Num dia destes, durante a semana, o Gonçalo acordou mais cedo. Como eu estava mesmo cansada tentei um truque. Disse-lhe que ainda faltava algum tempo para o despertador tocar e se íamos acordar mais cedo ele ia chegar mais cedo à escola.
Sei que foi um truque baixo, mas quando se está muito cansada vale tudo, ok?
Resultado… ele adormeceu outra vez, o despertador tocou e ele ainda dormiu mais uns bons minutos.
O lado mau é que pelos vistos ao fim de semana isto não resulta… até porque não posso mandar a cartada da escola :P Damn it!
sábado, 4 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Preciso de desabafar!
Já sei que tem de ser, que é o melhor, que o que interessa é o bebé, que é melhor assim que no hospital… Sei disso tudo e acreditem que tenciono fazer o que estiver ao meu alcance para que o Francisco nasça o mais tarde possível. Mas isso não quer dizer que esteja a lidar bem com a situação e a aceitar tudo de ânimo leve. Posso dizer-vos que já não me sentia assim tão entediada como me senti hoje há muito tempo. Estou irritada, chateada…
Só para perceberem… já trabalho em casa há algum tempo. Sabem como é que eu fazia intervalos? Fazia-os a arrumar isto ou aquilo ou a organizar não sei o quê aqui em casa. Ou seja, não havia uma pausa efetiva, porque na verdade eu não sou de pausas. Para mim, a melhor forma de passar o tempo livre, sem ser em família, obviamente, é indo ao ginásio. Mexer-me. E quanto mais intenso for o desporto, melhor!
É claro que também gosto de ler, de ver filmes, mas nestas circunstâncias não dá para tirar o mesmo prazer destas atividades de ócio.
Enfim… prometo que não me vão ver aqui a queixar mais, mas precisava de desabafar. Sei que dramático seria o bebé nascer antes do tempo e isso é tudo o que menos quero, mas deixem-me não gostar desta situação! Entretanto, hei de habituar-me!
Só para perceberem… já trabalho em casa há algum tempo. Sabem como é que eu fazia intervalos? Fazia-os a arrumar isto ou aquilo ou a organizar não sei o quê aqui em casa. Ou seja, não havia uma pausa efetiva, porque na verdade eu não sou de pausas. Para mim, a melhor forma de passar o tempo livre, sem ser em família, obviamente, é indo ao ginásio. Mexer-me. E quanto mais intenso for o desporto, melhor!
É claro que também gosto de ler, de ver filmes, mas nestas circunstâncias não dá para tirar o mesmo prazer destas atividades de ócio.
Enfim… prometo que não me vão ver aqui a queixar mais, mas precisava de desabafar. Sei que dramático seria o bebé nascer antes do tempo e isso é tudo o que menos quero, mas deixem-me não gostar desta situação! Entretanto, hei de habituar-me!
Vamos lá ao Plano B!
Dadas as ordens médicas de ontem, vou ter de mudar toda a minha vida diária. Isto seria complicado e chato fosse em que circunstância fosse, mas tendo eu uma criança pequena a coisa torna-se ainda mais difícil.
É claro que vou ter de conseguir e entretanto há situações para as quais já consegui arranjar solução. A minha mãe vai-me preparar as refeições para comermos durante a semana, aos fins-de-semana também virão cá ou então iremos nós para lá… Os banhos ao Gonçalo serão dados pelo Marco, mas de manhã continuarei a ser eu a vesti-lo (até porque o pai vai adiantando o pequeno-almoço de todos).
Portanto, nos meus planos, a maior "loucura" que vou fazer é ir buscar o Gonçalo à escola, de carro (a escola dele fica no quarteirão abaixo da minha casa). O médico disse-me para não conduzir, mas ir a pé seria pior a emenda que o soneto. Por outro lado, os meus pais não moram propriamente aqui ao lado e os meus sogros muito menos. É claro que se vir que até isto me começa a custar, lá terei de pedir aos meus pais.
