terça-feira, 31 de julho de 2012

Os filhos são autênticas caixinhas de surpresas


Às vezes acho que menosprezo o Gonçalo. Não no sentido de o desvalorizar, claro que não, mas acho que tenho o péssimo defeito de achar que ele é mais bebé do que aquilo que realmente é. Ontem vi-me obrigada a refletir sobre o assunto.

Quando vou com ele ao parque tenho sempre mil cuidados. Ando colada a ele, pronta a ampará-lo não vá ele desequilibrar-se ou dar-lhe a "macacoa" e largar as mãos do baloiço e estatelar-se no chão. Quando ele quer andar no escorrega, por exemplo, agarro-lhe sempre os braços e faço uma força gigante e movimentos quase circenses, de modo a ele não se inclinar para trás e bater com as costas no baloiço ou para evitar qualquer coisa deste género.

Ora, ontem, quando o fui buscar à escola, ele estava lá fora a brincar, como é costume, na parte dos mais pequeninos; onde existem baloiços indicados para idade deles. A partir de uma determinada hora eles passam os meninos todos para o lado dos baloiços dos mais crescidos e como eu me atrasei porque me pus à conversa com uma das auxiliares, lá foi o Gonçalo brincar na zona dos "baloiços dos grandes". Qual não é o meu espanto quando o vejo subir para um dos escorregas, com uma segurança fantástica, e depois andou no escorrega como se fizesse aquilo desde sempre! Fiquei boquiaberta! E tão bem que ele já sobe as escadas!

Isto serviu como uma espécie de bofetada, que me fez ter consciência de que tenho de me esforçar em dar-lhe mais espaço e a enfiar nesta minha cabeça que ele cresce… e que isso é bom!

Cu-cu

Hoje, logo de manhã, ainda de pijama, o Gonçalo quis brincar às escondidas.

"Mamããã... O Chalo?"

Eu alinhei e vai daí encontrei-o escondido... assim! :)

Que delícia!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Momento nostálgico do dia

Um colega meu estava hoje a contar-me como tinha sido a noite dele… basicamente, estava com um ar exausto, porque o seu bebé recém-nascido tinha passado a noite a chorar, tendo conseguido a proeza, inclusive, de o fazer durante 3 horas seguidas!

Isto fez-me pensar que há coisas desta fase das quais não tenho saudades. Pode soar a chocante, mas sinceramente não vou dizer que tenho saudades de dormir 4 horas por noite (sem serem seguidas), do stress que foi a amamentação, do cansaço extremo, da preocupação constante com tudo, das opiniões de toda a gente sobre vários assuntos relacionados com o MEU filho…

ele e o papá
Seja como for, as coisas das quais sinto saudades são claramente em maior número. Quando ele nasceu, por exemplo, cabia todinho no meu tronco. Ficava enroladinho sobre mim, no meu peito, e naqueles primeiros meses parecia que ainda fazia parte de mim (apesar de já estar cá fora). Era um sentimento de paz absoluta, indescritível.

Havia outras alturas em que ficava com saudades dele quando ele estava a dormir. Ahahaha Soa a disparate, eu sei, mas é a mais pura das verdades. Lá ia eu para o quartinho dele, onde o punha a dormir durante o dia (à noite ele dormia no meu quarto) e ficava lá, a adorá-lo!

E a dor que sentia??! Nunca tinha sentido tal coisa. O amor que sentia era tão forte, mas tão forte, que doía-me até às entranhas. Uma dor aguda e quase asfixiante! Hoje amo-o mais ainda, uma coisa que pensei não ser possível, mas já sei controlar esta dor. Aliás, eu dizia muitas vezes que eu não amava o meu filho. A palavra “amor” parecia-me demasiado redutora para definir o que sentia por ele. Aquele sentimento não tinha nome, mas decididamente era muito mais forte do que o conceito que existe de amor, mesmo aquele amor descrito pelos filósofos e poetas.

