terça-feira, 10 de julho de 2012

Ser mãe é...

- Estar no carro e apetecer-nos ouvir aquele CD fantástico do nosso grupo preferido, mas quando abrimos o porta-luvas temos de o desenterrar debaixo das “Leopoldinas” desta vida, dos “Gomas” e de outras coisas que tais!

- Ir ao Shopping ver montras e comprar roupa para nós para espairecer e gastarmos mais de metade do (pouco) tempo que temos a ver roupa para os nossos filhos. A ver e, pior, a comprar!

- À noite, em vez de vermos o noticiário na televisão, temos de “levar” com os “Pandas” e “BabyTv(s)” e ouvir músicas que, no final do dia, só nos dão sono ou nos dão cabo dos nervos.

- Redecorar a casa com coisas inestéticas, mas necessárias, que têm como objetivo evitar que os nossos filhos se magoem nas esquinas dos móveis, abram gavetas e armários, ponham os dedos nas fichas e se entalem nas portas e janelas. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Aiii que este amor mata-me!



Segundas-feiras não são propriamente o meu dia da semana preferido. Sobretudo de manhã; à tarde já costumo estar mais fresca. Também não chego ao ponto de pôr a música “I don´t like Mondays” a tocar, mas não falta muito para chegar a este ponto. O que é facto é que às segundas sinto-me sempre mais cansada e enresinada (um termo muito cómico que uma amiga minha usa muito quando quer dizer que está com mau feitio e de mau humor J!).

Hoje, sinto isto tudo e ao mesmo tempo estou com aquele travozinho a nostalgia e a saudosismo a moer-me a alma. Se bem que acho que isto já vem de ontem à noite, quando estava a contemplar o Gonçalinho, como faço centenas de vezes. Mais uma vez, constatei que ele está a crescer assustadoramente rápido. Eu sei que é bom. Ótimo. Que é muito bom sinal. Graças a Deus que é assim. Mas assusta ao mesmo tempo.

Ele está lindo e numa fase muito fofa (para ser sincera, acho sempre que ele está numa fase fofa. Desde que nasceu). Agora quer falar e imita tudo o que dizemos, mas atrapalha-se todo. Em vez de lhe saírem as palavras certas, saem coisas que às vezes nos fazem ir às lágrimas de tanto rir. Melhor é quando acompanha as palavras/frases com gestos e expressões faciais! É o máximo!

Eu quero registar isto tudo, mas não consigo e isso deixa-me triste e gera em mim um sentimento de aflição. Por mais que escreva sobre as gracinhas dele, fotografe ou filme, a materialização dos momentos não é possível de ser feita e isso chateia-me! Sei que os momentos ficam no meu coração e não os esquecerei nunca, mas como é que registo o toque? Como é que registo aqueles pedaços da minha vida em que ele está ao meu colo, encostado a mim e em que consigo sentir claramente que eu sou tudo para ele? Como é que registo a festinha que ele me dá com aquela mãozinha frágil? E o sorriso dele quando me vê a chegar à escola para o ir buscar? E o “olá” doce com que me saúda de manhã? E a gargalhada dele quando brincamos?...

Hoje, é daqueles dias em que o amor que sinto por ele não cabe dentro de mim. Também é verdade que é assim desde que mo puseram nos braços, mas há dias mais intensos que outros. Hoje, quase me sinto a sufocar por este amor!

domingo, 8 de julho de 2012

Prova superada… mas a precisar de um bom descanso!


Como planeado, hoje lá tive, não 9 como pensava, mas 10 pessoas cá em casa a almoçar, sem contar com o Gonçalinho, que ia rodando de colo em colo. Entre pais, sogros, cunhados e mano, a casa estava bem composta.

É verdade que dá trabalho e cansa, mas tenho de confessar que adoro este tipo de convívios. Gosto de ter a casa cheia. De certo modo, hoje o dia soube-me a Natal antecipado.

