Não faltou nada que uma festa deve ter: música, bailarico,
animação, comes, bebes (sem álcool, claro) e excessos. Sobretudo de comida e de
correria. Aquilo é que foi um corrupio. Os miúdos andavam loucos de um lado
para o outro! Os pais tentavam acalmar um pouco os ânimos, mas volta que não
volta algum desabafava: “a ver se com esta agitação caem na cama e dormem a
noite toda!”. Com estas ou outras palavras, foram vários os pais que comentaram
o mesmo. E é aqui que digo: “Sim, sim… não queriam mais nada!”. Não sei se os
outros pais tiveram sorte, mas por cá a coisa não aconteceu como “idealizámos”.
Quando chegámos ele ainda estava num “excitex” tal que só adormeceu já passava
largamente das 22h (isto quando ele se costuma deitar lá para as 20h30). E pensam
vocês “ah, mas pelo menos dormiu a noite toda!”, ao que eu respondo, “Não, não
foi isso que aconteceu!”. Ele não só se deitou tardíssimo, como às 3 e pouco da
manhã eu já tinha contabilizado umas 10 vezes que me tinha levantado para ir
ter com ele. Ou porque chorava por causa de um sonho qualquer ou porque queria água
ou porque perdia a chucha... Não aguentei. Mandei as teorias para trás das
costas (às vezes faço isto) e às 4 e tal da manhã levei-o para a minha cama. Eu
sei que não é aconselhável pela maioria das pessoas e, na verdade, isto não é
uma coisa que faça com frequência, mas sou apologista que os pais devem ligar
mais à sua intuição que às teorias. Até porque muitas vezes quem tece as
teorias não tem conhecimento de causa (é muito fácil virem dizer que não se
deve levar os filhos para a cama, porque “que horror” e mais não sei quê, mas
depois vai-se a ver e são daqueles pais que têm filhos que regra geral dão boas
noites e dormem como “calhaus”. Ora, assim é fácil!”). O que vos digo é que precisava
de dormir e resultou. Além disso, de vez em quando sabe bem dormir com os meus
dois homens J!
sábado, 30 de junho de 2012
Sim, sim… não queriam mais nada!
Como tinha dito, ontem lá foi a festa da escola do Gonçalo. Nunca o tinha
visto tão bem disposto. Dava gosto ver! Tudo indica que neste aspeto sai à mãe J Gosta de um bom “agito”!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Pequenos grandes passos
Hoje, é dia de festinha na escola do Gonçalo! Eles são muito
criativos e põem sempre os pequenotes a fazer coisas fofas. Nestes momentos é
engraçado ver os pais todos derretidos, a olhar para os filhos como se eles
estivessem na festa de formatura! Realmente é impressionante como nos babamos
com todos os passinhos que eles vão dando.
Ainda me lembro quando o Gonçalo mudou de sala quando tinha
pouco mais de um ano. Por mais ridículo que possa parecer, aquilo emocionou-me
mesmo. O meu pequenito!
Esta mudança representou uma espécie de abanão que me
gritava o quão rápido ele estava a crescer. Assustadoramente rápido! Lá ia ele para
a sala dos “grandes”. Até me senti ridícula por estar tão lamechas. No entanto,
ao falar com outra mãe, percebi que ela sentia exatamente o mesmo. Lá ficámos as
duas, com os olhos brilhantes, a falar dos nossos filhos, como se eles tivessem
entrado na Universidade de Oxford!
Enfim… As “pequenas” conquistas deles são vitórias gigantes
para nós. Foi assim quando ele bateu as primeiras “palminhas”, quando sorriu
pela primeira vez, quando deu a primeira gargalhada, quando apareceu o primeiro
dente, quando começou a gatinhar, quando se pôs de pé pela primeira vez, quando
disse a primeira palavra, quando começou a andar…
São “pequenas coisas” que nos fazem sorrir com todo o nosso
corpo e alma. São “pequenas coisas” que nos enchem verdadeiramente e que fazem
com que ganhemos não só o dia, como a vida!
Novas regras de apoio à maternidade
A partir de segunda-feira que vem, os subsídios de Natal e de férias deixam de contar para apoios à maternidade. A notícia é de ontem mas, para quem não viu, pode ver aqui.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Multistasking em ação!
Não ligo particularmente a futebol mas, quando joga a
Seleção, mexe-me cá nas entranhas e fico possuída. Não praguejo (muito) nem nada
disso, fico é com um nervoso miudinho que dá cabo de mim. Ontem, no
prolongamento, pensei que ia ter uma crise de ansiedade. Enfim… lá perdemos, a
vida continua e apesar da derrota acho que a Seleção Portuguesa de Futebol está
de parabéns, sobretudo pelo espírito de equipa que mostraram ter.
