quarta-feira, 3 de abril de 2013
Lisbon Kids Market é já este fim-de-semana
O Lisbon Kids Market acontece já este fim-de-semana e no que me diz respeito vou fazer os impossíveis para conseguir marcar presença.
Para quem não sabe do que estou a falar, eu explico. Trata-se do primeiro evento internacional de moda infantil, o qual vai contar não só com sugestões de moda, mas também com momentos lúdicos, culturais, showrooms e workshops.
Esta é a primeira vez que este evento está em Portugal, mas a nível internacional é já um sucesso.
Por detrás deste conceito fantástico está a Dot Global e a Filipa Cortez Faria, que tem um blog cheio de estilo, onde não faltam as sugestões de roupinhas e acessórios para as nossas crianças e para nós também :)
No Lisbon Kids Market vão estar presentes mais de 50 marcas infantis, nacionais e internacionais. Estamos a falar de marcas de decoração, roupa e acessórios, que vão ter nestes dois dias ofertas exclusivas.
É importante sublinhar que este evento tem também um cariz de Responsabilidade Social, visto que o valor total dos bilhetes vendidos reverterá para a Instituição Corações com Coroa (que tem como objetivo a inclusão sócio-afetiva de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco e pobreza).
É mesmo um evento a não perder, não acham? :)
Lisbon Kids Market
Datas: 6 e 7 de abril
Local: Cavalariças do Pestana Palace, Alto da Ajuda
Horário: Sábado- 10h às 20h; Domingo - 10h às 18h
Preço do Bilhete: 1 euro
terça-feira, 2 de abril de 2013
Os homens são parvos ou apenas mais descontraídos?
Não sei se é só o meu marido, mas acredito que não...
Mal o M. chegou a casa contei-lhe o que me tinha acontecido. Disse-lhe que tinha apanhado um enorme susto, contei-lhe a história, disse-lhe que tinha ligado para a Saúde 24 e que depois ainda tinha falado com a linha de Saúde Pública... Ele ouviu com atenção, como quem está preocupado e, depois, perguntou-me num tom gozão:
"Não ligaste para mais ninguém? Tipo, para o Governo ou assim?"
A sério?!
Mas não deve ser só o meu marido. Digo isto porque mal as coisas aconteceram com o Gonçalo, mas já depois de o ter desinfetado com álcool, encontrei o pai e o avô de uma amiguinha do Gonçalo e disse ao Gonçalo para não tocar na amiga, explicando o porquê aos adultos. Ambos tiveram mais ou menos a mesma reação. Encolheram os ombros e disseram coisas do género "o que não mata engorda" e "isso não tem importância!"
Não sei se são "eles" que são muito descontraídos ou nós que somos muito stressadas! Sei é que às vezes fazia-me bem ser mais assim. Relax!
Mal o M. chegou a casa contei-lhe o que me tinha acontecido. Disse-lhe que tinha apanhado um enorme susto, contei-lhe a história, disse-lhe que tinha ligado para a Saúde 24 e que depois ainda tinha falado com a linha de Saúde Pública... Ele ouviu com atenção, como quem está preocupado e, depois, perguntou-me num tom gozão:
"Não ligaste para mais ninguém? Tipo, para o Governo ou assim?"
A sério?!
Mas não deve ser só o meu marido. Digo isto porque mal as coisas aconteceram com o Gonçalo, mas já depois de o ter desinfetado com álcool, encontrei o pai e o avô de uma amiguinha do Gonçalo e disse ao Gonçalo para não tocar na amiga, explicando o porquê aos adultos. Ambos tiveram mais ou menos a mesma reação. Encolheram os ombros e disseram coisas do género "o que não mata engorda" e "isso não tem importância!"
Não sei se são "eles" que são muito descontraídos ou nós que somos muito stressadas! Sei é que às vezes fazia-me bem ser mais assim. Relax!
Viva o Dia Internacional do Livro Infantil!
Hoje, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil!
Este dia começou a ser celebrado em 1967, e foi escolhido o 2 de abril para o comemorar em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen´s; que fazia anos neste dia. Para quem não sabe ou se lembra, Andersen´s foi autor de livros infantis que marcaram a infância de todos nós. Estou a falar de histórias como O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Princesa e a Ervilha, entre muitas outras.
Para marcar esta data, a escola do Gonçalo pediu a todos os meninos para levarem um livro seu, em bom estado, de modo a realizarem uma mini-feira do livro. Depois, cada criança trouxe para casa um livro de outro amigo. O Gonçalo trouxe este :)
Achei a ideia super gira. É uma forma deles terem livros novos, pelo menos para eles, sem gastar dinheiro! (Devíamos viver mais segundo este princípio de troca de géneros! Acho que as pessoas seriam muito mais felizes!)