Este tipo de reuniões familiares vêm sempre acompanhadas de barulho, azáfama e a determinada altura parece mesmo que se está numa casa de malucos. E é disto tudo que eu gosto, porque acredito que são estes momentos que ficam nas nossas memórias e nos nossos corações. Além do mais, creio piamente que são fundamentais para o crescimento do meu fofinho. Há lá coisa mais maravilhosa do que termos memórias de infância que remetem sempre para serões cheios e animados com a família?! Já para não contar que hoje, tal como nos outros dias, foi ele o centro de todas as atenções. Ele sabe aproveitar bem o título de benjamim da família.

Quanto à loiça… tudo se fez. Os pratos de plástico lá marcaram presença, mas não foi por isso que não nos fartámos de lavar loiça. Mas não faz mal. Foi por um excelente motivo e a prova foi superada! Não há cá eletrodomésticos que me derrubem!

Por hoje é tudo. Estamos todos cansados… mas é um cansaço que se sente no corpo, mas que ao mesmo tempo acalenta a alma e alimenta a vida. 

sábado, 7 de julho de 2012

Odeio precisar tanto de máquinas!

Era só o que me faltava! Como se não bastassem as coisas que já tenho para fazer e com as quais tenho de me preocupar, parece que os eletrodomésticos cá em casa planearam uma rebelião.

Ok, foram só dois, mas foram dois muito importantes! Como se já não fosse suficiente o esquentador andar com personalidade própria e só funcionar quando lhe apetece (às vezes precisa de uma murraça naquela chapa), agora foi a vez da máquina da loiça. Eu tenho lá paciência e tempo para lavar loiça?! Detesto lavar loiça! E pior que ter de lavar loiça, é ter de lavar todos os pratos, copos, talheres e tachos que pus lá dentro e que não ficaram lavado porque a máquina não colaborou! Máquinas! Como é que bichos tão odiosos conseguem ser tão necessários!

O que vale é que domingo somos 9 a almoçar cá em casa (ou 10, se a namorada do meu cunhado vier)! 

(Nota mental: ir comprar pratos de plástico! Os talheres ainda vou pensar e os copos têm mesmo de ser de vidro… vinho em copo de plástico é que não!)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Afinal, (quase) tudo é possível!


A noite passada era suposto ter ficado em casa sozinha a cuidar do meu filhote, já que o Marco ia estar a trabalhar no SBSR (o festival). Ou seja, isto significa que me esperava uma noite calma, em que faria a rotina do Gonçalinho sozinha e, quando ele estivesse a dormir (o que costuma acontecer por volta das 20h30), iria jantar e depois sentar-me ao computador e, eventualmente, ver qualquer coisa na televisão. Resumindo, não ia fazer nada de especial!

No entanto, não foi nada disto que aconteceu. Afinal, e ao contrário do que penso muitas vezes, apesar de ser mãe de um filho pequeno É possível ter/ fazer programas espontâneos e divertidos, numa linha similar aos que fazia antes de ser mãe.

Não fiz nada do outro mundo, mas o facto das coisas não terem sido planeadas, de terem acontecido tão impulsivamente e de terem corrido bem, foi muito bom. Umas amigas minhas vieram cá a casa ao final da tarde, uma delas com a filha, para bebermos um café e para a pequenita e o Gonçalo brincarem um bocado. A tarde foi passando, a conversa estava animada e acabámos por decidir que jantaríamos todas cá em casa. Era preciso dar banho aos pequenos, dar-lhes de jantar… Fiz a rotina do Gonçalo, “as usual”, e depois a minha amiga também deu banho à filha dela, vestiu-lhe um pijama do Gonçalinho… foi tudo feito em cima do joelho, como se costuma dizer, mas tudo se fez. Depois, lá fomos jantar um frango assado comprado ao pé de casa, bebemos umas cervejitas e rimos que se farta. Mais simples não podia ser, mas posso dizer que há já muito tempo que não me sentia tão leve. O Gonçalinho dormia ali ao pé de mim, estava bem, e eu ali estava, num jantar muito animado com duas amigas!

Realmente, as coisas mais simples podem proporcionar os melhores momentos!

Venham mais destes!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Uma série que é a cara da maioria dos recém-papás



Tenho andado a ver uma série na televisão que tem tanto a ver com aquilo que sempre quis passar aqui no Blog, que tenho de a partilhar; não vá dar-se o caso de não a conhecerem. Chama-se “Up All Night” (não faço ideia de qual o título em português), e acreditem que proporciona boas risadas e que é muito fácil nos identificarmos com as personagens e com algumas das situações que vivem.

