisa mais grave. Além disso, como não tem febre, de certo modo acaba por ser mais complicado controlar a evolução, tanto da otite como do exantema.

Acho que esta foi a primeira vez que fomos com o Francisco ao hospital. Com a mesma idade o Gonçalo já tinha ido dezenas de vezes. Tadito :( Acho que foi por ter ido para a escola tão cedo. Foi aos 5 meses e meio, mais ao menos, enquanto que o Francisco foi já aos 9 meses. Parecendo que não a resistência já é outra!


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Passatempo Noc Noc e Entre Biberons e Batons


Esta semana chegou-me a casa um Noc Noc e eu fiquei completamente apaixonada por ele. Para quem não sabe do que estou a falar, eu esclareço: o Noc Noc é um tapete de entrada, mas não é um tapete qualquer. É um tapete que fala de amor e isso é muito ;) Isto porque pode ser personalizado como quisermos; no meu caso, o tapete tem as minhas inicias e as do Marco, juntamente com as iniciais dos nossos mais que tudo! <3

Se querem um tapete cheio de pinta como este, é muito simples. Só têm de:

- Fazer Like na Página de Facebook da Noc Noc

- Fazer Like na Página de Facebook do Entre Biberons e Batons

- Ser seguidor do blog;

- Partilhar o passatempo com três amigas;

- Responder ao questionário abaixo:





O tapete da foto de cima é o que dá as boas vindas a quem entra lá em casa agora. É lindo, não é? :)

Mas há um contra! É que custa pisar uma coisa tão gira ;) Em compensação ficamos com uma casa com muito mais pinta!

Vamos lá. Participa, partilha e boa sorte!

Podes participar até ao dia 4 de março. O vencedor será conhecido dia 7 de março e escolhido via random.org ;)

É tão homem, valha-me Deus!

Hoje tinha consulta com o Francisco cedíssimo. Por sua vez, o Marco também tinha de ir fazer exames e tinha de ir muito cedo também.

Para o Gonçalo não ter de ir para a escola muito cedo, o Marco perguntou-lhe se ele queria ir com o pai. Explicou-lhe que uma das coisas que ia fazer era tirar sangue.

"Ahh, então não quéio! É que ainda me lembo da dôi que senti quando déiam a vacina e se viê (vir) a pica vou sentiê ôta vez!"

(É ou não uma coisa de homem? A diferença é que ele ainda tem uma idade em que verbaliza estas coisas :) )

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

NOVA RUBRICA A CAMINHO DO BLOG


Como já perceberam pelo título, serve o presente post para vos comunicar que em março vou iniciar uma nova rúbrica semanal aqui no blog. Aliás, vamos! J

A nova rubrica sairá às terças, dá pelo nome de “Nós & Eles” e tem como objetivo partilhar atividades que podemos fazer com os miúdos ao fim-de-semana (porque, aqui para nós que temos filhos pequenos, se é maravilhoso passar tempo com eles – que é e não é pouco -  para que o fim-de-semana corra de forma minimamente pacífica convém mantê-los entretidos, verdade? ;) ).

Entre as atividades que serão destacadas estarão coisas tão simples como fazer com eles a receita “daquelas” bolachas de chocolate que eles adoram, ir ver a nova peça de teatro que estreou ou até dar a conhecer um programa para famílias que o Hotel "xpto" oferece.

Vale tudo! Na certeza, porém, de que haverá um esforço por destacar o que se pode fazer na cidade de Lisboa e arredores.

Mas, se bem se lembram, logo no início eu disse que “vamos” iniciar uma nova rúbrica!

Pois é! É que a “Nós & Eles” vai ser feita a duas mãos, isto é, vai ser feita em parceria com outro blog, mais concretamente com um daddy bloguer: o David, do Duas para Um.

Para quem não conhece, o David é o pai babado da princesa Benedita - que fez recentemente um anito e é super-super fofa e gira - e é também um marido apaixonado pela lindíssima e simpática Maria. Espreitem o blog dele porque vão ficar fãs desta família J Podem conhecê-lo aqui e aqui.