Este dia começou a ser celebrado em 1967, e foi escolhido o 2 de abril para o comemorar em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen´s; que fazia anos neste dia. Para quem não sabe ou se lembra, Andersen´s foi autor de livros infantis que marcaram a infância de todos nós. Estou a falar de histórias como O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Princesa e a Ervilha, entre muitas outras.
Para marcar esta data, a escola do Gonçalo pediu a todos os meninos para levarem um livro seu, em bom estado, de modo a realizarem uma mini-feira do livro. Depois, cada criança trouxe para casa um livro de outro amigo. O Gonçalo trouxe este :)
Achei a ideia super gira. É uma forma deles terem livros novos, pelo menos para eles, sem gastar dinheiro! (Devíamos viver mais segundo este princípio de troca de géneros! Acho que as pessoas seriam muito mais felizes!)
Ainda estou a tremer!
Como hoje esteve um dia lindo de sol, fui buscar o Gonçalo bem cedinho para ir passear com ele na praia. Mal cheguei reparei que a areia estava suja, com canas, garrafas de plástico vazias, essas coisas. No entanto, pensei que mesmo que o Gonçalo quisesse ir para lá, que era o mais certo, seria pacífico. Procuraria uma zona que me parecesse menos má. De qualquer modo, iria tentar que ele ficasse satisfeito com um passeio pelo paradão. Escusado será dizer que ele quis logo ir para a areia.
Andámos, andámos, até que ele se fixou num montinho que lá estava. Eu achei que aquilo devia ser obra de outra criança (estou a escrever isto e até me está a dar vómitos!). Está o Gonçalo a mexer no montinho de areia, eu mesmo em frente a ele e a olhar para o meu pequenote, quando uma senhora me chama e me diz sobressaltada:
"Olhe que aí debaixo está um rato morto!"
Não estão a ver bem! Eu dou um grito, agarro no Gonçalo ao colo, prendo-lhe as mãos para me certificar que ele não as levava à boca, e não sei onde fui buscar mais mãos para agarrar na minha mala e na mochila dele que estavam na areia. Corri para um café e fui a voar lavar-lhe as mãos. Aquela gaita estava sem detergente para as mãos. Boa! Fui ter com os senhores do café e pedi-lhes para me darem álcool com urgência e expliquei-lhes a situação. Toca de esfregar as mãos do Gonçalo umas 10 vezes, esfregar-lhe bem as unhas, lavar as minhas mãos também, e voltar a esfregar as mãos dele outra vez. A seguir, ainda liguei para a Saúde 24 (o que eu gosto destes serviço; têm-me valido "n" vezes!), e eles reecaminharam-me para uma linha de Saúde Pública. De lá disseram-me que, à partida, e uma vez que o rato estava morto, e ainda por cima enterrado (e, portanto, menos em contacto com outros bichos), não haveria problema. Disseram que o ideal teria sido lavar as mãos com água e sabão e só depois pôr o álcool, mas que mesmo assim não deveria ter com o que me preocupar, até porque o Gonçalo não tinha feridas nas mãos (se tivesse, os germes e bactérias poderiam "atacá-lo". Não tendo, a pele deveria funcionar como barreira).
Entretanto, consegui lavar-lhe as mãos com sabonete e mal chegámos a casa tirei-lhe a roupa toda, pu-la para lavar e dei-lhe um grande banho.
Acredito que o Gonçalo mal tenha tocado naquela coisa nojenta, até porque quando a senhora disse aquilo eu olhei para o monte e só vi um bocado de pelo (opá, que nojo!!!. Se não estivesse a adorar o Gonçalo, como faço sempre, teria visto aquela coisa nojenta! :( )
Bem, não há de ser nada. O enfermeiro que falou comigo tranquilizou-me, mas disse-me para estar atenta caso ele tenha febre. Deus me livre!
Bolas, que ainda estou a tremer! Vai uma pessoa dar uma voltinha para descontrair e apanha um susto destes!!!
Lá se foi o esforço todo pró "galheiro"!
Vou eu ao ginásio para compensar a gula pascal, para depois chegar a casa e beber um café depois de almoço, acompanhado de um belo chocolate :( Damn you Sofia!
O Stephen Colbert tem inveja do Diogo Morgado! ;)
Este vídeo está demais! Adoro quando ele diz que o Diogo Morgado é "too hot" para ser Jesus e que não propicia sentimentos católicos, visto que quando se olha para ele só dá vontade de dizer "God damn!"