Mas, na verdade, não é o jogo de ontem em si que me leva a
escrever este post. Ontem, durante o jogo, constatei que ser mulher e mãe é,
durante um jogo de futebol, o seguinte:
- Ver o jogo, comer uns tremoços e beber uma cervejinha;
- Durante a primeira parte olhar para o jogo com um olho e
com o outro ver bem o que é que o meu filho está a fazer e tentar entretê-lo de
algum modo;
- Pensar no jantar do pequenote para o dia seguinte;
- Fazer uma lista mental das coisas que tenho de fazer (de
repente lembrei-me de um papel da escola dele que tinha de assinar, de uma
lista de compras para a casa que não me podia esquecer de fazer; de uns mails
que tinha de enviar…);
- Organizar mentalmente a estrutura de um mail importante
que tinha de enviar hoje;
- Tirar o verniz das unhas porque já não estavam com bom ar;
- Pensar que raio de roupa vou vestir numa gala de trabalho que
tenho hoje e que surgiu quase à última hora;
- Pensar como levo o cabelo para a dita gala;
- Pesquisar na Internet o que posso fazer para a festa da
escola do Gonçalinho. Pediram-me para levar qualquer coisa na categoria dos
salgados e preciso de qualquer coisa rápida, já que hoje à noite não vou conseguir
fazer nada. Resumindo: ainda não sei se vou fazer ou comprar!;
- Perder 15m do final da primeira parte para ir adormecer o
pequenote.
… Estou com a sensação que me estou a esquecer de alguma
coisa! Mas no geral é isto. Qual ver o jogo sossegadita, qual quê?!
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Breath in… breath out…
O meu filho está naquela fase em que está constantemente a
testar os limites da minha paciência. E nem dois anos tem, o pirralho. Amo-o com todas as minhas forças, mas às vezes
é TÃO difícil arranjar paciência. Minha nossa!!! Pergunto-me onde é que as
crianças vão buscar certas coisas? Agora está com a mania de dizer que não e
depois vira-me a cara! Como se tivesse voto na matéria! Juro que só me apetece
bater-lhe. E às vezes leva um “tau-tau” na fralda, pois leva. É um ato psicológico,
mas garanto-vos que ele percebe que estou zangada (antes tentava aquela coisa de
me colocar no nível dele, olhos nos olhos, falar calmamente e mais não sei quê.
Uma teoria muito gira que, deixem-me pensar quantas vezes funcionou com o meu
filho? … deixa ver… mais um bocadinho… Ah, já sei. NUNCA!)
De qualquer modo, ele percebe bem a intenção do “tau-tau”. Acompanho
o gesto com um tom de voz zangado, que não precisa de ser alto, mas às vezes é,
e com cara de má. Quando chego a este ponto ele fica a olhar para mim com um ar
como quem diz: “Uiii. Se calhar desta vez abusei mesmo da paciência dela. Agora
vou estar sossegado, pôr a minha cara de anjo e esperar que lhe passe!”. A sério
que parece que o raciocínio dele é este. Ele lá acalma uns minutos; os necessários
para me derreter. Sim, porque eu também tenho o meu limite para manter o ar
zangado… é que ele é tão fofinho!!! Lá estou eu. Veem??! Manipulador de uma
figa!
Mas a verdade é que esta teimosia dele não é de agora. Ele começou
assim por volta de um ano de idade. Na altura não lidei nada bem com a situação.
Não sabia como agir e pensei que se ele estava a ter “aquele” comportamento, então
eu devia estar a fazer alguma coisa errada no que dizia respeito à educação
dele. Além disso, por um lado queria ralhar, mas por outro não queria abusar do
“não”. Não lhe queria impor demasiados limites, porque a verdade é que ele é um
bebé e é natural que queira mexer nos comandos quando nos vê a fazê-lo, por
exemplo, ou fazer coisas que ele não percebe que não pode ou não deve fazer. No
entanto, as coisas assim também não podiam continuar. Assim que pude falei com
a pediatra e ela disse-me que era normalíssimo e acrescentou que a fase se ia
manter por muito mais tempo. “Que bom”, pensei! Acrescentou que a partir
daquele momento a palavra de ordem era “firmeza”. Que tínhamos de manter o “não”
quando o usássemos, que neste caso não podíamos ceder e que o pai e a mãe
teriam sempre de estar em sintonia. Se um diz não, o outro não pode dizer que
sim.
Teorias à parte, a verdade é que na prática as coisas são
bem mais complicadas. E quando ele tem uma crise de teimosia, dou por mim a
pensar com os meus botões: “Vá Sofia, Breath in, Breath out, breath in, breath
out… “. E ocorre-me sempre que, afinal, aqueles exercícios de respiração que nos
ensinam para aplicarmos no trabalho de parto, também se vêm a revelar úteis
depois de termos a criança!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Em pleno estado de graça
![]() |
| Foto tirada por Rosa Vilas |
Ao longo dos tempos tem sido possível identificar no
meu grupo de amigas e conhecidas vários tipos de grávidas: as chill-out, que
passam a gravidez como se não estivessem grávidas (não porque não querem saber,
mas porque são mega descontraídas); as enciclopédias, que seguem a gravidez ao
minuto e acompanham a evolução do bebé recorrendo a várias pesquisas na
Internet e a centenas de livros; as stressadas, que estão sempre preocupadas em
fazer tudo como deve de ser e que descompensam com a chegada de uma ecografia
ou dos resultados dos exames; as pró, que já foram mãe antes e que encaram a
gravidez com uma sabedoria quase ancestral, apesar de estarem na casa dos 30; as
“bitch”, que ficam com mau feitio e com as hormonas todas desreguladas e que
usam constantemente a gravidez como desculpa para "levar tudo à frente"; as românticas,
que adoram estar grávidas e que por elas prolongavam a gravidez por vários anos,
etc, etc, etc. E também há as como eu, que variam entre vários destes estados,
só naquela de tornar a coisa ainda mais intensa (como se já não fosse o
suficiente)!