Tenho saudades do primeiro sorriso, da primeira gargalhada, de quando ele se punha de barriga para baixo todo desengonçado, de quando começou a agarrar as coisas, de quando começou a pronunciar uns sons fofos… tenho saudades de tanta coisa! O caldo entorna totalmente quando começo a ver fotos dele. Uuuuiii. Aí é que a coisa aperta com força. Ele sempre foi tãããão fofo!

Mas é claro que vou ter sempre saudades. Amanhã vou ter saudades do que ele é hoje. Mas o mais importante é ter consciência de que “hoje” o aproveitei ao máximo! E essa consciência está bem vincada em mim. É raríssimo o dia em que não usufruo dele a 100%. Mesmo quando ele está mais chatinho e eu mais cansada, esforço-me para aproveitar cada segundo. Até porque a verdade é que nada nem ninguém me faz sentir tão completa e feliz como ele me faz sentir.

Um abraço que vale ouro


Depois de um fim-de-semana em que o Gonçalinho parecia estar decidido em deixar-me louca, eis que hoje, mal acordou, me brindou com um abraço “daqueles”! Não sei como vai acabar o dia, mas que começou da melhor maneira possível, lá isso começou!

domingo, 29 de julho de 2012

Ser mãe é...

- Ter fins-de-semana em que chegamos ao domingo à noite e nos sentimos mais exaustas do que naquelas semanas de trabalho mais intensas e que exigem mais de nós.

E posto isto, hoje não tenho mais nada a dizer. Falta-me força anímica!

sábado, 28 de julho de 2012

Amigos: das melhores coisas que a vida tem!


Hoje passei a tarde com os meus amigos. Mas não foi com uns amigos quaisquer. Passei a tarde com os meus amigos de sempre e para sempre, como eu os costumo chamar. Faltaram dois elementos de peso, mas o motivo é justificável.

Lá fui eu, o Gonçalo e o M.. Aquilo é que foi uma paródia e uma agitação. Finalmente o Gonçalo estreou-se na piscina (este ano, plo menos) e adorou de tal modo que depois não queria sair. Que delícia!

Foi uma tarde muito bem passada. Bem que quisemos registar o momento, mas apanhar a criançada junta e quieta ao mesmo tempo foi uma missão quase impossível. Mas lá conseguimos tirar algumas fotos para mais tarde olharmos para elas à moda de “velhotes nostálgicos”.

Conheço alguns destes meus amigos desde os três anos, o meu primo desde que ele nasceu e a grande maioria conheço desde os 9/ 10 anos. Olho para a nossa amizade e vejo-a como um dos bens mais preciosos da minha vida. Não andamos sempre em casa uns dos outros, uns dão-se melhor com uns do que com outros e se for preciso só nos conseguimos reunir todos uma ou duas vezes por ano, mas a verdade é que tenho a certeza que todos nós sabemos que podemos contar uns com os outros. Tenho a certeza que se eu ligasse para qualquer um deles às 3 da manhã a pedir-lhes ajuda, eles vinham a correr e creio que eles sabem que de mim podem esperar o mesmo. Aliás, que podemos esperar isso uns dos outros.

São tantos anos juntos, que podemos dizer que crescemos uns com os outros. Desde o nosso 5º ano que mantivemos contacto, entretanto entraram mais uns elementos e com a idade vieram os respetivos; uns mantiveram-se, outros não! Faz parte! Hoje somos uma grande família, já com duas gerações! E vem mais um baby a caminho para se juntar ao clã! J

Espero que o Gonçalo tenha a sorte de ter um grupo de amigos assim. Tenciono ensinar-lhe o valor da amizade, dos verdadeiros amigos, e a importância de a cultivar. Espero conseguir!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