Não gosto! Não gosto mesmo nada desta sensação de dependência e de me sentir limitada em tudo. Bem sei que é por um excelente motivo, mas custa-me tanto que nem queiram saber. E custa-me ainda mais porque, no meio disto tudo, fico limitada enquanto mãe do Gonçalo. Ele é uma criança vivaça que gosta de se mexer e de correr e neste meu estado as brincadeiras que poderei ter com ele ficarão confinadas aos bonecos. E, mesmo assim, terei de estar numa posição que não me comprometa muito. Também podemos ver televisão, o que não é muito divertido.
Amanhã vamos ao teatro. Já estava combinado há imenso tempo e ele andava super entusiasmado. Como eu não posso conduzir o meu pai vai levar-nos. Sempre é uma forma de proporcionar um serão diferente ao meu pequenino mais velho.
Fica ainda por decidir como farei com o que está por fazer para a chegada do Francisco. Falta-me comprar coisinhas para levar para a maternidade e para ter cá em casa e ainda faltam passar umas pecinhas de roupa a ferro. Uma coisa é certa… não serei eu a fazer nenhuma destas coisas :(
É claro que vou ter de conseguir e entretanto há situações para as quais já consegui arranjar solução. A minha mãe vai-me preparar as refeições para comermos durante a semana, aos fins-de-semana também virão cá ou então iremos nós para lá… Os banhos ao Gonçalo serão dados pelo Marco, mas de manhã continuarei a ser eu a vesti-lo (até porque o pai vai adiantando o pequeno-almoço de todos).
Portanto, nos meus planos, a maior "loucura" que vou fazer é ir buscar o Gonçalo à escola, de carro (a escola dele fica no quarteirão abaixo da minha casa). O médico disse-me para não conduzir, mas ir a pé seria pior a emenda que o soneto. Por outro lado, os meus pais não moram propriamente aqui ao lado e os meus sogros muito menos. É claro que se vir que até isto me começa a custar, lá terei de pedir aos meus pais.
Não gosto! Não gosto mesmo nada desta sensação de dependência e de me sentir limitada em tudo. Bem sei que é por um excelente motivo, mas custa-me tanto que nem queiram saber. E custa-me ainda mais porque, no meio disto tudo, fico limitada enquanto mãe do Gonçalo. Ele é uma criança vivaça que gosta de se mexer e de correr e neste meu estado as brincadeiras que poderei ter com ele ficarão confinadas aos bonecos. E, mesmo assim, terei de estar numa posição que não me comprometa muito. Também podemos ver televisão, o que não é muito divertido.
Amanhã vamos ao teatro. Já estava combinado há imenso tempo e ele andava super entusiasmado. Como eu não posso conduzir o meu pai vai levar-nos. Sempre é uma forma de proporcionar um serão diferente ao meu pequenino mais velho.
Fica ainda por decidir como farei com o que está por fazer para a chegada do Francisco. Falta-me comprar coisinhas para levar para a maternidade e para ter cá em casa e ainda faltam passar umas pecinhas de roupa a ferro. Uma coisa é certa… não serei eu a fazer nenhuma destas coisas :(
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
A boa e a má notícia da consulta das 32 semanas
Estão a ver este post? Pois…
Então é assim, a boa notícia (e que é a mais importante), é que o Francisco está bem e recomenda-se, graças a Deus! :)
Mais uma vez não se deixo ver :) Desta vez não estava de costas, nem com a cara encostada à placenta. Desta vez, o safadinho tinha uma das mãozinhas na cara, a tapá-la. Estava TÃÃÃO fofo <3
A má notícia é que parte do meu receio concretizou-se. Parece que o Francisco quer seguir o exemplo do irmão. O meu colo do útero está muito mais pequeno do que devia, ou seja, foi-me receitado descanso absoluto, sob pena dele nascer antes do tempo.
De início não percebi bem a dimensão do que o médico me disse e caí no erro de lhe dizer que estava um pouco assustada com esta consulta, por causa do que tinha acontecido com o Gonçalo, mas que estava mais descansada por saber que estava tudo bem.
Ele olhou muito sério para mim e disse-me, com aquele ar querido e meigo que só ele tem:
"Ó Sofia! Mas ouviu o que eu disse? Se for preciso eu posso assustá-la. Se é assim que vai resultar… Ouça, se não se portar como deve de ser nas próximas semanas, ou seja, se não descansar a 100%, tem de ser internada."