Outra particularidade é que o David é do Porto. Ou seja, enquanto que eu tentarei dar-vos a conhecer algumas coisas giras para se fazerem na zona centro, o David irá ficar mais pelo norte do país (o que não quer dizer que não possamos trocar ou ir para sul J )

Resumindo: esta rúbrica envolve uma mãe de dois meninos de Lisboa, um pai de uma menina do Porto e pretende, sobretudo, dar-vos a conhecer muitas dicas giras para fazerem com as crianças.

Marcos encontro na terça? ;)

CONSULTÓRIO: Limites – Os estabilizadores da Criança

(texto escrito por Rita Castanheira Alves, a Psicóloga dos Miúdos)
Foto Pinterest
Dar limites é orientar. É ensinar e mostrar aos filhos onde é o começo e onde é o fim, onde estão as barreiras que definem as suas acções e comportamentos. Não se trata de uma aprendizagem automática, implícita no nosso código genético. A aprendizagem de limites é feita com quem educa os miúdos, com os adultos significativos e presentes nas suas vidas, de forma activa, onde se incluem os pais, mas não só.

Ter limites é fundamental para o crescimento de qualquer criança, para que tenha uma noção clara de si mesma no mundo, para que saiba até onde pode ir e em que momento deve parar, porque aí começa o direito do outro, e para que consiga distinguir o certo do errado. Tais noções permitem estabelecer contacto com as primeiras aprendizagens acerca do funcionamento do mundo lá fora, para além da sua própria casa.  É como criar um «minimundo de treino», que pode ajudar os mais novos a crescer com a capacidade de lidar com os limites e regras inevitáveis do exterior e,  consequentemente, com a difícil frustração e a contrariedade, desenvolvendo estratégias para lidar com as mesmas. Os limites são reguladores emocionais das crianças, devolvendo-lhes calma e segurança, pela percepção e pela aprendizagem do que é suposto, do que não é, do que é bom, mau, apreciado e julgado.

Mas, afinal, o que é dar ou estabelecer limites? 

Dar limites é saber dizer não, dar e explicar em troca o sim, explicitar o que é hipótese e o que não deve ser hipótese,  estabelecer as regras e o que é esperado, limitar o que não se pode fazer e o que é permitido e ser consistente e coerente nesses limites. É um jogo para jogar desde que os filhos são pequenos, começando por noções básicas de identificação e não permissão de certos comportamentos ou acções e de ajuda para chegar aos adequados.

Quando é ensinado demasiado tarde, este jogo é excessivamente difícil para pais e filhos. Principalmente se a criança tiver passado alguns anos sem limites e se se deixar ao seu cargo a criação dos mesmos. No caso dos adolescentes, mais ainda se impõe a necessidade de ter sido criada uma base de limite, de proibição e permissão e de conhecimento das regras fundamentais. 

Com a chegada da adolescência, chega também o desafio, a oposição, o investimento mais sério numa identidade independente e, inevitavelmente, a tendência para ir contra aquilo que está estabelecido. É um momento de muita negociação. É uma fase que exige que tudo aquilo que é fundamental seguir e não quebrar já esteja estabelecido e cimentado, sendo a negociação o meio de estabelecimento de limites privilegiado.

A criação de imposições deve ser feita sempre pelos adultos, nunca pelas crianças. O desafio e a oposição dos mais novos não deve ser motivo para que se quebrem as regras. Os limites devem existir nas rotinas da família e da criança, do espaço ao tempo: limitar o espaço de cada um, a cama de cada um, limitar o tempo que se dedica a cada tarefa e qual é o momento e o local para determinado comportamento ou acontecimento. 

Para os pais, limitar é também uma aprendizagem que poderá, em determinados momentos, mostrar-se difícil. Esta dificuldade pode advir de diversas situações, seja pela própria história de vida dos pais, da sua infância, da experiência de gravidez/adopção ou dos primeiros meses de relação, seja por culpa ou por receio de prejudicar os filhos, seja  por sentirem que são maus pais ou pelo receio de não serem amados, seja porque receberam eles próprios uma educação excessivamente autoritária ou excessivamente permissiva, levando a que possam ser, consequentemente, excessivos em permissividade e/ou autoritarismo e limitação.