You can´t always get what you want


Nem sempre podemos ter aquilo que queremos; os Rolling Stones é que a sabiam toda. É verdade que todos nós, a determinada altura da vida, sentimos esta dura realidade, mas há fases em que não se aguenta! Estou numa dessas fases. Sinto-me cansada física e psicologicamente, sem paciência para nada e com os nervos à flor da pele. E depois para ajudar tenho dias como os de ontem. Então é o seguinte: ontem já estava com este espírito e tudo o que queria era sair do trabalho, ir buscar o Gonçalito, ir brincar com ele ao parque, ir para casa, tratar dele, “as usual”, jantar, ver um episódio da “Guerra dos Tronos” com o M. e depois ir dormir. Era isto. Não podia ser mais simples que isto. No entanto, eis o que realmente aconteceu: saí do trabalho, fui buscar o Gonçalo e fomos ao parque. Até aqui tudo correu como o planeado. Acontece que o miúdo ontem também devia estar com a neura e resolveu ser chaaaato como tudo. Queria uma coisa, depois queria outra, não queria ir embora, fugiu de mim no parque... enfim. Tive de agarrar nele e pu-lo debaixo do braço, tal e qual os franceses fazem com as baguetes, e fui para casa com ele a choramingar o caminho todo. Chegámos a casa e ele não queria tomar banho. Outra fita, outro momento desgastante. Depois lá tomou a banhoca, no meio de muita brincadeira, e eu ainda fui fazer sopa para ele. Chegada a hora de jantar, ele, que até come bem, embirrou que não queria a sopa e começou outro filme. Às tantas só me apetecia mandar a sopa pela janela. O que vale é que o M., que costuma chegar depois do Gonçalo já estar com o banhinho tomado e jantado, salvo seja, chegou entretanto e eu passei-lhe a “batata quente”. Jantei uma piza a correr, porque a seguir tinha mesmo de ir fazer compras de supermercado, já que não tinha nada em casa. Lá fui, contrariada, e cheguei a casa quase às 22h30. Arrumei as compras ainda mais contrariada, com a ajuda do M., que optou por não falar muito comigo, tal devia  ser a minha "cara de mau feitio". Quando finalmente as compras estavam arrumadas ainda preparei as coisas para o Gonçalo levar hoje para a escola. 

Resumindo, fui-me deitar tardíssimo e não só não fiz nada do que me apetecia, como tive de fazer coisas que detesto e as outras que até gosto deixaram-me ainda mais irritada do que eu já estava.

Soa bem, não soa? A ver se o fim-de-semana me salva!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Feliz dia dos avós!



Penso muitas vezes que pelo andar da carruagem os “avós”, enquanto figura familiar, têm tendência para desaparecer. É um pensamento assustador, eu sei, mas pensem comigo: por força das circunstâncias (cursos, estabilidade profissional e monetária, etc) é-se mãe/pai cada vez mais tarde e por isso a probabilidade dos filhos se reproduzirem já quando os pais são velhinhos, ou já passaram para o lado de lá, é grande. E isto é triste. Muito triste. Dramático mesmo!

Todas as crianças e adolescentes deveriam de ter avós. São figuras essenciais e fundamentais no nosso crescimento. O mimo deles é único, incomparável e inigualável. Mais ninguém nos mima assim. Nem os próprios pais. Porque os avós não nos dão limites. Os avós deixam-nos comer farturas antes do jantar, mesmo que nos "desbronquemos" aos nossos pais e eles se zanguem com os avós (sim, é uma experiência pessoal; a minha avó comprava-me farturas e pedia-me para não dizer à minha mãe e eu assim que a via dizia-lhe. E a minha avó o que é que fazia perante esta atitude? Se fosse preciso voltava a dar-me farturas no dia seguinte e voltava a pedir-me para eu não dizer nada à minha mãe, sabendo perfeitamente que eu o iria fazer. Acredito que no íntimo dela ela pensava: "prefiro fazer feliz a minha neta, mesmo que isso implique que a minha filha ralhe comigo!" Há lá maior prova de amor?