E foi assim, mais ou menos com estas palavras (ele disse-me ainda mais coisas) que ele me arrumou e que eu fiquei a perceber realmente o que se estava a passar.
Posto isto, lá vamos nós outra vez… mas eu vou conseguir!
Aguenta aí Francisco! Por favor meu amor!
Então é assim, a boa notícia (e que é a mais importante), é que o Francisco está bem e recomenda-se, graças a Deus! :)
Mais uma vez não se deixo ver :) Desta vez não estava de costas, nem com a cara encostada à placenta. Desta vez, o safadinho tinha uma das mãozinhas na cara, a tapá-la. Estava TÃÃÃO fofo <3
A má notícia é que parte do meu receio concretizou-se. Parece que o Francisco quer seguir o exemplo do irmão. O meu colo do útero está muito mais pequeno do que devia, ou seja, foi-me receitado descanso absoluto, sob pena dele nascer antes do tempo.
De início não percebi bem a dimensão do que o médico me disse e caí no erro de lhe dizer que estava um pouco assustada com esta consulta, por causa do que tinha acontecido com o Gonçalo, mas que estava mais descansada por saber que estava tudo bem.
Ele olhou muito sério para mim e disse-me, com aquele ar querido e meigo que só ele tem:
"Ó Sofia! Mas ouviu o que eu disse? Se for preciso eu posso assustá-la. Se é assim que vai resultar… Ouça, se não se portar como deve de ser nas próximas semanas, ou seja, se não descansar a 100%, tem de ser internada."
E foi assim, mais ou menos com estas palavras (ele disse-me ainda mais coisas) que ele me arrumou e que eu fiquei a perceber realmente o que se estava a passar.
Posto isto, lá vamos nós outra vez… mas eu vou conseguir!
Aguenta aí Francisco! Por favor meu amor!
Mini-machista is in the house
Situação: O Gonçalo estava a brincar com uma nave do Star-Wars e com uns bonecos da Playmobil. Eu estava ao pé dele, a observar.
Entretanto, ele quis que a nave tivesse um piloto e pôs o primeiro boneco que lhe apareceu à mão. No entanto, mal o pôs, tirou logo. Eu percebi porque é que ele o fez, mas quis ter a certeza:
"Então? Esse boneco não serve para piloto?" - perguntei.
"Não, não chéve."
"Porquê?"- insisti.
"Puque é uma menina e as meninas não podem ser piôtos!"
"As meninas podem fazer tudo o que os meninos fazem." - retorqui.
"Ai não podem não. Os meninos podem ser piôtos, mas as meninas são… meninas!"
… Já vi que este me vai dar trabalho e que a lavagem cerebral tem de começar imediatamente!
Entretanto, ele quis que a nave tivesse um piloto e pôs o primeiro boneco que lhe apareceu à mão. No entanto, mal o pôs, tirou logo. Eu percebi porque é que ele o fez, mas quis ter a certeza:
"Então? Esse boneco não serve para piloto?" - perguntei.
"Não, não chéve."
"Porquê?"- insisti.
"Puque é uma menina e as meninas não podem ser piôtos!"
"As meninas podem fazer tudo o que os meninos fazem." - retorqui.
"Ai não podem não. Os meninos podem ser piôtos, mas as meninas são… meninas!"
… Já vi que este me vai dar trabalho e que a lavagem cerebral tem de começar imediatamente!
Desta vez, estou ainda pior!
É hoje!
É hoje que vou fazer a ecografia do terceiro trimestre e ver como está tudo com o Francisco e comigo. Se das outras vezes estou sempre um bocadinho nervosa, desta vez, não sei porquê, estou mais ainda. Acho que é porque na gravidez do Gonçalo foi nesta consulta que o médico me disse que o bebé já estava encaixadíssimo para nascer e que não podia fazer esforço nenhum. Que até se espirrasse com mais força poderia entrar em trabalho de parto. Isto com 32 semanas!
Será que o Francisco já deu a volta? Será que ele está bem? Que está tudo bem com ele?...
Deus há de querer que sim! (vou tentar não pensar muito no assunto até à consulta!).