Eu cá compreendo-o. Ao Stephen. Realmente também me ocorre a frase quando olho para ele. Para o Diogo :P
Eu cá compreendo-o. Ao Stephen. Realmente também me ocorre a frase quando olho para ele. Para o Diogo :P
Sol, fica por cá por favor!
Ontem à noite estava com uma daquelas neuras... daquelas em que não nos apetece falar com ninguém, fazer nada e que nada nos agrada (um sentimento chato por natureza, mas que é ainda mais chato quando se tem um filho pequeno, já que ele, obviamente, é alheio a estes humores e exige na mesma toda a nossa atenção e dedicação).
Estava naqueles dias em que só me apetecia fazer uma trouxinha e ir para uma ilha tropical SOZINHA, pelo menos durante duas noites. Só eu, um bom livro e a minha música. Esquecer as sopas, os jantares, as compras de supermercado, o facto de não ter trabalho, esquecer as contas, os saldos bancários... todas as preocupações!
Fui-me deitar cedo, para ver se o dia acabava rápido, e hoje, quando acordei e vi este sol, o meu humor mudou milagrosamente. Realmente este solinho faz um bem danado à alma :)
Esta mensagem é para ti amigo sol: por favor, fica por cá, porque isto está a tomar um rumo que só tu para animares as hostes!
Estava naqueles dias em que só me apetecia fazer uma trouxinha e ir para uma ilha tropical SOZINHA, pelo menos durante duas noites. Só eu, um bom livro e a minha música. Esquecer as sopas, os jantares, as compras de supermercado, o facto de não ter trabalho, esquecer as contas, os saldos bancários... todas as preocupações!
Fui-me deitar cedo, para ver se o dia acabava rápido, e hoje, quando acordei e vi este sol, o meu humor mudou milagrosamente. Realmente este solinho faz um bem danado à alma :)
Esta mensagem é para ti amigo sol: por favor, fica por cá, porque isto está a tomar um rumo que só tu para animares as hostes!
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Gonçalo: o rei das novas patologias!
Depois de há uns tempos ter descoberto que o escuro faz mal aos ouvidos, eis que o meu filho me ensina outra coisa interessantíssima ligada ao ramo da medicina.
Fui comprar umas coisas ao supermercado e pus no carrinho umas amêndoas de chocolate (sem amêndoa) para dar ao Marco. O Gonçalo viu e, claro, pediu-me logo uma para comer. Eu fiz-lhe a vontade. Dei-lhe uma e expliquei-lhe que naquele dia não poderia comer mais chocolate, porque lhe fazia mal. Perguntei-lhe se ele percebia o que lhe estava a dizer e ele respondeu-me:
"Xim. O chocoate faz mai. Faz dói-dói na barriga... e nas costas!"
As coisas que ele sabe!
Fui comprar umas coisas ao supermercado e pus no carrinho umas amêndoas de chocolate (sem amêndoa) para dar ao Marco. O Gonçalo viu e, claro, pediu-me logo uma para comer. Eu fiz-lhe a vontade. Dei-lhe uma e expliquei-lhe que naquele dia não poderia comer mais chocolate, porque lhe fazia mal. Perguntei-lhe se ele percebia o que lhe estava a dizer e ele respondeu-me:
"Xim. O chocoate faz mai. Faz dói-dói na barriga... e nas costas!"
As coisas que ele sabe!
Bullying: um tema que (infelizmente) continua atual!
Apesar do caso já ter algum tempo, a situação que o despoletou, o Bullying, é algo que continua atual. Para mal de muitas crianças e dos seus pais!
(Cyber) Bullying: um
dos lados mais perversos da tecnologia
O caso de Amanda Todd, de apenas 15 anos, veio acordar-nos,
mais uma vez, para uma das mais trágicas realidades do século XXI: o Cyber
Bullying.
Amanda Todd, de apenas 15 anos, suicidou-se após anos
sucessivos de puro linchamento público! E, digam o que disserem, por mais que a
fórmula tenha mudado, este tipo de linchamento não foge muito ao que acontecia
em plena Idade Média!
Quando se fala neste “fenómeno” ouve-se dizer muitas vezes
que sempre houve crianças e adolescentes a gozar uns com os outros.
Acrescenta-se ainda, com frequência, uma frase do género: “hoje fala-se neste
assunto como se fosse uma coisa só de agora!”
De facto, não é. Também me lembro de ter um ou outro
amiguinho da escola que era mais discriminado, mal tratado e gozado, ou por ser
mais gordinho ou mais magrinho ou por não gostar de fazer as coisas que
normalmente os rapazes faziam com aquela idade.