A premissa não podia ser mais simples: trata-se de uma comédia romântica, sem nada de lamechices, que se centra na vida de um casal de recém-papás na casa dos 30 anos. A mãe é produtora de televisão e o pai é um advogado de sucesso que resolve ficar em casa a tomar conta da filha. Eles são supermodernaços e nos flashbacks percebe-se claramente que antes de serem pais estavam sempre prontos para uma boa festa e para alguns excessos.

O cómico das situações surge exatamente quando eles insistem em manterem-se “cool” e fazerem exatamente as mesmas coisas que sempre fizeram, sem nunca pôr em causa a bebé, já que são uns verdadeiros “pais-galinhas”.


Como já disse, é muito fácil nos identificarmos com as situações que eles vivem: o querer regressar ao trabalho mas ao mesmo tempo não querer largar o nosso bebé; as noites mal dormidas; o cansaço extremo que por vezes sentimos e a dificuldade que é, nestes dias, nos mantermos acordados no trabalho; o querer passar momentos a sós com o nosso marido/ mulher, mas ao mesmo tempo não querer deixar o nosso filho com ninguém; a dificuldade logística de planear coisas tão simples como ir dar um passeio ao parque em família ou ir almoçar fora; as mudanças que surgem na vida do casal depois do nascimento de um filho… enfim, situações que decerto já muitos passaram por elas e temas aparentemente sérios mas que são tratados com uma leveza e humor fantásticos! Aliás, é importante dizer que a série foi criada por Emily Spivey, que escreveu quase duas centenas de episódios para o "Saturday Night Live”; um famoso programa cómico americano.

Ainda de sublinhar que para o delírio das situações muito contribui Ava (a minha personagem preferida), que é a melhor amiga do casal.

Se tiverem oportunidade de ver, recomendo vivamente. Sei que muitas das vezes não há paciência nem disponibilidade mental para ver séries nem nada, mas até nisto a série é boa. Cada episódio tem só 20 minutos; os suficientes para descomprimir e desanuviar um pouco!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma pulseira que localiza crianças e descansa os pais



Não, não comprei um passe para o meu filho ir a um festival de verão! Graças a Deus ainda não cheguei a essa fase (eu sei que hei de chegar e será muito bom sinal, mas ainda não estou preparada). Esta pulseira foi-lhe posta pela escola, de modo a identificar os meninos que vão para a praia; não vá algum perder-se (credo!!!). Já agora, tem uma mãozinha tão fofa, não tem?! ahahahah


Esta situação fez-me lembrar uma notícia recente que me deixou bastante contente e que vou partilhar aqui. Este Verão, a PSP vai distribuir cinco mil pulseiras capazes de localizar crianças desaparecidas, no âmbito do programa “Estou Aqui!”. Esta distribuição será GRATUITA e quem quiser pode adquirir uma pulseira numa esquadra da PSP em todo o país. Depois, há que ativá-la através do preenchimento de uma base de dados contida na página web do Programa.

É ou não uma boa notícia J? Não vale é lá por ter a pulseira não andar sempre em cima do que eles andam a fazer!! 

Para mais informações, podem ler a notícia completa aqui.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Uma pausa nos biberons!



Já aqui o disse e repito: ser mãe é fantástico, maravilhoso e tudo e tudo... No entanto, também tenho de admitir que me sabe bem fazer, volta que não volta, uma pausa nesta função (na medida do possível, claro!). Sabe bem ter dias em que posso deixar os biberons para o meu marido tratar e focar-me nos batons!

Foi o que fiz ontem à noite.