Na educação de um filho, quando os pais tentam estabelecer os limites, a consciência, a reflexão e as suas dúvidas sobre a forma como estão a fazê-lo, como se sentem a fazê-lo e as causas do que sentem são questões essenciais para que se ajustem alguns pontos importantes. Adultos que não conheceram limites na infância e na adolescência podem passar (ou fazer outros passar) por sérias dificuldades. São adultos que tendem para o narcisismo e para uma omnipotência, acabando, às vezes, por ficar sozinhos ou, em certos casos, por fazer sofrer as pessoas próximas em diferentes contextos das suas vidas. Inevitavelmente, o confronto com o limite acontecerá; se em criança os pais poderiam fazer desaparecer ou atenuar o limite, em adulto tal pode não acontecer. Sem aprendizagem não se conhecem limites, nem se está preparado pata lidar com a existência dos mesmos.

É essencial que os pais ditem as regras e os limites do jogo. É fundamental que saibam dizer não e que os filhos saibam  aceitá-lo. É fulcral aprender, passo a passo, e reflectir sobre como limitar, quando limitar e em que situações. Os pais devem saber e confiar que são capazes de ditar limites, ou que podem socorrer-se da ajuda de outros adultos, e, mais do que isso, que têm de o fazer. Devem saber que nem sempre o «refilanço», a reclamação ou o choro significa que o que fizeram é prejudicial para os miúdos. Devem saber que nunca é tarde para, pelo menos, tentar.

O que estou a fazer? — Reflexões sobre o processo de limites

Em todo o processo de estabelecimento de limites, difícil, cansativo e exigente, vá reflectindo e recordando: 



Rita Castanheira Alves, Psicóloga dos Miúdos


Uma pausa que só soube bem porque tinha fim marcado!

Este fim-de-semana que passou, o Gonçalo e o Francisco ficaram a dormir uma noite em casa dos meus pais. Foi a primeira vez, desde que o Francisco nasceu, que eu e o Marco tivemos uma noite sem os filhotes. 

Deixámo-los nos meus pais porque comemorei a minha festa de aniversário no sábado à noite e tinha de ser. E tenho de confessar que me soube bem. Soube-me muito bem ter uns momentos só meus e do Marco e, sobretudo, soube-me (soube-nos) muito bem dormir a noite toda, sem acordar uma única vez :)

Devo confessar-vos que estranhei um bocado o silêncio da casa, mas gostei… se bem que sei bem porque é que tudo me soube tão maravilhosamente bem. Soube-me assim porque sabia que dentro de horas eles estariam ali comigo outra vez. Que a casa ia virar aquela barafunda habitual. Aquela que me deixa em stress muitas vezes, mas que me faz sentir mais viva que nunca!

Quero ver se repito mais vezes. Faz-me bem a mim pessoalmente, a nós (a mim e ao Marco) e aos miúdos também só faz é bem passarem tempo com os avós :)

Recomendo estas pausas ;)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Momentos que não têm preço e que vão ficar para sempre

Durante a semana as manhãs são sempre uma loucura. É muita coisa para fazer em contrarrelógio. Mas, mesmo assim, tenho muitas vezes aquela vontade de congelar pequenos momentos. Porque sei, tenho a certeza, que um dia vou sentir muitas saudades deste rebuliço. De ter de arranjar um bebé e  uma criança em menos de nada. De os ter tão para mim.

Um dos momentos é este da foto. O momento em que o Francisco bebe o seu biberon na minha cama. Muitas das vezes abraço-me a ele enquanto ele o bebe, outras não o consigo fazer, mas contemplo-o de solsaio enquanto vou adiantando outras coisas.

Hoje o Gonçalo chegou à nossa cama já depois da foto ter sido tirada, mas costuma vir antes do irmão começar a comer. Vem para brincar com o irmão. Aquilo é uma salganhada e eu e o Marco às vezes stressamos porque ficamos com medo que os dois se magoem com tanta "parvoíce", mas, confesso-vos, adoro vê-los assim. Adoro aqueles bocadinhos. São do melhor do meu dia!

Todos os dias dou graças a Deus pelo que tenho, sobretudo por eles, mas há alturas, como agora (e muito por causa do que partilhei convosco ontem) em que o faço com ainda mais força. Talvez com medo que Deus não me oiça e se esqueça de mim. Deles.

Que Deus nos abençoe a todos!

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