É hoje que vou fazer a ecografia do terceiro trimestre e ver como está tudo com o Francisco e comigo. Se das outras vezes estou sempre um bocadinho nervosa, desta vez, não sei porquê, estou mais ainda. Acho que é porque na gravidez do Gonçalo foi nesta consulta que o médico me disse que o bebé já estava encaixadíssimo para nascer e que não podia fazer esforço nenhum. Que até se espirrasse com mais força poderia entrar em trabalho de parto. Isto com 32 semanas!
Será que o Francisco já deu a volta? Será que ele está bem? Que está tudo bem com ele?...
Deus há de querer que sim! (vou tentar não pensar muito no assunto até à consulta!).
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Senhores da Intimissimi, estão-me a criar um "monstro"
Quem acompanha o blog desde o início já não vai achar estranho o que vou dizer. O Gonçalo tem um fetiche qualquer com maminhas.
SIM. Estou a falar do meu filho de 4 anos. É assim desde pequeno e, em vez disto estar a melhorar, está a piorar (enfim… nem sei bem porque é que acho isto tão estranho!) Homens!!!!
Vejam bem que há bocado veio a correr da cama porque ouviu o anúncio da Intimissimi que passa agora na televisão. Aquele em que eles anunciam um soutien e vê-se o decote da moça. Já é a terceira vez que acontece (ele vir de não sei onde porque ouve a música), mas desta vez foi demais! Sair da cama de propósito?!
Really?!
SIM. Estou a falar do meu filho de 4 anos. É assim desde pequeno e, em vez disto estar a melhorar, está a piorar (enfim… nem sei bem porque é que acho isto tão estranho!) Homens!!!!
Vejam bem que há bocado veio a correr da cama porque ouviu o anúncio da Intimissimi que passa agora na televisão. Aquele em que eles anunciam um soutien e vê-se o decote da moça. Já é a terceira vez que acontece (ele vir de não sei onde porque ouve a música), mas desta vez foi demais! Sair da cama de propósito?!
Really?!
Eu quero, posso e mando.
(texto escrito por Maria João Matos, psicóloga clínica da Oficina de Psicologia)
![]() |
| Foto: momjunction.com |
Eu quero, posso e mando.
Esta é uma expressão comum no discurso de algumas crianças e
adolescentes, à qual alguns pais assistem sentindo-se incapazes de atuar, e permitindo
que continue a fazer parte do vocabulário dos filhos.
É certo e sabido que os pais definem, desde o nascimento dos
seus filhos, regras e limites. Apesar de esta ser uma matéria apreendida por
todos, deparamo-nos com uma situação de fragilidade nas famílias, perfeitamente
detetada no crescimento dos mais novos lá de casa.
Crianças que crescem num registo de “eu quero, posso e mando”, acabam muitas vezes por “tiranizar” os pais, invertendo a
autoridade e acatando sérios riscos na vida pessoal, escolar e social.
Vivemos numa sociedade em que cada vez mais se apela à noção
do “sem limites” ou do “prazer total”, parecendo esta dificultar
os pais no exercício do seu papel, gerando uma incapacidade na implementação de
regras e limites no dia a dia dos filhos.
Assistimos a inúmeros pais que se queixam que os filhos
estão constantemente a fazer pedidos, aos quais acabam por aceder continuamente,
abdicando eles próprios de satisfazer algumas necessidades, por incapacidade de
fazer parar este ciclo. Situações deste género contribuem de forma séria para
que os papéis parentais se diluam e se confundam.
São exemplos destas
situações pais e filhos muito próximos, que dizem ser
os melhores amigos e confidentes, e pais que não dizem Não aos filhos e que acatam quase indiscriminadamente todos os seus pedidos. Deste modo, acabam por ser vítimas de um consumismo, que gera um vazio e uma
confusão total. Por sua vez, este vazio e confusão é, na maior parte das vezes, preenchida através do consumo.
Mas porquê continuar a persistir na ausência de um modelo de
educação virado para valores que os filhos tanto necessitam, para que sejam adultos
emocionalmente estáveis?
Porque é que existem tantos pais a fazê-lo? Porque parece tão difícil de implementar, se
todos conhecem as consequências?
Vale a pena reflectir sobre isto, sem acusações ou
sentimentos de culpa.