No entanto, um aspeto que muitos parecem esquecer-se, é que
a diferença entre este tipo de comportamento “ontem” e “hoje”, vai muito além
da simples ausência de nome para o que se passava antes. A grande e colossal
diferença está no facto de hoje, o bullying, se estender à internet e às redes
sociais! Hoje, as agressões não ficam na escola. Elas seguem as crianças para
onde quer que vão e chegam a uma “audiência” largamente superior. Hoje, a humilhação
é elevada a uma escala muito maior! Assustadoramente maior!
Arrisco-me a dizer que o (cyber) bullying é uma das maiores
preocupações dos pais que têm agora filhos pequenos e adolescentes. Afinal, como
é que nós, pais, podemos proteger os nossos filhos deste tipo de situações?
Mesmo que os afastemos da internet, tal não invalida que eles não sejam
expostos a uma qualquer maldade e crueldade! Por sua vez, mesmo que eduquemos os
nossos filhos no sentido de nos contarem sempre tudo, todos nós sabemos que
chega uma altura em que deixamos de partilhar o que nos acontece com os nossos
pais! Será que se educarmos os nossos filhos para serem crianças e adultos
seguros, com autoestima, será suficiente? É mesmo apenas a educação que se dá
em casa que molda toda a personalidade das crianças?
Amanda Todd, de apenas 15 anos, foi “só” mais uma criança a
morrer vítima de cyber bullying. A morte dela acordou-nos, abanou-nos e relembrou-nos
da existência desta dura realidade! Uma realidade bem presente e sem soluções
milagrosas que nos ajudem a contorná-la ou evitá-la!
Mas como impedir que situações como estas se repitam?
Falando mais em soluções e não tanto no problema? Havendo
mais sensibilidade por parte do corpo docente das escolas para este tipo de
situações? Havendo uma responsabilização legal da escola e da família quando
situações destas acontecem? (Talvez esta última solução seja demasiado
drástica. Não sei). Sinceramente, não sei mesmo! Mas pergunto-me: será que
realmente nós, pais e professores, não seremos culpados se não conseguirmos
detetar e impedir que os nossos filhos agridam e sejam agredidos? Será que não
seremos culpados se não conseguirmos detetar quando eles se sentem sozinhos, ao
ponto de acharem que não têm uma razão para viver?
Estas perguntas são mesmo dúvidas genuínas. Não têm qualquer
tom acusatório inerente. Eu não estou a cuspir para o ar, como se diz na gíria!
Deus me livre! Só estou a pensar alto. A questionar-me!
Enquanto mãe tenho muitos medos. O maior deles talvez seja o
de não conseguir educar o meu filho da melhor forma. De falhar de algum modo.
De não o conseguir proteger como seria suposto! No fundo, acho que qualquer pai/mãe
nunca quer ser “só” um pai/mãe. Quer ser uma espécie de Deus: omnipresente e
omnipotente em relação aos seus filhos. E o medo existe, exatamente, por saber
que este controlo soberano sobre a vida dos nossos pequeninos é impossível de
conseguir!
É tudo uma questão de centímetros!
De manhã é sempre uma azáfama cá em casa. Inevitavelmente, acabamos quase sempre por nos atrasar! Contudo, e como é óbvio, o conceito de "ter horários" para o Gonçalo não é percetível e ele quer sempre que eu brinque um bocado com ele de manhã. Às vezes ainda consigo, mas outras nem por isso.
Hoje era um daqueles dias em que não iria conseguir, até porque adormecemos todos. Tentei explicar-lhe que não dava, porque ele tinha de ir para a escolinha, mas nada o convencia. Até que ele se sai com o seguinte argumento:
"Mas binca mamã. Bincar faz quechêi (crescer)."
Desconfio que este argumento seja reflexo de eu o usar muitas vezes. Como ele está com pressa de crescer (não em idade nem em mentalidade, mas em comprimento; quer porque quer chegar ao corrimão dos crescidos lá da escola e aos interruptores cá de casa), digo-lhe muitas vezes que se ele não comer ou não dormir, não cresce.
Ele captam tudo!
Hoje era um daqueles dias em que não iria conseguir, até porque adormecemos todos. Tentei explicar-lhe que não dava, porque ele tinha de ir para a escolinha, mas nada o convencia. Até que ele se sai com o seguinte argumento:
"Mas binca mamã. Bincar faz quechêi (crescer)."
Desconfio que este argumento seja reflexo de eu o usar muitas vezes. Como ele está com pressa de crescer (não em idade nem em mentalidade, mas em comprimento; quer porque quer chegar ao corrimão dos crescidos lá da escola e aos interruptores cá de casa), digo-lhe muitas vezes que se ele não comer ou não dormir, não cresce.
Ele captam tudo!
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