Seja como for, independentemente
do tipo de grávida que se é, quando uma mulher vive este estado de graça
transforma-se, por excelência, num ser poderoso. Supremo! Abençoado! Lembro-me
perfeitamente como me senti no primeiro segundo em que descobri que estava
grávida. Invadiu-me uma sensação de felicidade gigante, impossível de
reproduzir em palavras. O que senti foi tão intenso que só foi superado quando o
meu filhote nasceu. Quando estava grávida sentia-me um ser para lá de importante
e especial (e olhem que coisa que não sou é presunçosa!). Sentia-me assim… uma
espécie de José Mourinho! Nem mais nem menos.
Na minha cabeça, a partir daquele momento, eu seria capaz de tudo o que eu quisesse e tudo seria traduzido em vitórias. Dava por mim a andar na rua, no supermercado, ou onde quer que fosse, com um sorriso totalmente aparvalhado, e acho que de algum modo estava convencida que tinha escrito na testa: “Eu estou grávida e sou a maior!” e que por isso todos me iriam colocar num pedestal ou tratar-me como uma princesa (a mim e a todas as grávidas, claro). Eu sei que soa a ridículo, mas acho perfeitamente legítimo me ter sentido assim! Depois acordei… mas durante nove meses (37 semanas mal feitas, vá!), eu é que fui a “special one”... Só me faltavam mesmo os milhões no banco!
Na minha cabeça, a partir daquele momento, eu seria capaz de tudo o que eu quisesse e tudo seria traduzido em vitórias. Dava por mim a andar na rua, no supermercado, ou onde quer que fosse, com um sorriso totalmente aparvalhado, e acho que de algum modo estava convencida que tinha escrito na testa: “Eu estou grávida e sou a maior!” e que por isso todos me iriam colocar num pedestal ou tratar-me como uma princesa (a mim e a todas as grávidas, claro). Eu sei que soa a ridículo, mas acho perfeitamente legítimo me ter sentido assim! Depois acordei… mas durante nove meses (37 semanas mal feitas, vá!), eu é que fui a “special one”... Só me faltavam mesmo os milhões no banco!
Fofo todos os dias!
Os nossos filhos são, por excelência, os bebés/ crianças
mais bonitos do universo e arredores. Não há nada a fazer. Está-lhes no sangue!
Tal como os outros, obviamente, que também o meu é o mais
bonito e fofo do mundo, em qualquer situação e circunstância. Quando domingo
fomos ao hospital, e uma vez que ele estava com febre alta, pediram-me para lhe
tirar as calças, de modo a que a temperatura corporal baixasse. Ele ficou nesta
figurinha que podem ver na foto. Tinha tudo para ficar ridículo, e aposto que
esta é daquelas fotos que ele não me vai deixar mostrar à namorada e aos
amigos, mas ficou ou não uma fofura?!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Eu Vou!
Já estava marcado na minha agenda, mas agora é que não vou mesmo perder o próximo Barrigas, que vai acontecer já no próximo domingo, dia 1 de julho. O “programa das festas” já está online e dá mesmo vontade de ir… E até de engravidar outra vez J
As atividades para pais,
grávidas, recém-mamãs, e até para bebés e crianças, são mais que muitas e só é
pena que não possamos ser omnipresentes para podermos fazer várias coisas ao mesmo
tempo. Só para terem uma ideia, no programa constam atividades como localizada
para grávidas; recuperação pós parto; ginástica com o bebé; um espaço para os
pais cozinharem com as crianças; sessões de esclarecimento sobre o parto; as
células estaminais; como conciliar o trabalho e a família; aprender a lidar com
as birras (pessoalmente preciso de ir a esta :P); alimentação da criança ; como
preparar o filho para o nascimento de um irmão; educação para a poupança (cada
vez mais útil nos dias que correm), etc, etc, etc.
Podem saber tudo o que
reserva a 6ª Edição do Barrigas de Amor aqui: http://tinyurl.com/63qxdwh
domingo, 24 de junho de 2012
Mamãs e futuras-mamãs, get ready!
É já daqui a uma
semana, mais concretamente no dia 1 de julho, domingo, que se realiza a 6ª Edição
do Barrigas de Amor; que este ano é dedicada ao
papel da Mulher na Família. Tal como nos anos anteriores, esperam-se várias
atividades que, segundo a página de Facebook do Barrigas, serão conhecidas já
esta segunda-feira. Eu prometo ficar atenta e expor no B&B algumas das
atividades previstas.
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