A atenção, o tempo, a disponibilidade genuína e o afeto, podem
funcionar como o reverso da moeda do consumo, do vazio e da confusão, isto é, da
ausência de regras e limites.
Maria
João Matos
Psicóloga
Clínica
Equipa
Mindkiddo- Oficina de Psicologia
Um passeio para avós e netos… mas também para pais, filhos, tios, primos...
É já sábado que vem, dia 4 de outubro, às 11h, no Parque das Nações, que se vai realizar mais um Passeio Mimosa Avós e Netos.
Esta é já a 28ª edição de uma iniciativa que tem como objetivo estabelecer a ligação entre o leite e o desporto enquanto aliados da saúde. Afinal de contas, todos sabemos como o cálcio é importante para a saúde óssea, seja qual for a idade (e já agora, sabiam que durante a gravidez, sobretudo neste terceiro trimestre em que me encontro, o cálcio tem um peso ainda maior do que já tem habitualmente?!).
Voltando ao Passeio, refira-se que está também integrado na Missão: Crescer Saudável Mimosa; um programa educativo que incentiva o consumo de leite como aliado na prevenção da obesidade infantil e excesso de peso.
O Passeio Mimosa Avós e Netos começa e termina no Rossio dos Olivais e tem um percurso de 4 km, que pode ser feito a correr ou a caminhar. Já para tornar esta experiência ainda mais inesquecível, os participantes são convidados a conhecer as diferentes áreas no recinto de partida: a Área do Leite, para reforçar energias antes da caminhada, a Área do Lazer e a Área das Atividaes da Missão: Crescer Saudável Mimosa. Os mais crescidos podem também passar na área Mimosa Cálcio e realizar o rastreio da osteoporose.
Portanto, já sabem… peguem na vossa família, pequenos e graúdos, e vão passar um sábado diferente, num passeio que reúne os conceitos de diversão e saúde!
Nervoso miudinho!
Sempre pensei que estando eu grávida da segunda gravidez, seria tudo mais pacífico em termos da minha atitude e postura perante este estado de graça. Nunca achei que o facto de já ter tido um filho fazia de mim uma espécie de "guru da cena", nada disso, mas sei lá… pensei mesmo que levaria tudo com muito mais descontração e despreocupação.
Realmente, isso aconteceu depois daquela primeira fase mais atribulada do início. Mas agora, às 31 semanas, começo a ficar com nervoso miudinho. Dou por mim a ler imensa coisa, mais do que uma vez, porque tenho medo de me esquecer de algo importante.
E se me esqueço de pôr tudo em ordem na hora do banho? E se precisar de alguma coisa para ele e não tiver porque me esqueci de comprar? E se, e se…?
Passaram apenas 4 anos desde que tive o Gonçalo, mas já há muita coisa de que não me lembro. Lembro-me, contudo, que na altura fiquei com a sensação que muitas coisas nascem por intuição juntamente com o bebé, mas agora tenho aquele pensamento a martelar e que me diz: e se desta vez não for igual?
E depois, claro, há o parto. Na gravidez do Gonçalo nunca pensei muito no dia do parto. Não é nada meu, que sou menina para racionalizar tudo e pensar muito nas coisas, mas a verdade é que não pensei. Quando a médica me disse que já estava com 5 dedos de dilatação e não sabia como é que eu estava sem dores, continuei descontraída e fiz tudo com calma. Desta vez, não sei porquê, não me sinto tão descontraída assim. Acho que parte de mim pensa que correu tudo tão bem, mas tão bem com o Gonçalo, que decerteza que desta vez não vai ser assim. "Ninguém tem assim tanta sorte!", pensa o meu inconsciente.
Por outro lado, desta vez também já tive um vislumbre do que são contrações com dor; coisa que com o Gonçalo também nunca experienciei, nem sabia o que era tal coisa até agora! (e como disse, tenho a certeza que foi apenas um pequeníssimo vislumbre e digo já que não gostei nem um bocadinho!)
Acho que é isto tudo que me deixa com esta nervoseira tonta. Um nervoso misturado com ansiedade e também com algum medo… mas esta parte dos medos ficará para outro post.
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