Agora são os meus pais e sogros que estragam o Gonçalo com mimos. Eu às vezes passo-me por dentro, claro, faz parte, mas no fundo fico muito feliz e grata por ele poder usufruir deste mimo. Por ele poder sentir este amor que só os avós sabem dar.

Só espero que o Gonçalo possa sentir e viver este mimo e amor por muitos e muitos mais anos.

Feliz dia dos avós! Aos meus, aos do Gonçalo e para todos os (bons) avós do mundo!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Como disse?!


O Gonçalo despertou há pouco tempo para a comunicação oral. De repente, e para contrariar o estado anterior em que parecia recusar-se a falar, começou a querer dizer tudo. Anda feito papagaio. Repete tudo o que dizemos e é supercómico o esforço dele em fazer-se entender. É claro que não me rio perante este esforço; pelo menos a maior parte das vezes!

Agora está na fase em que imita mais que palavras soltas. Quer dizer frases. Mas não são frases com duas ou três palavras! Quer dizer frases compridas… e depois não se entende nada e tropeça nele próprio. Farto-te de rir. Ele é muito expressivo e acho que, influenciado por mim, que quando falo com ele uso muito as mãos e expressões faciais, ele faz o mesmo. Não dá para explicar o que sinto quando ele começa a comunicar daquela forma tão dele, a falar e a mexer muito os braços e as mãos. Às vezes faço um ar sério, quando vejo que o que ele me está a dizer é algo que merece o meu olhar solene, outras vezes percebo que ele me está a explicar qualquer coisa que aconteceu ou qualquer coisa que quer que eu faça ou lhe dê. A verdade é que mesmo que não perceba uma palavra do que me diz, ele faz-se entender. Pelo menos EU entende-o. A forma como comunicamos é especial, como creio que deve acontecer entre todas as mães e filhos.

Como já tinha dito aqui, ele começou a querer cantar há muito pouco tempo, mas só cantava as palavras finais de cada frase. Então não é que ontem, no caminho de regresso a casa, começou a cantar os “parabéns a você”? É daqueles “quadros” que quero guardar na minha memória. Lá estava ele, a comer uma bolacha e a cantar “éns...ocê… ata…êida… eidades… iida.” No fim gritou “ééééé” e bateu palmas.

Nunca gostei tanto de ouvir esta música e nunca ninguém a cantou com uma voz tão doce. De certeza! Palavra de mãe babada!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Momentos “me myself and I” deviam ser obrigatórios


Ouço dizer muitas vezes que uma mulher quando é mãe se descuida de si mesma, que se passa a dedicar 100% ao filho e que depois fica gorda, mal vestida e com bigode. Pronto, ok, estou a exagerar, mas “o filme” que muitas pessoas fazem quando abordam esta temática é algo de dramático e assustador, sobretudo quando nos dizem estas coisas enquanto estamos grávidas. “Será que isto me vai acontecer?” A pergunta é inevitável.

É claro que a vida muda muito quando somos mães, mas não temos de prescindir de tudo, sobretudo daquilo que realmente gostamos. Pessoalmente, é o desporto que mais me apazigua e preenche, mas podia ser o croché ou outra coisa qualquer. A questão é que aquele tempo em que estou a fazer exercício estou a fazê-lo por mim. Porque gosto, porque me faz bem. O facto de ter aquele tempo em que dedico a mim mesma dá-me uma enorme serenidade e devo dizer que há dias em que é responsável por conseguir manter alguma sanidade mental. A possível e a desejável… mais do que isso também não se quer. J

Acredito que todas as mulheres deveriam ter momentos destes. Aliás, deveriam de ser obrigatórios. O nosso bem-estar também depende disto e ao oferecermos estes momentos a nós próprias estamos a contribuir para a nossa felicidade e realização pessoal. Vantagens que, inevitavelmente, irão ser refletidas no seio familiar. Todos agradecem!

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