Fui jantar com as minhas amigas da faculdade e soube-me um bem que nem imaginam. Não foi propriamente uma “girl´s night”, mas foi muito agradável. Pusemos a conversa em dia e apesar das gracinhas e peripécias dos filhos virem à baila de vez em quando (é inevitável!), deu para descomprimir. Rimos, partilhámos aquilo que tem sido a nossa vida desde que nos vimos pela última vez, falámos bem “daquela”, mal da outra, maldissemos a crise, elogiámos a “situação x”, comentámos a roupa e sapatos que vimos “naquelas” lojas, sugerimos restaurantes e locais umas às outras, pusemo-nos a par da vida amorosa das nossas amigas... enfim. Foi o tipo de pausa boa (existem várias outras), útil, necessária e obrigatória para que qualquer mulher mantenha a sua sanidade mental e não se anule enquanto mulher. Além disso, acredito piamente que estes momentos nos ajudam a ficar mais bem-dispostas e os nossos príncipes e princesas só ganham com isso :)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Primeiro passeio com a escola = coração apertadinho



Hoje, o meu pequenito foi para a praia com a escolinha. É o primeiro passeio dele com os amiguinhos da sala. Autorizei-o a ir, mas confesso que não foi de ânimo leve. Agora cá estou eu, de coração apertadinho, ansiosa, tensa, com nervoso miudinho… Parece que bebi uns 10 cafés! Mas digam-me, o que é que eu posso fazer? Conhecendo-me como me conheço, se esperar sentir total à vontade para o deixar fazer este tipo de coisas, ele nunca fará nada! É difícil contrariar estes ímpetos de o querer manter sempre debaixo de olho, mas sinto que tenho de fazer um esforço! Agora compreendo os meus pais e a eternidade que levavam até me dizerem se me deixavam ou não ir a uma visita de estudo. É que não é fácil! Seja como for, não quero cair no erro de o querer ter sempre “debaixo da minha asa”. Por outro lado, também não tenciono ser demasiado permissiva. Bolas, que arranjar aqui um ponto de equilíbrio é mais complicado que aqueles problemas de matemática com muitas variáveis! Venha de lá o manual de instruções “ó faz favor”.

Vamos lá ver como correm as coisas. Há de correr bem, com certeza... Nem sei bem do que tenho medo. Acho que é dele se perder ou de se esquecerem dele. Não tem nada a ver com falta de confiança nas educadoras e auxiliares que vão com os meninos. Se não tivesse confiança nelas ele não ia de certeza, mas sei lá... Tenho medo que aconteça alguma coisa. Não sei explicar. A verdade é esta: hoje só vou descansar quando o for buscar à escola e o tiver nos meus braços. Ali, bem debaixo dos meus olhos!

Mãe soooofre!

domingo, 1 de julho de 2012

Que bela manhã de domingo!



Como planeado, lá fomos os três ao Barrigas de Amor. Chegámos por volta das 10h da manhã e, tal como o esperado, não faltavam coisas para ver, aprender e fazer. Mal entrei, deparei-me  com as “Coisas queridas da Magi”. São mesmo queridas e ela é supersimpática! Pouco depois, encontrei a “Madbi” e apaixonei-me perdidamente por uma pulseira que ela tinha lá. Como não havia o meu tamanho combinámos que eu entraria em contacto com ela para ela me entregar uma à medida. Depois mostro.

O Gonçalo lá andava, muito atento a tudo o que se estava a passar à volta dele. Com fascínio pelo Bob Esponjinha, ou lá como se chama, e outros bonecos que por lá andavam (ainda não entrei na fase de estar familiarizada com estes “seres”), mas ao mesmo tempo com medo J Tanto se encolhia quando os via, como lhes acenava! Tão cómico! Depois ainda pintou a Dora (uma boneca que também não conhecia e com a qual travei conhecimento hoje), entreteve-se no túnel que estava na tenda da Pumpkin, andou nos póneis da escola de equitação do Colégio Vasco da Gama e até jogou à bola na relva com o papá! Ainda quis ir à tenda da Rosa Vilas Fotografia, que estava um amor, mas estava muita gente e estava a chegar a hora de almoço do Gonçalinho e acabei por não conseguir.



E assim foi a nossa manhã: diferente e bem divertida! J

Quem quiser ainda tem a tarde toda para ir a este evento. Vale mesmo a pena! Não façam é como eu, que me esqueci de levar protetor solar para o Gonçalinho. Valeu-me o Stand da Motorpress, que tem as revistas Pais e Filhos e Bebé d´hoje, que tinham amostras de protetores solares e deram-me algumas ;)

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